E que gol!” – A emoção do rádio!

O futebol é, sem dúvidas, o esporte preferido do brasileiro. É comum ver os estádios dos quatro cantos do país abarrotados de torcedores fanáticos, eufóricos, com os nervos à flor da pele e sedentos por uma vitória ou por um título de campeão. Sem dúvidas o futebol mexe com o emocional de qualquer torcedor e também é verdade que esse fervor de sentimentos é ainda mais estimulado com as incomparáveis transmissões do rádio. E todos que já tiveram a oportunidade de viver essa experiência, sabem; é um universo futebolístico a parte, que ainda atrai, “prende” e fideliza a atenção de muitos torcedores com as vozes trepidantes que eternizaram momentos marcantes da história do esporte bretão no Brasil. É sempre de arrepiar até o último fio de cabelo do mais louco por futebol; como eram e ainda são, na lembrança do rádio, as narrações de Osmar Santos, notável e vibrante locutor esportivo de estilo inconfundível, que levou a emoção do futebol a tantas gerações, com gritos de gol inesquecíveis. Em um deles, inclusive, talvez o mais importante da história de um dos clubes mais populares do país. A torcida corintiana vivia a agonia de quase vinte e três anos em que não conquistava um título importante; a fiel torcida, no entanto, nunca deixou de acreditar em dias melhores e contava as horas para, enfim, explodir de emoção no dia 13 de outubro de 1977, na final do campeonato paulista contra a Ponte Preta, e foi com a narração do “pai da matéria”.

Naquele dia, qualquer corintiano que estivesse sintonizado somente na transmissão daquela partida pelo rádio acompanhando a narração de Osmar Santos estava com os ouvidos e o coração no estádio do Morumbi. Ansiosos, aqueles torcedores mal podiam imaginar que estavam apenas a alguns segundos da redenção, quando aos 36 minutos da etapa final a equipe tinha uma falta para cobrar na ponta direita do ataque… “Capricha, garotão! Capricha que o placar não é teu.”, disse Osmar, referindo-se a Zé Maria, que cobrou a falta, a bola, primeiro, explodiu na trave no chute de Vaguinho, voltando para Wladmir que cabeceou para o gol, parando no zagueiro adversário e sobrando limpa para Basílio, que a fez “morrer” no fundo das redes, lavando a alma de uma nação de torcedores apaixonados em um momento mais do que eternizado pela narração, de cerca de dois minutos, e com a voz da emoção encarnada e incorporada por Osmar Santos, dizendo que “Você (Corinthians) enche de lágrimas os olhos desse povo, você enche de felicidade o coração dessa gente. Corinthians, um grito sufocado de um povo… um grito do fundo do coração de um torcedor…”. E assim, vinte e dois anos de agonia caiam por terra a partir do apito final, e com o título que tornou realidade tudo aquilo que o narrador, de certo modo, “desabafou” ainda durante a transmissão, dizendo que “Hoje a cidade é do povo! Tem que ter festa alvinegra. Tem que cobrir as ruas da cidade com paixão e loucura! Com felicidade, que desabrocha e contagia o povo pelas avenidas…”, era a torcida alvinegra colorindo, de fato, a cidade de preto e branco, provavelmente com seus “radinhos” de pilha inseparáveis nas mãos, sentindo toda a emoção que para muitos somente aquele momento poderia lhes proporcionar… A emoção do futebol agradece a Osmar Santos. São fatos como este que transformam um simples esporte em um motivo de orgulho e de alegria para fanáticas multidões.

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