Ewerthon revela convite da seleção argentina e diz: “Seria suicídio”

- Atacante recebeu convite quando jogava no Zaragoza, mas negou por conta da rivalidade entre os países no futebol
Ewerthon quase defendeu seleção argentina, mas negou

O ex-atacante Ewerthon com passagens no Brasil por Corinthians, Palmeiras; e no exterior por Borussia Dortmund e Zaragoza, declarou um fato inusitado. Em entrevista ao Fox Sports revelou um convite para atuar na seleção da argentina. Assim, brasileiro vivia grande momento defendendo a camisa dos Blancos e encantou o então técnico dos hermanos.

ENTENDA TODA A HISTÓRIA

Ewerthon começou a carreira no Corinthians sendo campeão na base e no profissional, fez parte da equipe vencedora do Mundial de Clubes de 2000. Logo após, foi para o Borussia Dortmund, aonde venceu a Bundesliga de 2001/02. Seguindo, depois de um tempo foi defender o Zaragoza, tinha inúmeros companheiros que eram da seleção argentina, eliminou o Barcelona de Ronaldinho e o Real Madrid dos Galácticos em competições. Deste modo, despertou o interesse do técnico José Pékerman.

“Na Espanha, fui muito feliz no Zaragoza. Joguei com Sávio, Álvaro, Diego Milito, Gabriel Milito, Aimar, D’Alessandro, Ayala, tínhamos um time muito bom e conseguimos fazer grandes temporadas. Eliminamos o Atlético (de Madrid), o Barcelona do Ronaldinho Gaúcho, Real Madrid galáctico também. Tive a felicidade de, depois do jogo, o (José) Pékerman (técnico da seleção argentina) veio conversar comigo. Se eu não tivesse jogado na Seleção Brasileira, ele queria que eu me naturalizasse argentino porque gostava da maneira que eu jogava. São frutos e ganhos que temos na carreira”, começou por afirmar.

O MOTIVO DO “NÃO”

As justificativas para não aceitar o convite do treinador foram: a rivalidade dos países, a cor da sua pele e já ter defendido a Seleção brasileira. Sendo assim, mesmo que quisesse não seria possível a naturalização. No entanto, pesou a rixa entre os dois vizinhos, por conta, que já houve muito insultos racistas de argentinos contra brasileiros por conta de serem negros.

“Ele (Pékerman) comentou comigo depois do jogo, fez grandes elogios, e fez esse convite, mas eu falei assim: olha, um argentino jogar no Brasil, nunca vai ter problema. Agora, um jogador brasileiro jogar na seleção argentina, e ainda mais negrão como eu, é suicídio. Não dá não (risos)”, finalizou.

Foto Destaque: Reprodução/ Real Zaragoza

Nicollas Almeida

Sobre Nicollas Almeida

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Escolhi o jornalismo porque queria contar histórias, participará dela também. Já estagiei na assessoria de imprensa de um órgão do governo do Rio de Janeiro. Fiz trabalhos voluntários no meio religioso e político, participei de um programa de debate na rádio na faculdade.

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