Entenda a crise nas equipes de Madri que promete mudanças drásticas!

Tanto Real Madrid quanto o Atlético de Madrid sofreram derrotas significativas nesta temporada e a cobrança por melhores resultados deve passar por reformulação nos elencos

Dois elencos fortíssimos e que entram para brigar por títulos em qualquer competição que entrem. Estamos falando de Real Madrid, disparado o maior clube da história do futebol, e do Atlético de Madrid, seu rival de cidade e que vem em uma crescente, puxada pela “era Simeone”, que já perdura quase uma década. O fato é que as duas maiores e mais importantes equipes de Madri estão em crise. E os motivos, direta ou indiretamente, passam por um nome em comum: Cristiano Ronaldo. Mas vamos entender como tudo isso se encaixa.

Real Madrid

A crise da “realeza espanhola” tem nome e sobrenome famoso no futebol, mídia e mundo: Cristiano Ronaldo. Desde a saída do Gajo para a Juventus, da Itália, o Real Madrid não é o mesmo. O torcedor merengue mal comemorou o aniversário do time no último dia 6 de março, pois a fase é péssima e os resultados desanimadores. Para pior as comemorações, foram três derrotas dolorosas em sequência, um verdadeiro martírio.

A crise

A instabilidade começou na partida de volta contra o Barça, pela Copa do Rei. Jogando em casa, após empate no Camp Nou por 1 x 1, o duelo era tido como “a virada da chave”. Mas os visitantes venceram por 3 x 0, eliminaram o maior adversário em pleno Santiago Bernabéu e avançaram à final. Não o bastante, as equipes se enfrentariam novamente três dias depois, desta vez pelo Espanhol. Pressão total para os Madridistas, que jogavam em casa. Resultado: derrota por 1 x 0 e, pela primeira vez na história, no histórico de confrontos, o Barcelona estava à frente.

Os “hinchas” do Madrid sentiram falta do ex-técnico, o francês Zinédine Zidane, tricampeão consecutivo da UEFA Champions League comandando o clube. Mais ainda, sentiram falta do maior artilheiro da sua história. Nas ruas e arquibancadas, quando um torcedor do Real era perguntado sobre o que faltava, a resposta era só uma: Cristiano Ronaldo. Enquanto isso, os rivais zombavam: “Donde está CR7?… CR7 donde está?”CR7 estava em lua de mel com sua Juventus e isso só aumentou após oantológico hat-trick sobre o Atlético de Madrid, mas isso é assunto para daqui a pouco.

Saída de Zidane e falta de gols

A exemplo do camisa 7, Zidane também estava à espera de um novo rumo. O treinador tinha o desejo, não público, de receber um convite para dirigir a Seleção Francesa após um suposto “fracasso na Copa do Mundo de 2018”, que não ocorreu. Paralelo a isso, o comandante do Les Bleus, Didier Deschamps, liderou seus jogadores ao bicampeonato e frustrou, mesmo que momentaneamente, o sonho de Zizou de dirigir a equipe nacional francesa. À parte a tudo isso, o time tão vencedor sentira a falta de seus antigos “comandantes”.

A ausência de liderança em campo e fora dele fora nítida. Carência de ideias, padrões táticos, segurança e confiança. O argentino Santiago Solari, treinador que ficou à frente do elenco nos últimos meses, não tinha pulso para comandar aquele “superelenco”. Foram meses convivendo com vitórias aqui e ali, tropeços lá e cá, mas tudo para mascarar a falta que a dupla fazia. O título do Mundial de Clubes da FIFA não valeu de nada.

Um time sem “pegada”, ou contundência, como relatou Solari. Não tinha qualidade para finalizar. O Real virou motivo de chacota. Virou um “time comum” sob a batuta de Solari. Não vinham os gols e a torcida dizia, abertamente: “Nos falta um Cristiano” ou “Se tivéssemos ao menos Cristiano, tínhamos metido três gols, pelo menos”. Eis que veio mais um confronto de volta, esse para manter vivo o sonho do tetracampeonato da Champions League. VEXAME!

Eliminação na Champions e retorno de Zidane

Os espanhóis receberam os holandeses do Ajax, no Santiago Bernabéu. Com o jogo de ida vencido por 2 x 1, se esperava uma tranquilidade em casa, tanto que Sérgio Ramos, supostamente, teria forçado o terceiro amarelo no primeiro confronto para jogar “limpo” às quartas de final, o que não ocorreu. O time não só perdeu, como foi goleado por 4 x 1, além de ser eliminado. Ou seja, o atual tricampeão da maior competição de clubes do mundo deu adeus no primeiro mata-mata e sendo massacrado em casa. ESTOPIM!

Antes dos reveses, Solari havia feito mudanças no elenco titular. A chegada do belga Courtois pôs o costarriquenho Keylor Navas no banco de suplentesMarcelo deixou o plantel titular para o reserva por queda de rendimento e o jovem Reguilón entrou em seu lugar. Na frente, na vaga de CR7, um jovem brasileiro começava a puxar o protagonismo: Vinícius Júnior. O único que se “salvava” no grupo. Solari caiu e Zidane voltou. Com ele a expectativa de uma “nova era”. Junto a ela, mudanças significativas. É fato a saída de jogadores e chegada de outros. O elenco que ganhou tudo se tornou velho e deve ser reciclado.

