Futebol feminino segue cética sobre futuro

Mesmo não levando o ouro, a seleção feminina de futebol ganhou várias “paixões” dos torcedores brasileiros.

Os jogos causaram tanta emoção no Maracanã, as jogadoras foram aplaudidas em todos os lugares que passaram, encheram os estádios com cerca de 270 mil pessoas, e na televisão, a quarta maior audiência entre os jogos olímpicos foi o jogo das quartas de final, entre Brasil e Austrália. Fora o número de seguidores das íntegras do time que se multiplicaram.

O carinho do público superou o objetivo não alcançado, que elas acreditavam se conseguissem a medalha iria fazer a diferença para o futuro da modalidade das próximas gerações.

Com o atraso do futebol feminino não ser valorizado, o dedo é apontado para cada entidade diferente. Tem gente que coloca a culpa nas Escolas, na Prefeitura ou nos Governos Estaduais.

A mídia tem ajudado muito a mudar a imagem do futebol feminino, porém não é o suficiente para serem reconhecidas, quebrarem o preconceito e terem as mesmas oportunidades que o futebol masculino. É muito raro existir campeonatos para mulheres, e segundo Marta (a camisa 10 da seleção), o período olímpico foi o primeiro contato de muita gente com a modalidade.

A esperança agora pelas jogadoras, é que a pressão do publico, possa mudar a realidade do futebol feminino no Brasil para as próximas gerações.

E para aumentar a divulgação da modalidade, prometem buscar mais apoio na Tv a cabo e estimular as crianças e adolescentes a praticar e consumir o futebol feminino.

Futuro da equipe:

  • Amistoso dia 16 de Setembro com a França na casa do adversário.
  • Mundiais Sub-17 (Setembro) e Sub-20 (Novembro).
  • Amistoso em Outubro.
  • Em Dezembro, o tradicional Torneio Internacional em Manaus.

O projeto foi criado para manter as jogadoras em atividade, pois muitas estavam sem clube ou muito tempo paradas pela falta de calendário dos jogos.

Conhecendo um pouco do Futebol Feminino:

Entre as décadas de 1940 e 1980, o futebol feminino foi proibido por lei.  Se as mulheres fossem vistas jogando, eram levadas para a delegacia, ou seja, era caso de “polícia”.

Mesmo sendo desenvolvida tardia pelo país, até hoje não é considerada profissional, nem tem um calendário movimentado para todas as equipes.

Foi a Marta que levou o nome do Brasil para o mundo, mas praticamente não jogou no Brasil. Marta foi jogar na Suécia com apenas 17 anos, após não encontrar estruturas nos clubes daqui.

Desde então, só atua no Brasil emprestada.

Nayara Melo

Sobre Nayara Melo

Nayara Melo já escreveu 8 posts nesse site..

Nayara Melo, Paulistana, 20 anos, estudante apaixonada  pelo Jornalismo e torcedora fanática pelo São Paulo.Despertou interesse pelo futebol quando começou a assistir seu namorado nos campeonatos de várzea e pelos jogos assistidos de “camarote” no famoso campinho ao lado de sua casa.Sempre definiu sua vida como um jogo de futebol: “cada lance, define a sua trajetória” e assim segue fazendo parte dessa nação que prospera a cada partida.

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Nayara Melo, Paulistana, 20 anos, estudante apaixonada  pelo Jornalismo e torcedora fanática pelo São Paulo.Despertou interesse pelo futebol quando começou a assistir seu namorado nos campeonatos de várzea e pelos jogos assistidos de “camarote” no famoso campinho ao lado de sua casa.Sempre definiu sua vida como um jogo de futebol: “cada lance, define a sua trajetória” e assim segue fazendo parte dessa nação que prospera a cada partida.

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