Fénix bate Torque, se livra do rebaixamento e condena rival à 2ª divisão do Uruguaio

No duelo entre os outros dois times que haviam subido na temporada passada, o Progreso mostrou o motivo de ser o único a permanecer na elite e goleou o já rebaixado Atenas

Na última rodada do Clausura Uruguaio, apenas uma vaga restava para a permanência na 1ª divisão e, coincidentemente ou não, caiu que as duas equipes que disputavam para não cair de divisão duelariam na 15ª e última rodada. O Fénix, primeiro time dentro da zona de rebaixamento, tinha de vencer o visitante Torque, primeiro time fora da zona vermelha, para permanecer na elite. A visita não podia perder, senão jogaria a 2ª divisão em 2019.

No outro duelo, o já rebaixado Atenas, que havia subido de divisão em 2017, enfrentou outro que subiu para a principal categoria de futebol profissional, o Progreso, único dos que subiram a não cair. Nos confrontos, melhor para os mandantes e pior para o Torque, que foi de surpresa no Intermédio a rebaixado. Veja todos os detalhes do Campeonato Uruguaio.

Clausura Uruguaio – 15ª rodada

Progreso 5 x 0 Atenas

Sem mais pretensões no Campeonato Uruguaio,Progreso só entrou em campo para cumprir tabela. Os donos da casa não tinham mais chances matemáticas de cair de divisão e nem de chegar a copas internacionais, mas tinham que terminar o Clausura com uma vitória. Contra um adversário já rebaixado, o Atenas, os anfitriões não tomaram conhecimento do rival e embalou uma goleada de tirar o fôlego do narrador.

O início do jogo não poderia ser melhor para os Gaúchos del Pantanoso. Com 11 minutos de jogo decorridos a equipe local abriu o placar com Ignacio Lemmo. A equipe de Marcelo Méndez não parou em sua ambição ofensiva. E conseguiu aumentar com o Facundo Labandeira depois de completar uma boa jogada coletiva, aos 26′, em puro toque de qualidade.

Antes do intervalo, os donos da casa ampliaram para 3 x 0 com um chute de Gonzalo Montes, no ângulo. No complemento, o Progreso terminou de liquidar a ação no caso de alguma dúvida persistir. Gastón Colman definiu com precisão e marcou o 4 x 0 esmagando o rival aos 54′. Antes do fim, aos 91′, no apagar das luzes, Ignacio Lemmo marcou o seu segundo tento e o quinto da goleada.

Fénix 2 x 1 Torque

No duelo mais importante do sábado e que definiria quem dos dois permaneceria na elite e quem cairia para a segunda divisão, deu o time mais experiente e dono da casa, Fénix. Os anfitriões se impuseram desde o começo da partida para garantir uma vitória, visto que essa era a única oportunidade de permanecer na elite, uma vez que eram a primeira equipe dentro da zona de rebaixamento e o rival, Torque, o primeiro fora.

O grito de guerra dos mandantes era o de “Fénix no baja” (Fénix não cai) e isso tornou-se uma realidade. Ele garantiu a permanência com os três pontos obtidos e condenou o Torque a ser um soldado na Segunda Divisão Profissional no próximo ano. Os albivioletas assumiram o papel de protagonista e foram para frente. Com suas armas eram bola no chão, jogo coletivo e toque de bola para sobrecarregar completamente a marcação do Torque que estava nervosa. Alex Silva começou a jogada que culminou no gol de abertura do placar. O atacante foi a linha de fundo, pela esquerda, e cruzou na área para Mathias Acuña marcar o primeiro aos 16′.

Vale apontam os dois erros graves cometidos pela arbitragem tripla. O assistente Mauricio Espinosa levantou a bandeira e anulou um gol legítimo de Mathias Acuña. Minutos depois, o juiz Andrés Cunha não sancionou a penalidade óbvia de Raúl Ferro, a bola bateu-lhe diretamente no braço. Mesmo diante disso, o Fénix foi superior. Ainda na primeira etapa, aos 45′, os albivioletas ampliaram o marcador. Bryan Olivera marcou o segundo antes do intervalo e levou a torcida local ao delírio pelo sonho de permanência.

Na etapa final, o Torque saiu para o tudo ou nada com um elenco super ofensivo. Os visitantes acabaram por descontar com um rebote em um dos poucos chutes a gol, com Matías Roskopf, aos 87′, dando um fio de esperança aos torcedores nos minutos finais. Mas a realidade era que a equipe de Pablo Marini, que fez história com duas vitórias consecutivas contra Peñarol em sua primeira temporada na 1ª divisão, teve, ontem, sua pior versão. Apesar do risco assumido pelo técnico argentino, tirando três dos quatro defensores para colocar jogadores ofensivos, o “T” não poderia evitar o retorno à Série B. Mas com a infra-estrutura mantida, o projeto do clube e os jogadores de qualidade que tem, seu novo ciclo na 2ª divisão será curto.

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Eric Filardi

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Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova se anseia. Bem-vindo ao melhor site de futebol. Bem-vindo ao Futebol na Veia. Sou Eric Filardi, paulistano de 25 anos, jornalista de formação e apaixonado por futebol.Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, sou Peixe, sou Palestra e sou Timão. Sou da Colina, Botafogo, sou Flu e sou do Mengão. Sou Brasil, sou Hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 a 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões, sou Clássico das Multidões. Sou sul, sou nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, sou Raposa, sou Bavi e sou Grenal. Sou Ásia, sou África, sou Barça e sou Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas, que o estádio incendeia, sou Futebol na Veia.

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