Futebol brasileiro também é feminino!

Com a Copa do Mundo 2019 na França, a Seleção Brasileira conseguiu a visibilidade que tanto precisava

A Copa do Mundo da FIFA de futebol feminino de 2019, na França, trouxe uma visibilidade para a categoria que sempre foi esquecida e bastante marginalizada. A audiência das emissoras que decidiram transmitir aumentou. No jogo do Brasil contra a Itália o percentual de telespectadores era de 22,6 milhões. Esta marca atingiu uma média de 28 pontos na audiência nas principais metrópoles do Brasil, que são 15, contando todas as TVs que transmitiram, segundo aponta o Observatório.

O futebol feminino não é valorizado no Brasil e não tem uma categoria de base especializada. Mesmo assim, as jogadoras foram atrás da conquista do primeiro mundial. Marta, que é uma das estrelas atuais da categoria, não aceitou nenhum patrocínio. Isso porque as marcas ofereciam uma porcentagem muito menor do que é oferecido ao masculino. Seis vezes melhor do mundo e craque nas Copas, a Rainha reclama que não é tão valorizada pelos patrocinadores como um homem é.

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A luta pela valorização

A camisa 10, que se tornou a maior artilheira da história das Copas, divide o protagonismo com Cristiane e Formiga. Declarou, com a recente eliminação, que a Seleção não terá uma Marta para sempre, como não terá as camisas 11 e 8 também, exaltando as companheiras de equipe. Ainda ressaltou que esse não é “só” o momento de valorizar a profissão. É também hora de investir nela, pela visibilidade que se deu nesse mundial. E que o futebol feminino depende das meninas e mulheres para sobreviver.

Ainda que se esteja longe de alcançar a visibilidade que existe no futebol masculino, os passos vêm sendo dados. Em 2019, os clubes brasileiros da 1ª divisão do Brasileirão tiveram que investir na categoria feminina ou não poderiam participar da Libertadores masculina, caso se classificassem. Também em 2019, foi realizada a primeira peneira de meninas no país, o que teve bastante adesão. Os campeonatos nacionais femininos passaram a ter um público relativamente maior. Vale ressaltar a Taça das Favelas, torneio entre comunidades do Brasil, teve competição masculina e feminina e ambas transmitidas pela televisão.

A Copa do Mundo pode não ter trazido uma taça para o Brasil, mas as garotas conseguiram conquistar o amor da torcida. Além disso, mostraram que toda mulher pode e deve fazer o que gosta. Muitas meninas se inspiraram nas atletas e passaram a admirá-las como as profissionais que são. Num futuro não tão distante, talvez seja possível ver a melhora do futebol feminino. Ainda é sonho, mas quem sabe ele tenha a mesma visibilidade que o masculino?! Que as meninas que lutaram nessa Copa consigam a valorização que tanto merecem. Hoje, no Brasil, para ser uma atleta de futebol, tem que ter garra, o que não faltou para elas. E que no futuro mais meninas brilhem em campo.

Caroline Aleixo

Sobre Caroline Aleixo

Caroline Aleixo já escreveu 19 posts nesse site..

Caroline Aleixo, mais conhecida como, Carol, é estudante de Jornalismo pela FIAM FAAM. Sonhava em ser cantora, escritora e professora. Cursou letras por dois anos e meio, porém, por imprevistos decidiu se aventurar em jornalismo, se apaixonando perdidamente pelo curso.Fã de Harry Potter, paulista, fã de séries de heróis, séries e filmes clichês são os melhores. Adora futebol e um dia pretende acompanhar de perto o desenvolvimento do futebol feminino pelo Brasil.

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Caroline Aleixo, mais conhecida como, Carol, é estudante de Jornalismo pela FIAM FAAM. Sonhava em ser cantora, escritora e professora. Cursou letras por dois anos e meio, porém, por imprevistos decidiu se aventurar em jornalismo, se apaixonando perdidamente pelo curso.Fã de Harry Potter, paulista, fã de séries de heróis, séries e filmes clichês são os melhores. Adora futebol e um dia pretende acompanhar de perto o desenvolvimento do futebol feminino pelo Brasil.

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