Escalação dos maiores brasileiros do Derby della Madonnina

- Do goleiro ao centroavante escalamos 11 grandes jogadores que passaram por Inter e Milan
Dida, Lúcio, Káká e Adriano estão nos maiores brasileiros do Derby della Madonnina

Há exatos 67 dias, estávamos vendo Inter de Milão e Milan se enfrentaram pela Serie A 2019/20. Lucas Paquetá foi o único brasileiros do Derby della Madonnina em campo. Entretanto, já desfilaram por essas equipes grandes jogadores brasileiros. Campeões mundiais, ídolos, maiores da história, fazem parte desse 11 inicial canarinha na Terra da Bota. Então, o Futebol na Veia traz o  melhor de cada posição na capital da Lombardia.

Goleiro – Dida

Duas Champions League nas costas (que é larga) não é para qualquer um. Júlio Cesar bem que tentou com três italianos e um continental pelo outro lado, no entanto, a frieza e elasticidade do baiano de Irará são superiores. Ídolo rossoneri, hoje é preparador de goleiros da equipe, e marcou toda uma geração de amantes do futebol. Para alguns, é o melhor goleiro brasileiro na história do futebol europeu. São nove títulos na capital da Lombardia.

Lateral direito – Cafu

Ser bicampeão do mundo e um da Champions não é pra qualquer um. Sendo assim, mesmo com a forte concorrência de Maicon, o menino do Jardim Irene tinha de estar nessa posição. Foram 166 partidas, cinco gols e 14 assistências em seis anos com a camisa rossonera. Inclusive, dois passes para gols foram no derby.

Zagueiro 1 – Lúcio

Seu companheiro de Copa, Roque Júnior, teve uma passagem silenciosa no lado vermelho e preto. Enquanto o xerife marcou história com um argentino do seu lado, Samuel. Chegou do Bayern de Munique de forma tímida, no entanto, em sua primeira temporada na Itália já ganhou um triplete e foi eleito o melhor zagueiro da Serie A. Sua saída não foi das melhores, mas ele ficou marcado na história do clube.

Zagueiro 2 – Thiago Silva

Esse é o único da lista que ainda atua, e pode voltar a qualquer momento para a cidade de Milão.  Teve grande passagem entre 2009 e 12, com 120 jogos, seis gols e duas assistências. Ganhando uma copa Itália e uma Supercoppa em cima do maior rival. Fazendo os 10 milhões gastos terem sido muito bem aproveitados.

Lateral esquerdo – Serginho

A saber, é o único da defesa que não atuou em Copas do Mundo. Seu concorrente Leonardo já foi campeão mundial, no entanto, passou por mais críticas que o carioca. Isso mostra a importância que aquele elenco bicampeão da Champions tem para a torcida. Em dez anos de Milan, foram 284 jogos, 24 gols e levantou oito taças na Lombardia.

Volante – Emerson

Apesar de ser mais relembrado na Itália por passagens de Roma e Juventus, o puma é o melhor da sua posição entre os brasileiros do Derby della Madonnina. Era conhecido por ser queridinho de Capello, e nem tanto por Ancellotti. Mesmo com diversas lesões, fez 42 partidas em dois anos de camisa vermelha e preta.

Meia 1 – Jair da Costa

O mais desconhecido da escalação fez história com a camisa nerazzurri na década de 60 e começo de 70. Ficou marcado pela habilidade e visão de jogo que tinha. Sim, ele estava na Grande Inter de Helenio Herrera e era peça chave na sincronia meio-ataque. Tetracampeão italiano, bi Mundial e da Champions. Ainda acumula dois vices continentais e um gol importante no polêmico jogo contra o Borussia Monchengladbach em 1971. A título de curiosidade, estava no elenco brasileiro bicampeão mundial em 1962.

Meia 2 – Kaká

O último brasileiro melhor do mundo vestia vermelho e preto quando levantou o trofeuzinho. Fez uma icônica Champions de 2007 e mereceu levar o título. Dos 95 gols marcados mais da metade foi golaço, e mesmo que “feio” foi decisivo. Chegou ao preço de banana de 8,5 milhões de euros, desbancou Rui Costa e Rivaldo com facilidade em 2003, e não parou de brilhar. Assim, não podia faltar nessa lista e seria o nosso 10 ou 22, como gostava.

Atacante 1 – Mazzola

Também conhecido como José Alfatini, foi um dos maiores brasileiros a jogar na Itália. Desembarcou na Terra da Bota após marcar história no Palmeiras e ser campeão do mundo em 1958. Está no hall da fama milanesco muito por causa da CL de 1963, na qual foi artilheiro com 14 gols na temporada. Em oito anos rossoneros foram 205 jogos com 120 gols. O tupiniquim é outro mais conhecido na Europa do que em sua terra natal.

Desconhecido, mas tão importante que os outros membros do ataque (Trivela/Reprodução)

Atacante 2 – Adriano

Alguém que ganha apelido de Imperador não pode ser menosprezado. Ainda mais quando se vence quatro Series A, duas Copa Itália, se estreia marcando gol contra o Real Madrid, e fazendo duplas de ataque memoráveis com Ibrahimovic e Obafemi Martins. Foram 192 partidas e 83 gols, e poderia ter sido mais caso não tivesse um desentendimento com Roberto Mancini devido a atrasos no treinamentos. Além disso, bom relembrar que Adriano perdeu seu pai em 2006, quando vestia a camisa nerazzurri, algo que foi um marco na vida do atleta.

Atacante 3 – Ronaldo

Passou pelos dois lados de Milão.Fez mais história vestindo azul do que vermelho. 101 jogos, 59 gols, uma grave lesão e uma Copa UEFA na Inter. Já no Milan foram inúmeras lesões e apenas 20 jogos com nove tentos. Sendo assim, nem tudo foi flores na Lombardia. Até hoje, a sua saída é questionada pela torcida por acharem ingratidão pelo tudo que o time fez com ele. Mesmo assim, a sua final de UEFA e seus dribles desconcertantes estão marcados no coração duro nerazzuri.

Famoso gol de Ronaldo na final da Copa UEFA de 1998 contra a Lazio (Calciopédia/Reprodução)
Guilherme Ribeiro

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Sou Guilherme Ribeiro, 20, paulista da região do ABC. Ler e escrever é um hobby, para o esporte que é a minha paixão.

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