Sérgio Ramos já sendo considerado um veterano sem velocidade. Toni Kroos lento e pouco decisivo. Modric não confirmou os motivos de ter sido eleito o melhor jogador do mundo de 2018. Bale vive da reserva de Lucas Vázquez e ambos não tem feito a diferença. Benzema, que se dizia mais à vontade desde a saída do camisa 7 português, quando necessário, não resolveu. Casemiro perdeu seu poder de “onipresença”, forte marcação e excelente cobertura. O 360º de Tadić no segundo gol holandês que o diga, sem contar que ficou para trás na marcação de Ziyech no primeiro gol. A esperança é que São Zidane os salve. Será?

Arrumando a casa e fazendo faxina

Assim como arrumou a casa em 2016 após a demissão do espanhol Rafa Benítez, o francês terá de fazer de novo. Na época, estava como auxiliar técnico desde 2013 e foi promovido, fazendo história no comando dos Blancos. Agora terá mais essa dura missão: montar um “novo” elenco vencedor. Ou, “simplesmente”, colocar o plantel atual para jogar, isto com poder de persuasão e forte apelo mental/emocional. Deve começar pela faxina, com elenco velho e insatisfeito.

Os nomes para reforçar são muitos, tais como Neymar, Mbappé, Hazard, Harry Kane, Pogba, Sadio Mané, etc. De concreto apenas Éder Militão, ex-São Paulo e que está há uma temporada no Porto, de Portugal, e voando, podendo ser lateral direito, zagueiro e, quem sabe, até volante. O dia dos medalhões madridistas estão contados, segundo jornais espanhóis.

Atlético de Madrid

Os Colchoneros vêm com os melhores anos de sua vida sob o comando do técnico argentino Diego Simeone. Só nesta década que o Atléti conseguiu se equiparar com os gigantes da Espanha, Real Madrid e Barcelona. Antigamente o abismo era imenso, e em questões históricas e de títulos ainda é, mas na prática, na técnica, no futebol, os Rojiblancos diminuíram significativamente a diferença, muito por conta do “estilo aguerrido” do treinador.

Desde a chegada do “Cholo” o time foi subindo degrau por degrau até “quase” o lugar mais alto. Quase porque bateram na trave duas vezes na qual perderam para o Real Madrid, então de Cristiano Ronaldo, na final da Liga dos Campeões da Europa de 2013-14 e 2015-16. Fora isso, o grupo de Simeone conquistou uma La Liga (2012-13) e um vice (2017-18); uma Copa do Rei (2012-13), uma Supercopa da Espanha (2014), além do vice de 2013; duas Liga Europa (2011-12 e 2017-18); duas Supercopas Europeias (2012 e 2018). Mas se a era é tão boa e vencedora assim, qual o motivo da crise ou mudança? Ausência de título.

A crise

O estopim se deu também sob o efeito de Cristiano Ronaldo no time. O Atlético é vice-líder do Campeonato Espanhol estando a sete pontos do líder Barcelona, faltando 11 rodadas para o fim do torneio. Mas o fator determinante para a diretoria colchonera exigir mudanças foi a eliminação para a Juventus, de Cristiano Ronaldo. O ex-Real Madrid é um verdadeiro algoz dos Rojiblancos.

Após o jogo e ida, no estádio Wanda Metropolitano, em Madri, vencido pelo Atlético por 2 x 0, muitos davam o jogo de volta como complicado para a Juventus conseguir sua classificação. CR7, maior artilheiro da história da competição, estava devendo e a mídia perguntava se tinha feito certo em ir à Juv. O camisa 7 não só provou seu valor, como reverteu a desvantagem de dois gols e ainda fez um hat-trick, eliminando o rival numa classificação que já parecia certa.

Isto posto, é outro elenco envelhecido que merece algumas mudanças e que, segundo a diretoria e dirigente espanhóis, deve ocorrer. O desgaste de temporada pós temporada aconteceu e o estilo de jogo já fora batido. O zagueiro uruguaio Diego Godín já é um veterano aos 33 anos e é tido como em fim de carreira, o que deve ser motivo para trazer um futuro substituto à altura desde já.

O lateral esquerdo Filipe Luis tem a mesma idade e vê o jovem francês Lucas Hernández bater à porta. Além do mais, o clube estaria interessado no lateral canhoto do Porto, o também brasileiro Alex Telles. Na lateral direita o espanhol Juanfran é outro “experiente”, com seus 34 anos. Todos do sistema defensivo e com contrato terminando em 2019. Isso não quer dizer uma “não-renovação”, mas talvez a renovação de um curto período.

Eric Filardi

Sobre Eric Filardi

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Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova se anseia. Bem-vindo ao melhor site de futebol. Bem-vindo ao Futebol na Veia.Sou Eric Filardi, paulistano de 25 anos, jornalista de formação e apaixonado por futebol. Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, sou Peixe, sou Palestra e sou Timão. Sou da Colina, Botafogo, sou Flu e sou do Mengão. Sou Brasil, sou Hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 a 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões, sou Clássico das Multidões. Sou sul, sou nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, sou Raposa, sou Bavi e sou Grenal. Sou Ásia, sou África, sou Barça e sou Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas, que o estádio incendeia, sou Futebol na Veia.

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