Fim da linha de Lucão no São Paulo

O São Paulo perdeu ontem (18) para o Atlético-MG, no Morumbi, por 2×1. Encerrando sua invencibilidade em casa. Mais uma vez, a derrota foi causada por falhas individuais- e mais uma vez- protagonizada pelo zagueiro Lucão.

 Duas bolas mal rebatidas, dois lances que originou os gols do adversário. E a torcida são paulina não perdoou o zagueiro, vaiaram e dirigiram ofensas ao camisa 4.

Na entrevista pós-jogo, Lucão ironizou as criticas da torcida e declarou que pode estar de saída.

“Eles (torcida) sempre pegam muito no pé. Eu era um dos únicos que não podia errar hoje, mas fui infeliz no lance. Enquanto eu estiver aqui, eles vão sempre pegar no meu pé. Preciso saber lidar com isso e ser profissional. Mas para a alegria de muitos aí, já, já eu estou indo embora.” desabafou o beque. 
 
Com erros crassos em partidas decisivas junto com essa declaração, Lucão carimba o seu término pelo São Paulo. O jogador demonstra desgaste com a torcida, ele não terá mais clima para continuar jogando com a camisa tricolor.
 
A torcida são paulina é famosa por queimar alguns jogadores, que mais tarde tiveram carreiras vitoriosas, vide Kaká, e o mais recente, Casemiro. Se Lucão seguirá o mesmo caminho só o futuro dirá. Porém, diferente desses jogadores citados, o zagueiro não mostrou boas atuações pelo clube.
 
Lucas Cavalcante Silva Afonso, saiu de Cotia com moral, capitão e zagueiro das seleções de base, o jovem mal subiu para o time profissional e já havia propostas da Europa. Estreou pelo clube em 2013, na Audi Cup, na época Lucão era apenas Lucas Silva. O jogador era bastante elogiado pela comissão técnica e xodó de Muricy.

Lucão teve sua decadência em 2015, ficou marcado pela torcida no vexatório 6×1 diante do Corinthians, onde o zagueiro, assim como o time inteiro,  teve uma atuação desastrosa. Em 2016, ele continuou tendo chances, mas, mesmo assim não agradava a torcida e perdeu espaço no time. 
 
Esquecido e no banco de reservas, Lucão poderia planejar uma virada na sua carreira, tentar vida nova em outro clube (por empréstimo) aproveitando esse tempo que estava longe dos holofotes. Ele chegou a ir para o Porto, envolvido na negociação do São Paulo para adquirir a compra do Maicon, ele iria junto com Inácio para o time português, mas não agradou a comissão técnica do clube europeu e voltou para o tricolor.
 
Na atual temporada, Lucão deu resquícios de melhora, ganhou novas oportunidades com Rogério Ceni. Entretanto, voltou a falhar em jogos decisivos.

A defesa são paulina vem sendo problema desde 2009, muito antes de Lucão entrar no time. Setor que consagrou o time paulista no tri-hexa, virou calcanhar de Aquiles.  Especificamente, em 2017, a zaga tricolor mostrou mais problemática do que nunca, com interferência da falta de experiência do treinador Ceni, e pela más atuações de todos zagueiros do elenco, com exceção do Lugano (que poucas vezes foi titular). A falta de pegada de meio campo defensivo expõe os beques, que demostram fragilidades. Nessas circunstâncias, Lucão ficou mais propício aos erros.
O fim da linha de ‘Lucas Silva’ com a camisa do São Paulo ficou inevitável. A relação entre jogador e torcida chegou no limite extremo. Esta nítido que ele não consegue render, além da falta de qualidade técnica, falta preparo psicológico do jogador. O zagueiro demostra muito desequilíbrio em partidas decisivas, algo que um jogador profissional não pode ter. Há quem diga que ele deveria ser blindado pela diretoria e dar confiança para o jovem atleta. Lucão teve todas oportunidades possíveis e não correspondeu.

 
Com apenas 21 anos, ele tem uma carreira pela frente e poderá reverter essa situação e vingar no futebol, porém com outra camisa.
Jeferson Rodrigues

Sobre Jeferson Rodrigues

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Jeferson Rodrigues, 21 anos, apreciador do bom futebol e apaixonado por jornalismo. Nascido na periferia do extremo sul de São Paulo. Desde os 15 anos de idade no mercado de trabalho para ajudar a família e investir nos meus estudos.

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