Grazie Totti. Per tutto!

Era uma vez um menino italiano, que sonhava em ser jogador. Mas não servia qualquer camisola! Tinha que ser a giallorossi romana, tinha que ser a Associazione Sportiva Roma. Habilidade não lhe faltava, era tamanha genialidade. Com gols, dribles e assistências, um título alí e outro acolá, foi de menino de ouro a rei de Roma, o maior de sua região, talvez o maior de sua nação. Falava com os pés, era a arte Azzurra! Com devoção total a sua equipe, chegou a negar a seleção: “O meu problema principal é físico. Com os problemas que tenho no joelho, tornozelo e costas, não posso jogar simultaneamente por Roma e Seleção Italiana. Descobri um número máximo de jogos que posso fazer por ano. E, para isso, infelizmente, tenho de renunciar à seleção, porque à Roma não posso, é a prioridade”. Também negou o maior clube do planeta, o Real Madrid, talvez um ato de coragem ao dizer não aos milhões galácticos. Mas este fato terás valido a pena ao final da carreira. Il Capitano nunca mais será esquecido por qualquer torcedor do mundo, seja romanista, biancocelesti, rossonero, nerazzurro ou bianconero, lembrarão sempre do camisa 10 da Roma e da Seleção Italiana campeã do mundo, em 2006. Poucos são os títulos, muitas são as glórias. Trocar o dinheiro pelo respeito, admiração e total idolatria de um povo, uma nação e ser reconhecido pela sua grandeza, habilidade e liderança, é para poucos. Doar-se em campo, dar o sangue e o coração, é apenas para poucos! E ser ídolo máximo da Roma, é a realidade de um só: Francesco Totti! Grazie Totti, per tutto!

Rinus Michels, Nilton Santos, Yashin, Pepe, Mazzola, Facchetti, Baresi, Bergomi, Adams, Maldini, Giggs, Scholes, Neville, Carragher, Marcos, Puyol, Rogério Ceni e agora Francesco Totti, são um seleto grupo de jogadores que jogaram apenas por um clube profissionalmente em toda carreira. Todos tiveram grande contribuição ao mundo do futebol, tanto para seus clubes quanto para suas respectivas seleções. Porém, diferente de todos os outros, Totti teve a oportunidade de defender o maior time de todos os tempos até então, o Real Madrid, mas o primeiro parágrafo é claro!

Casillas; Salgado, Hierro, Helguera, Roberto Carlos; Beckham, Zidane, Figo e Totti; Raúl e Ronaldo. Um time dos sonhos do galácticos que realmente ficou apenas no sonho. O Real Madrid tentou contar com o italiano no início da última década e colocá-lo entre os merengues, mas o mesmo decidiu pelo amor à camisola romana.

Estreou pela Roma aos 16 anos, na vitória por 2 a 0 sobre o Brescia, dia 28 de março de 1993, promovida pelo técnico Vujadin Boskov, e aposentou-se no dia 28 de Maio de 2017, após 28 anos de Associazione Sportiva Roma, 24 anos e 2 meses como jogador profissional, 786 jogos e 307 gols 5 títulos. É considerado o maior ídolo da história da Roma, Il Bimbo d’Oro, Il Ré di Roma, Il Capitano.

  • 1 Campeonato Italiano (2000–01);
  • 2 Copas da Itália (2006–07 e 2007–08);
  • 2 Supercopas da Itália (2001 e 2007);
  • Maior artilheiro da história da Roma (307 gols);
  • 2º Maior artilheiro do Campeonato Italiano (250 gols, atrás apenas de Piola, com 274);
  • Jogador que mais vezes vestiu a camisa giallorossi (786 partidas);
  • Maior goleador do Dérbi de Roma (Roma x Lazio) (11 gols);
  • Artilheiro do Campeonato Italiano, em 2006–07 (26 gols)
  • Chuteira de Ouro da Europa, em 2007 (26 gols);
  • 5 vezes (recorde) melhor jogador italiano do Campeonato Italiano pela Associação Italiana de Jogadores (AIC) (2000, 2001, 2003, 2004 e 2007);
  • 2 vezes melhor jogador do Campeonato Italiano pela AIC (2000 e 2003);
  • Futebolista mais velho a marcar um gol na Liga dos Campeões, contra o Manchester City, em 30 de setembro de 2014, aos 38 anos e 3 dias.
  • Melhor jogador jovem do Campeonato Italiano (1999);
  • 5º melhor jogador do mundo France Football (2001);
  • 10º melhor jogador do mundo FIFA (2000 e 2001);
  • Campeão Europeu Sub-21 – Itália (1996);
  • Campeão dos Jogos do Mediterrâneo Sub-23 – Itália (1997);
  • Seleção da Euro (2000);
  • 59 jogos e 8 gols pela Seleção Italiana;
  • Campeão da Copa do Mundo – Itália (2006);
  • Seleção da Copa do Mundo (2006);
  • Considerado o melhor jogador italiano de todos os tempos.

Em sua despedida, diante do Genoa, em partida válida pela última rodada do Campeonato Italiano, inúmeras homenagens ao eterno camisa 10 romanista, que não conteve as lágrimas, após a vitória por 3×2 e a garantia do vice-campeonato e da vaga na Champions League 2017-18. O camisa 10 passou a braçadeira de capitão da Roma a alguém especial, tratasse de Mattia Almaviva, jovem capitão da base do clube. Futuro Totti? Só o tempo dirá!

O craque italiano negou o Real Madrid onde poderia conquistar inúmeros títulos como Campeonato Espanhol, Copa do Rey, Champions League e poderia até ser eleito melhor jogador do mundo pela equipe merengue. Como teria sido a carreira de Totti se tivesse ido à Espanha, onde foram ou estavam todos os melhores jogadores do mundo, desde Ronaldo, em 1996? Após essa grande epopeia que foi a carreira de Francesco Totti eu lhes faço a pergunta:

“Valeu a pena trocar títulos da Liga dos Campeões, mais títulos nacionais pelo time madridista e, possivelmente, uma bola de ouro de melhor jogador do mundo pela Roma?”

Eric Filardi

Sobre Eric Filardi

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Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova se anseia. Bem-vindo ao melhor site de futebol. Bem-vindo ao Futebol na Veia. Sou Eric Filardi, paulistano de 25 anos, jornalista de formação e apaixonado por futebol.Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, sou Peixe, sou Palestra e sou Timão. Sou da Colina, Botafogo, sou Flu e sou do Mengão. Sou Brasil, sou Hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 a 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões, sou Clássico das Multidões. Sou sul, sou nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, sou Raposa, sou Bavi e sou Grenal. Sou Ásia, sou África, sou Barça e sou Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas, que o estádio incendeia, sou Futebol na Veia.


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