Garrincha, o rei antagônico do futebol brasileiro

Hoje, 28, Mané Garrincha completaria 83 anos. Atuando com um célebre ponta-direita, talentoso, habilidoso e de carisma único, “o Anjo de Pernas Tortas” é considerado um dos maiores jogadores que o futebol brasileiro já produziu, sendo um legítimo representante do futebol arte brasileiro.

Nascido como Manoel dos Santos, na cidade de Pau Grande, Rio de Janeiro, tornou-se “Francisco” quando foi operário numa fábrica de tecidos e Garrincha por brincadeira de uma de suas irmãs que resolveu apelidá-lo com o nome de um pássaro tipo da região carioca.

Aos 15 anos, teve sua primeira experiência como “jogador profissional” no pacato Pau Grande Esporte Clube. Não demoraria para que ele tentasse a sorte em algum clube da capital. Convidado para fazer um teste no Botafogo, o jovem Garrincha encantou e anos depois, por obra do destino, faria parte do melhor time do Botafogo de todos os tempos, que contava com Zagallo, Didi, Amarildo e Nilton Santos, entre outros.

Mesmo com sua distrofia física nas pernas, Garrincha nunca deixou de lado com seu estilo original de jogar, com seus dribles abusados e eficientes. Encantou o mundo com a Seleção Brasileira em três Copas do Mundo, sendo campeão em duas delas. Mesmo assim, nunca teria uma oportunidade de brilhar por um clube europeu.

Depois de jogar quase 90% de sua carreira pelo Glorioso, Mané rodaria por Corinthians, Flamengo e Olaria, por exemplo, antes de encerrar a carreira de forma melancólica. Morreria pobre, também no Rio de Janeiro, em 20 de janeiro de 1983, por consequência do alcoolismo. Todavia, seu reinado no futebol já estava construido. Um trono paralelo ao de Pelé.

A alcunha de Mané Garrincha como um rei não é mero saudosismo. Assim como Pelé, lembrado por todos como o melhor jogador de todos os tempos, Garrincha nasceu na pobreza e subiu na vida graças ao futebol. Juntos nunca perderam na seleção brasileira e foram pilares de um dos melhores momento já vividos pelo nosso futebol.

O diferencial é o caminho que um deles seguiu em suas vidas. Cada um construiu reinados opostos no cenário do futebol brasileiro. Pelé marcou a história pela genialidade, enquanto Garrincha optou em conquistar corações, mesmo sofrendo com um fim de vida pautado  por momentos trágicos. Talvez por isso o brasileiro coloque Pelé num pedestal especial de Rei, mas não o amam como Garrincha, curiosamente.

Mané é muito mais que apenas um jogador brilhante. Driblando de “João” em “João”, ele mostrou, de forma bastante espetacular, que não há rede de segurança na sociedade brasileira. Muito mais do que marcar história, Garrincha cativou fãs de futebol.

Jonathan Silva

Sobre Jonathan Silva

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Um jornalista de 23 anos que simplesmente ama futebol. Trabalhou nos jornais Folha Metropolitana e Metrô News, de São Paulo, todos como repórter. Atualmente é assessor na empresa TBL Comunicação. Por paixão, há três anos criou o blog Gol de Canela Futebol Clube, que procurar contar um pouco sobre história do futebol.

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Jonathan Silva
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