Gustavo Santos: o artilheiro dentro de campo e nos estudos

Atacante brasileiro é destaque no Vietnã e conta detalhes do seu momento no outro lado do mundo
Gustavo Santos o artilheiro dentro de campo e nos estudos

Tem brasileiro voando na liga do Vietnã, a V-Liga. Trata-se de Gustavo Santos, jogador Nam Dinh FC, atual 10º colocado na tabela do torneio com 28 pontos, em 23 jogos feitos. Ao lado do compatriota, Diogo Junior, o camisa 96 tem dado alegria aos torcedores da cidade que fica ao Norte do país. Em entrevista ao Futebol na Veia, ele comenta sobre as curiosidades do futebol local, cultura, como é viver em um local totalmente diferente e, ainda, sobre seus hobbies.

O futebol no Vietnã

O nosso entrevistado já passou por diversos clubes nacionais, dentre os mais destacados temos o Marília e o Linense, do interior paulista. Além dos dois gols feitos na temporada, Gustavo também tem servido seus companheiros com qualidade. Ele conta um pouco mais de como está sendo o seu momento.

“Para mim está sendo uma experiência única atuar em uma equipe do Vietnã, futebol aqui é bem disputado de jogadores de alto nível e os times são bem competitivos. Dentro de campo, procuro dar o meu melhor e ajudar a equipe com gols e assistências”

Ele comenta sobre as diferenças do futebol jogado no Brasil e no Vietnã, destacando que basicamente um não tem nada a ver com o outro.

“Maior dificuldade de jogar no futebol do Vietnã é a correria, não tem posse de bola, ataque e contra-ataque. Futebol do Vietnã e do Brasil são totalmente diferente, pois não tem comparação como eu disse antes em relação a tudo.”

As dificuldades de jogar longe de casa

Gustavo conta que no primeiro momento, jogar no Vietnã foi complicado, mas conseguiu tirar de letra. A saudade da família aperta, mas o carinho da comunidade facilitou sua acomodação.

“A primeira impressão foi de susto mesmo, país bem mais agitado, mas tudo foi na primeira semana, depois já estava mais tranquilo. Deixar a família sempre é difícil, mas já estamos acostumados desde de cedo longe de casa. Claro que em outro país sempre é mais difícil, mas já estamos calejado. Sobre a acomodação, foi tranquilo fui muito bem recebido bem acomodado, adaptação foi mais difícil na alimentação a comida deles é diferente da gente. Já a comunicação é o de menos, pois boa parte fala o inglês.”

Ainda falando sobre sua recepção, ele conta que parceria com o atacante Diogo tem ajudado bastante na sua permanência.

“Minha recepção foi boa aqui no Vietnã, pois tem bastante brasileiros. No meu time tem um brasileiro, o Diogo atacante, que me ajudou muito e me ajuda diariamente. Ele já tem três anos no país e a parceria vem dando certo dentro e fora de campo.”

As curiosidades sobre o novo país saltaram os olhos do nosso entrevistado. Afinal, os vietnamitas têm gostos diferentes e peculiares.

“A cultura deles é muito diferente da nossa em quase tudo. Eles costumam dormi muito cedo e acordar muito cedo, comem muitos frutos do mar, vegetais, só comida saudável eles são muito bem de saúde, vivem mais que no Brasil.”

Falando no idioma, Gustavo comenta sobre o que gosta de fazer nas horas vagas:

“Nas horas vagas gosto de ler livro, jogar vídeo game, estudar inglês que ainda não sou muito bom (risos)”.

Como ficar atualizado do futebol brasileiro?

Mesmo longe do seu país, o camisa 96 conta que tenta sempre se atualizar com o futebol do Brasil, mas um vilão o assombra: o horário.

“Eu costumo ver os resultados dos jogos e depois assistir melhores momentos no YouTube, os horários são inversos aí não ajuda muito.”

Por fim, ele conta que pretende evoluir cada vez mais no futebol, para que tenha ainda mais reconhecimento com o seu trabalho.

“Meu principal objetivo é continua crescendo cada vez mais no futebol buscando crescimento e atingir nível maiores sempre.”

Os próximos compromissos

Gustavo Santos e o Nam Dihn, têm mais dois jogos a fazerem em 2019. No sábado (21), a equipe encara o Sanna Khanh Hoa FC, fora de casa, pela penúltima rodada. Na outra semana, enfrenta o Hai Phong finalizando assim a temporada.

 

Foto destaque: (Divulgação)

Ruan Silva

Sobre Ruan Silva

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Meu nome é Ruan Silva da Silva, tenho 24 anos, moro na cidade de Altamira no Pará. Sou graduado na área de Letras, com habilitação em Língua Portuguesa e no momento pós-graduando na área de Linguagem e Ensino, ambos pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Sou deficiente físico, tenho dificuldades na questão da locomoção, que dificulta um pouquinho as coisas, mas nada que impeça de exercer diversas atividades. Sou apaixonado por todos os esportes, principalmente pelo futebol, corintiano e simpatizante de diversos clubes na Europa que não cabem todos aqui e apaixonado também pelo jornalismo esportivo tendo como ídolos, ícones como Galvão Bueno, Luciano do Valle, André Henning, Vitor Sérgio Rodrigues e outros mais. Uma curiosidade minha é que consegui na graduação em um ambiente voltado aos estudos de ensino e aprendizagem, incluir o futebol no principal trabalho dos quatro anos de curso, o TCC. Escrevi sobre Nelson Rodrigues e a Copa de 1950, temas raramente trabalhados numa graduação como essa. Enfim! Sonho em um dia trabalhar efetivamente na área que tanto amo e acredito que posso fazer um bom papel no meio.


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Ruan Silva
Ruan Silva
Meu nome é Ruan Silva da Silva, tenho 24 anos, moro na cidade de Altamira no Pará. Sou graduado na área de Letras, com habilitação em Língua Portuguesa e no momento pós-graduando na área de Linguagem e Ensino, ambos pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Sou deficiente físico, tenho dificuldades na questão da locomoção, que dificulta um pouquinho as coisas, mas nada que impeça de exercer diversas atividades. Sou apaixonado por todos os esportes, principalmente pelo futebol, corintiano e simpatizante de diversos clubes na Europa que não cabem todos aqui e apaixonado também pelo jornalismo esportivo tendo como ídolos, ícones como Galvão Bueno, Luciano do Valle, André Henning, Vitor Sérgio Rodrigues e outros mais. Uma curiosidade minha é que consegui na graduação em um ambiente voltado aos estudos de ensino e aprendizagem, incluir o futebol no principal trabalho dos quatro anos de curso, o TCC. Escrevi sobre Nelson Rodrigues e a Copa de 1950, temas raramente trabalhados numa graduação como essa. Enfim! Sonho em um dia trabalhar efetivamente na área que tanto amo e acredito que posso fazer um bom papel no meio.

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