Habilidade, velocidade e humildade: Pedrinho, a joia da Itapirense

Com apenas 19 anos, atacante saiu do banco, salvou a equipe de Itapira da eliminação antecipada na Copinha e sonha em oportunidades para se destacar no time

Salvador da Itapirense na 2ª rodada da Copa São Paulo de Futebol Júnior 2019, o jovem atacante Pedro Henrique Guedes dos Santos, ou como ele mesmo prefere, Pedrinho, foi o destaque da equipe de Itapira no último jogo. Na primeira partida, a Vermelhinha perdeu para o Botafogo-SP por 3 x 1. Entretanto, no confronto seguinte, com a entrada de Pedrinho, o jogo mudou. Em uma jogada individual, na qual recebeu excelente passe em profundidade, teve a frieza necessária para driblar o zagueiro duas vezes antes de marcar o gol da vitória entre as pernas do goleiro, de forma emocionante, nos acréscimos.

Mas a história de Pedrinho não começa assim: do nada um garoto surge no interior de São Paulo e se torna o salvador da pátria, não. Muito pelo contrário. O camisa 23 já rodou muito por esse Brasil com apenas 19 anos de idade. Nascido em Brasília, no Distrito Federal, o garoto começou sua trajetória no futebol cedo, dos jogos na rua para o Gama, clube local. Logo aos 10 anos passou numa peneira em Brasília para fazer testes no São Paulo Futebol Clube. Porém, a tão sonhada oportunidade na famosa base de Cotia quase não aconteceu. Vindo de família humilde, os pais do menino não tinham condições de lhe comprar uma chuteira de qualidade, quanto mais uma passagem de avião para a capital paulista.

O garoto brasiliense foi então sendo monitorado pelo São Paulo a cada três meses e a expectativa de fazer parte da base de um dos maiores clubes do Brasil só aumentava. Então, aos 13 anos, conseguiu se alojar no Tricolor Paulista e teve uma grande experiência, como ele mesmo diz: “experiência fora do normal, inexplicável!”. Devido a forte concorrência, foi dispensado pelo clube e voltou a sua casa. Ainda sem desacreditar no futebol, mantendo o sonho vivo, começou a jogar em um projeto de desenvolvimento de jovens para o futebol, chamado PVM (Projeto Vida Melhor), onde foi recebido de braços abertos por pessoas humildes e que lhe deram novas oportunidades. Lá, conheceu Marcos Tito e Cidão, seus empresários que o levaram para outro grande clube: Fluminense.

Ficou um ano e meio no Tricolor Carioca, se destacou, depois foi para o Avaí para assinar meu primeiro contrato profissional. Pelo time de Santa Catarina foi campeão catarinense de base.

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Mais um ano e meio no clube catarinense, também se destacando na base, quando surgiu a oportunidade de jogar na Itapirense, onde, além de jogar no time principal, faria parte, pela primeira vez, de uma Copinha, estando na vitrine do futebol onde busca se destacar mais uma vez para ser visto e conseguir um contrato em um clube grande, como sonho de todo “moleque” que ama este esporte. O jogador foi campeão paulista sub-20 com o clube de Itapira.

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Com um estilo de jogo rápido, de habilidade e bastante ousadia, Pedrinho se inspira em Ronaldinho Gaúcho para tentar seus dribles e jogadas individuais de efeito que deixam os adversários malucos de raiva, justamente por não conseguirem pará-lo.

Pedrinho ainda tem a humildade de dizer que vai esperar sua oportunidade surgir, mas acredita que tenha causado dor de cabeça no técnico Valter após o gol da vitória no último jogo:

“O professor Valter conversa muito com a equipe e está sempre nos motivando da melhor forma. Creio que a equipe está bastante unida e concentrada para sair com a vitória e a classificação na quarta-feira. Graças a Deus fui honrado com o gol da vitória, podendo colocar minha equipe ainda na briga pela vaga na segunda fase. Nosso objetivo é somente ganhar, entrar em campo e dar o nosso melhor. Se fizermos o nosso trabalho bem feito sairemos com a classificação”, bradou.

O atacante que ainda finalizou sobre a oportunidade de começar como titular, mostrando bastante maturidade:

“Sobre quem vai começar jogando é uma opção do treinador. Eu faço meu trabalho, como fiz na última partida, e espero que ele tenha gostado. Claro que quero começar como titular, mas no próximo jogo não sei qual será a opção do treinador, mas creio que criei dúvida. Mas se eu iniciar no banco e entrar para fazer o gol da vitória novamente, para mim também está tudo certo (risos)”.

Eric Filardi

Sobre Eric Filardi

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Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova se anseia. Bem-vindo ao melhor site de futebol. Bem-vindo ao Futebol na Veia. Sou Eric Filardi, paulistano de 25 anos, jornalista de formação e apaixonado por futebol.Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, sou Peixe, sou Palestra e sou Timão. Sou da Colina, Botafogo, sou Flu e sou do Mengão. Sou Brasil, sou Hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 a 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões, sou Clássico das Multidões. Sou sul, sou nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, sou Raposa, sou Bavi e sou Grenal. Sou Ásia, sou África, sou Barça e sou Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas, que o estádio incendeia, sou Futebol na Veia.


 

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