Gonzalo Higuaín: “Deixei a seleção argentina com a cabeça tranquila, porque sei que dei tudo de mim”

- O atacante lembrou os momentos mais difíceis que viveu com a camisa da Albiceleste. "Hoje encontro amor nas pessoas e isso me deixa em paz", afirmou.
Gonzalo Higuaín

As três finais perdidas consecutivamente pela seleção foram um divisor de águas no relacionamento entre o povo argentino e alguns jogadores. Esses entreveros, vale lembrar, foram preponderantes para os anúncios de aposentadoria, que, posteriormente, foram revistos, de Lionel Messi da Albiceleste, em 2016 e 2018, respectivamente. Nesse sentido, o atleta mais marcado pelos fracassos foi o centroavante Gonzalo Higuaín.

Responsável por desperdiçar as chances mais claras da Argentina nas finais da Copa do Mundo, contra a Alemanha, e das Copas Américas, frente ao Chile, em março do ano passado, Higuaín anunciou seu desligamento definitivo da seleção. Naquela época, em entrevista à Fox Sports da Argentina, disse:

“O meu ciclo acabou. Para a alegria de muitos e de outros não tanto, meu ciclo já acabou, como disseram outros companheiros. Já podem deixar de se preocupar se estou ou não, que se ocupem com aqueles que estão ou ainda virão pelo bem da seleção. Quero desfrutar da minha família e aproveitar o tempo livre”.

Agora, em entrevista ao programa Líbero, da TyC Sports, o atacante revelado nas categorias de base do River Plate, não mostrou arrependimento pelo seu retrospecto no selecionado nacional.

“Na seleção nacional, dei tudo de mim. Marquei nove gols e Messi, dez, na fase de classificação antes da Copa do Mundo no Brasil, e ninguém se lembra disso. Estou entre os cinco ou seis artilheiros, e ninguém se lembra. Eles só se lembram de coisas específicas que sofri na época, mas agora superei. Hoje encontro amor nas pessoas e a verdade que me deixa em paz “, confessou “El Pipita”.

Com 31 gols em 75 jogos, Gonzalo Higuaín encerrou sua passagem pela seleção argentina como o sexto maior artilheiro da seleção, atrás de Messi (70), Batistuta (54), Agüero (41), Crespo (35) e Maradona (34).

VEJA OUTRO TRECHOS DA ENTREVISTA:

DESPEDIDA DA SELEÇÃO

“Acho que o tempo coloca as coisas em seu lugar. Não estou pensando muito, sou uma pessoa positiva que tenta sorrir, mas às vezes há situações na vida em que você não pode fazê-lo se não estiver feliz. A família sofre mais, mas é isso. Hoje, continuo olhando para a frente e saí com a cabeça calma, porque sei que até o último dia eu dei tudo de mim. Quando não consegui, decidi me afastar”.

PROCESSO DE REFORMULAÇÃO COM SCALONI

“Convivi pouco com ele (Lionel Scaloni), mas eu já o conhecia. Se eles decidiram por ele, é porque viram qualidades nele. E ele está indo bem, então eu desejo o melhor. Espero que tenha uma boa projeção, e possa levar a seleção ao mais alto possível”.

Imagem destacada: Reprodução/Twitter

Pedro Ferri

Sobre Pedro Ferri

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Pedro Rodrigues Nigro Ferri, 19, nascido em Assis-SP. Jornalista em formação pela Faculdade da Cásper Líbero e um fiel devoto. Católico? Protestante? Não, corinthiano. Sou mais um integrante do bando de loucos e nunca me conheci sem essa doença. Frequentador de arquibancada, sou apaixonado por torcidas. Sabe aquela música do seu time? É, eu canto ela no chuveiro. Supersticioso ao extremo e disseminador da política "NÃO GRITA GOL ANTES DA BOLA ENTRAR!".

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