Está mais fácil dizer não para o Futebol Chinês?

Liga asiática segue pagando salários astronômicos, mas alterou normas para desenvolver o futebol local e já não atrai brasileiros como antigamente

Há três anos, Renato Augusto estava torcendo para não chegar uma proposta do Beijing Guoan, atual campeão da Copa da China, pois seria impossível não aceitar. A oferta milionária chinesa veio e o jogador foi para o continente asiático. Ao longo dos últimos anos, vários brasileiros seguiram o caminho da fortuna asiática, incluindo jogadores com mercado na Europa. Oscar, titular do Brasil na Copa de 2014, trocou o Chelsea pelo Shanghai SIPG, por um salário de cerca de 9 milhões de reais mensais. Um pouco a mais do que seu colega do atual campeão chinês e da supercopa da China, Hulk.

Em 2019, porém, o poder de sedução chinesa parece ter diminuído. Alguns atletas mais conhecidos, como Diego Tardelli, Hernanes e Ricardo Goulart, decidiram voltar ao Brasil. Enquanto outros, como Deyverson, Bruno Henrique e Dudu, do Palmeiras, não confirmara a famosa “tese” de Renato Augusto e descartaram propostas astronômicas e continuaram no Brasil.

A janela de transferências da China fechou no mês passado e apenas um jogador de clube da Séria A do Brasileirão foi para a Superliga ChinesaHenrique Dourado, que trocou o Flamengo pelo Henan Jianye por 6 milhões de dólares (algo em torno de 22,3 milhões de reais). Que estreou na liga de forma quase surreal, fez um gol e minutos depois sofreu uma grave lesão.

No outro lado, Deyverson, mesmo após uma sequência de casos de indisciplina, o atacante rejeitou proposta de mais de 50 milhões de reais do Shenzen FC.

“A decisão é minha, eu decido se vou ou não. Quando cheguei, fui muito criticado e dei a volta por cima. Queria sair pela porta de frente. Optei por ficar porque amo o Palmeiras”, afirmou o jogador.

Já no caso de Dudu e Bruno Henrique, o Palmeiras teve participação mais ativa. O campeão do Brasileirão deu aumentos salariais consideráveis para mantê-los. Jovens em atividade na Europa, como Malcom, do Barcelona, também priorizaram seus clubes em detrimento do dinheiro e recusaram propostas da China. Apesar disso, os brasileiros que atuaram ou ainda estão no futebol chinês recomendaram a experiência e exaltaram, além da questão financeira, a qualidade de vida na Ásia.

Matheus Carvalho

Sobre Matheus Carvalho

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Sou Matheus Carvalho, carioca, tenho 20 anos e curso Jornalismo. O esporte sempre esteve na minha vida e provavelmente sempre estará. E como todo brasileiro sou apaixonado por futebol


 

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