Sob o “efeito Neymar”, PSG dança na Champions

- Parisienses perdem por 3 x 1, em casa, para o Manchester United, com pênalti marcado por VAR e craque brasileiro vê eliminação de fora, mais uma vez

O que ninguém esperava novamente aconteceu. O Paris Saint-Germain sofreu mais uma virada histórica na UEFA Champions League. Desta vez para um desfigurado Manchester United. A exemplo de 2016/17, Neymar teve uma ligação direta ou indiretamente na eliminação. Na primeira “super virada”, na qual perderam por 6 x 1 para Barcelona, Neymar foi “o cara” daquele time espanhol com dois gols e uma assistência em momentos cruciais do jogo, eliminando o PSG. Ou seja, estando diretamente ligado com o revés parisiense.

Vem a transferência e então Neymar tem de fazer a diferença do lado oposto. Primeira Champions pelo elenco francês e caem frente ao futuro campeão, Real Madrid. Neymar jogou o primeiro jogo e os franceses perdem, ok, normal. Mas durante uma partida do Campeonato Francês, o camisa 10 se lesionou no quinto metatarso, teve de ser operado e ficou de fora do jogo de volta, correndo risco até de perder a Copa. Sem Neymar, não teve vitória do PSG. À parte a isso, Neymar chegou “baleado” à Copa do Mundo, até que tentou, fez gol, caiu, levantou, mas não estava 100%. E “sem Neymar” nas melhores condições o Brasil não triunfou.

Vem a temporada 2018/19, Neymar recuperado de lesão, “comendo a bola” no PSG junto a Cavani, Mbappé e Di Maria, ataque super poderoso e etc. Eis que em mais um jogo da Ligue 1 o jogador foi caçado, se lesionou novamente, teve que operar, de novo, e perdeu mais uma fase de Champions League, às oitavas de final, na ocasião.

Seu time seguia bem no nacional e venceu o Manchester United por 2 x 0, fora de casa, pela Champions League, no jogo de ida. Parecia tudo bem. Uma vitória em casa contra um United desconfigurado, com nove desfalques e o principal jogador da equipe, o francês Paul Pogba, suspenso por ter sido expulso no jogo de ida, não soava difícil.

Operado e em recuperação no Brasil, Neymar aproveitou a “folga forçada”, e foi curtir o Carnaval em Salvador com os amigos, ou parças, melhor dizendo. Até aí normal, o craque sempre foi festeiro e isso nunca atrapalhou seu desempenho em campo, pelo contrário. Mas o que deixou a mídia estrangeira, no geral, encucada, foi o fato do jogador ter dançado até o chão na festa e, obviamente, sendo flagrado pelas câmeras.

Os jornais mundo afora diziam que enquanto o PSG treinava em semana decisiva pela Champions, Neymar não estava “focado” em sua recuperação. Verdade ou não, os dirigentes do PSG exigiram a volta do craque para apoiar seu time no jogo de volta, em Paris, frente ao Manchester, do camarote.

O camisa 10 voltou quase que imediatamente e estava no Parque dos Príncipes para acompanhar o duelo. Porém, indiretamente, o craque teve culpa na eliminação por 3 x 1 sofrida em casa. Por azar, que seja. Temos aceitar que foram apenas infelizes coincidências que Neymar esteja impossibilitado de ajudar quando o PSG mais precisa.

Pipoqueiro? JAMAIS! São 17 finais, 14 vencidas e 13 gols feitos. Gol em final de Champions League, Copa do Rei, Olimpíadas, Libertadores e Copa das Confederações, além de artilheiro da Seleção Brasileira nas duas Copa do Mundo que disputou e responsável direto pela maior virada da história da Champions, justamente contra seu atual clube. Se tem uma coisa que ele não é, é pipoqueiro.

Agora que anda tendo uma maré de azar, zica, urucubaca ou seja lá o que você pensar, isso ele está. E, sob o “efeito Neymar”, o PSG dançou outra vez, mas agora em clima de Carnaval.

  • 21:16:29
Eric Filardi

Sobre Eric Filardi

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Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova se anseia. Bem-vindo ao melhor site de futebol. Bem-vindo ao Futebol na Veia. Sou Eric Filardi, paulistano de 27 anos, jornalista pós-graduado em Jornalismo Esportivo e apaixonado por futebol. Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, Peixe, Palestra e Timão. Sou da Colina, Glorioso, Flu e Mengão. Sou brasileiro, hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 x 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões. Sou Clássico das Multidões. Sou Sul, Nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, Raposa, Bavi e Grenal. Sou Ásia e África. Sou Barça e Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas, que o estádio incendeia: sou Futebol na Veia.

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