Especulações de interesses

Falar de futebol é falar sem exceção de rivalidade. Mesmo sem considerar títulos, jogo é jogo e quem entra em campo está vulnerável. Já existe uma rivalidade nata, assista desde uma partida de futebol de garotos que jogam na rua onde a marcação do gol são um par de chinelos distanciados a um estádio lotado. Sempre existirão dois lados: uma torcida e a torcida rival.

Existe uma linha tênue entre os melindres do futebol e a informação que a mídia dá acesso aos telespectadores e os locutores, jornalistas e ou comentaristas talvez nem se lembrem (melhor acreditar que não) do poder que causam dentro e fora de campo.

Um episódio que gerou provocações não sadias partiu do vazamento de um áudio de 27 segundo do aplicativo WhatsApp, do treinador do Colorado que se referiu a partida que jogaria com o Grêmio no último domingo (3) e usou o termo “passar o trator” no time rival. O Inter vinha de uma série de derrotas e Argel, numa conversa totalmente informal, usou o termo de forma tranquila enquanto falava. Chegou aos ouvidos melindrosos dos gremistas, que abraçaram como provocações a fala do técnico, e no final do jogo, com a vitória de 1 a 0 para o Grêmio, os torcedores inflamaram na oportunidade de revidar o que consideraram provocação. Poluíram redes sociais e os ouvidos do colorado.

No programa Bem Amigos, parece que não se faz amizades…. Nesta terça-feira (5) vazou (melhor acreditar que sim) uma conversa de bastidor entre o Técnico Cuca, que aconteceu no final do jogo contra o Sport com Diego Souza, agora do Sport, mas que já foi do verdão, em que Cuca pergunta ao menino “-Santos é melhor que nós? ” E a resposta “Não”. O programa levou ao ar a conversa despretensiosa que um técnico, na formação que Cuca já tem, deve saber a potencialidade do time que enfrentará, mas não houve nada de panos quentes para essa conversa que só acrescenta na rivalidade já existente.

Desde a década Pelé, o único time que fazia frente ao Santos era o Palmeiras. A rivalidade é histórica e não existia necessidade de um elemento externo para inflamar mais ainda jogadores e torcedores para esse próximo jogo do Palmeiras contra o Santos, vai ser dia 12 de Julho no Allianz às 20h30.

Se é polêmico é notícia, mas considerar melhor é unicamente a visão individual de cada um. O alto interesse em sugestionar telespectadores já foi tratado aqui, em exclusividade perigosa (https://www.futebolnaveia.com.br/wp//exclusividade-perigosa/) mas fica a nuvem de dúvida entre a ética do programa e o juízo de comportamento.

Com o assíduo melindre do futebol, é muito complicado expor qualquer opinião, pois torna-se cada vez mais chatos e intolerantes os envolvidos que tomam dores por algo que geralmente nem se apresenta em conotação de provocação.

Instiga-se mais rivalidade dentro e fora de campo, e uma partida que deveria chamar a atenção por táticas de jogo é apagada por especulações que ambos os lados envolvidos alimentam, e se apresentam muitas vezes com comentários que são levados par um lado infantilizado, mesmo que os próprios jogadores dissessem profissionais, mas se deixam levar totalmente por emoção.

A especulação de qualquer informação interfere em todas as camadas envolvidas, desde de a torcida, jogadores, patrocinadores. E um clássico que já movimentaria guerra, faz agora com que os jogadores entrem com facas nos dentes. Palmeiras e Santos. É esperar para assistir, uma guerra ou um jogo de futebol.

Leticia Soares

Sobre Leticia Soares

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Letícia Soares, 21 partidas completas pela vida. Estudante de jornalismo, que já estudou gastronomia e que ama também áreas da psicologia. O que isso tudo tem em comum? Nada. Simplesmente descobriu a paixão pelo futebol por um ex-namorado que era fanático pelo jogo. O relacionamento teve fim, mas o amor pela bola, continua prosperando a cada partida que assiste.


 

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Letícia Soares, 21 partidas completas pela vida. Estudante de jornalismo, que já estudou gastronomia e que ama também áreas da psicologia. O que isso tudo tem em comum? Nada. Simplesmente descobriu a paixão pelo futebol por um ex-namorado que era fanático pelo jogo. O relacionamento teve fim, mas o amor pela bola, continua prosperando a cada partida que assiste.

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