Entrevista: Léo Bonatini na Premier League, o ápice de um atleta profissional

Confira a entrevista com o camisa 33 do Wolverhampton, que disputa a Premier League

Destaque na temporada passada com a camisa do Wolverhampton, o jovem brasileiro Léo Bonatini debutou na Premier League. Nascido em 1994, Léo é formado na base do Cruzeiro e jogou no Goiás antes de ir para o exterior. Com passagens por Estoril (Portugal) e Al-Hilal (Arábia), precisou brilhar na EFL Championship para chegar a Premier League.

Em 2017/18, Léo marcou 12 gols em 43 jogos pela segunda divisão da Inglaterra e encantou os dirigentes do Wolves. Com a boa fase e jogando na Premier League, Léo Bonatini não esconde o desejo de defender a seleção.

Leo Bonatini conversou com o FNV e contou sobre o início na Europa, passagem pela segunda divisão e muito mais. Confira a entrevista na íntegra com o camisa 33 dos Wolves:

Léo você já foi do Estoril, clube que serve como vitrine para promessas brasileiras, acredita que isso foi fundamental para conseguir jogar na melhor liga do mundo?

Minha passagem pelo Estoril foi importante porque eu consegui sentir um pouco o que é atuar no futebol europeu. É um clube que eu guardo com carinho e que sou grato pela minha passagem por lá.

Na temporada passada, você era dos Wolves por empréstimo, mas após a ótima temporada foi contratado, como você avalia sua passagem pelo clube até o momento?

A temporada, realmente, foi muito boa, com muitos gols e a conquista da Championship. Isso fez que o clube quisesse a minha permanência, me sinto honrado por estar aqui. Nessa temporada não estou tendo tantas oportunidades, mas procuro fazer o meu trabalho da melhor forma possível. Quando a chance aparecer, agarrar e não soltar mais.

Você fez poucos jogos pelo clube até o momento, o nível do campeonato aumentou muito em relação a Championship?

Sem dúvidas, a Premier League é o campeonato nacional mais difícil do mundo. O nível dos clubes e jogadores é altíssimo, mas sem desmerecer qualquer outra liga.

Leo Bonatini marcando um gol pelos Wolves (Reprodução/Wolverhampton)
Leo Bonatini marcando um gol pelos Wolves (Reprodução/Wolverhampton)

Os Wolves estão na décima posição no campeonato, é possível acreditar em sonhos maiores para a equipe?

Para a primeira temporada após o retorno, estamos fazendo uma boa campanha, mas sabemos que podemos ir mais longe. Perdemos alguns pontos bobos na Premier League, que, lá na frente, poderão fazer falta se estivermos almejando algo maior.

Como você avalia o trabalho do Nuno Espírito Santo, ele é considerado um treinador promissor da próxima geração?

Ele é um grande treinador e tem tudo para ter uma carreira excepcional. Trata todos os jogadores da melhor forma e consegue deixar motivado até quem não está tendo tantas oportunidades.

Para você, qual é a equipe mais forte da Premier League na temporada? Arrisca quem será o campeão e os times que vão pra Champions?

Difícil fazer qualquer prognóstico para a temporada, pois são muitos times com brigando pelo título e pelas vagas na Champions. Sabemos que, pelo poder de investimento e pelos jogadores, alguns times saem na frente para a conquista do título. Entretanto vimos o Leicester ganhar a competição recentemente e o futebol permite essas surpresas no final.

Tem alguma meta para a temporada de 2018/19?

Não costumo estimular metas pessoais, pois o mais importante é o clube conquistar os objetivos traçados no início da temporada. Espero que o Wolves faça uma ótima temporada e termine na melhor posição possível na Premier League.

Qual é a sua visão da Premier League? Realmente é o melhor campeonato do mundo a ser disputado? Seria o ápice de um atleta profissional?

Sem dúvidas, hoje é o melhor campeonato nacional que tem no futebol mundial. Pelo nível dos jogadores, do poder de investimento dos clubes, estrutura e organização. Acho que o ápice de um atleta profissional é disputar uma Copa do Mundo pela seleção de seu país, mas, se tratando de clubes, atuar na Premier League e jogar a Champions League são os pontos mais altos da carreira de um jogador.

Com a carência de centroavantes na seleção, é possível sonhar com uma possível convocação do Tite?

Vestir a camisa da seleção brasileira é um sonho que carrego comigo há muito tempo, e é o ponto mais alto da carreira de um jogador. Acho que tudo tem o seu momento e estou trabalhando firme para, se um dia a chance aparecer, estar pronto.

Ainda é cedo, mas você pensa em voltar para o Brasil um dia ou pretende encerrar a carreira na Europa?

Voltar ao Brasil é uma vontade que tenho, mas não nesse momento. Acho que o futebol europeu está num nível superior, em termos de estrutura, investimento e competitividade. Então, acho que ainda tenho muito para aprender e evoluir aqui. Mas não fecho as portas para, futuramente, retornar ao Brasil e atuar por um grande clube.

Fernando Morales

Sobre Fernando Morales

Fernando Morales já escreveu 105 posts nesse site..

Nascido em São José dos Campos, 1994, Fernando Morales é jornalista e pós-graduado em Jornalismo Esportivo pela Universidade Anhembi Morumbi. Apaixonado por esportes, atualmente, é repórter e comentarista esportivo da Web Rádio Poliesportiva e redator do FNV.

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