Flamengo é multado por descumprir regulamento no Fla-Flu

- Em julgamento, maioria dos auditores do TJD-RJ entende que não houve homofobia no grito "time de viado"
Fla-Flu teve gritos homofóbicos

O Flamengo foi a julgamento, no Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (20) pelos gritos de “time de viado” por parte de seus torcedores no Fla-Flu do dia 12 de fevereiro, pelas semifinais da Taça Guanabara. No entanto, o Rubro-Negro foi absolvido no artigo 243-G (ato discriminatório). Porém, condenado a uma multa de R$ 50 mil no artigo 191 (não cumprimento de regulamento da competição) pelo episódio.

No entendimento da maioria dos auditores da 4ª comissão do TJD-RJ, os gritos de “time de viado” não poderiam ser enquadrados como homofobia, “por não ter sido direcionado” a uma pessoa. Entretanto, entenderam que o episódio fere os regulamentos gerais de competições por terem sido ofensivos à torcida adversária. Foi a primeira vez que um caso relacionado a homofobia no futebol foi julgado por um tribunal desportivo no Rio de Janeiro. Por consequência, o clube que corria o risco de perder os pontos da partida e ser sancionado em até R$ 200 mil pela denúncia.

COMBATE À HOMOFOBIA

O Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBTI+ pediu para ingressar como terceiro interessado no julgamento, mas teve o pedido negado pela comissão. Porém teve seu pedido negado. O grupo prometeu recorrer da decisão do tribunal e do resultado do julgamento. Já o Fluminense, cujo presidente Mário Bittencourt havia pressionado a procuradoria para abrir denúncia, não entrou com pedido para participar como terceiro interessado.

Por fim, o relator do caso, Fernando de Araújo Menezes Junior disse não considerar o grito “time de viado” como homofóbico. Dessa forma, votou pela absolvição do Flamengo no artigo 243-F e multa de R$ 50 mil, com conversão em advertência, no artigo 191. Da mesma forma, o auditor Mário Caliano e o presidente da comissão, Marcello Zorzenon, acompanharam o relator em absolver o clube de “ato discriminatório”. O único a se pôr contra foi o auditor Lucas Noronha. Em seu voto, ele disse “não ter dúvidas” do caráter homofóbico do grito de “time de viado”, considerou grave o ato e pediu a multa máxima, de R$ 100 mil.

Foto destaque: Reprodução/Brasil Diário

Alexandre Vieira

Sobre Alexandre Vieira

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Sou Alexandre Vieira, 30 anos - com carinha de 25 -, estudante de Jornalismo pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e apaixonado por esporte, principalmente futebol. Quando moleque, sonhava em ser jogador, porém não tive oportunidade. Daí nasceu a paixão pelo jornalismo e a esperança de assim poder ficar famoso, realizar o sonho de me aproximar de ídolos, estádios e cobrir competições históricas. Tenho um senso de humor gigante e sou legal até quando meu time perde.

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