Dudu merecia ser lembrado por Tite?

O atacante palmeirense mais uma vez ficou de fora da lista de preteridos do técnico
dudu selecao

Dudu chegou ao Palmeiras em 2015 marcado como o chapéu que o clube deu nos rivais Corinthians e São Paulo. Vindo do Grêmio, o camisa 7 estava sendo disputado pelas duas equipes. A novela foi longa, até que o Alviverde deu sua cartada final. Desde então, como atacante no Verdão, o atleta foi decisivo em quase todas as competições em que esteve presente. Participou ativamente da arrancada do clube em 2015, coroando o primeiro título após a subida para a série A.

Além disso, comandou o ataque do Verdão em 2016 e 2018 nos títulos do Campeonato Brasileiro. Segundo o site da Sociedade Esportiva Palmeiras, na conquista do Deca, o atacante entrou para o hall de ídolos da história palmeirense. Fato é que, nas três conquistas que o clube angariou desde sua chegada, o jogador foi peça fundamental. Atualmente, mesmo quando o técnico Felipão precisa rodiziar o elenco, Dudu está entre os titulares. Apesar da cobrança da torcida, o atacante é amado por palmeirenses e odiado/invejado pelos rivais.

Dudu: artilheiro alviverde

Conhecido pela torcida como Baixola, o camisa 7 entrou recentemente para um seleto grupo: o de artilheiros do Palmeiras. Após marcar dois gols contra o Bahia, no último domingo (11), chegou ao seu 63º gol vestindo a camisa verde e branca. Com isso, o atacante superou a marca do Diabo Loiro, Paulo Nunes, que em dois anos marcou 62 vezes pelo time. Além disso, o jogador ocupa, agora a 34ª colocação no ranking dos maiores goleadores do clube, empatado com Mirandinha. Dessa forma, ele se tornou o artilheiro do século na equipe.

Nessas quatro temporadas, Dudu garantiu o prêmio “Bola de Prata” em 2016, foi eleito o melhor jogador no Brasileiro de 2018, além de ocupar a posição de maior goleador palmeirense na era de pontos corridos. Entretanto, o baixinho não para por aí! O camisa 7 afirmou em entrevista que ele e a equipe estão focados na Liberta, e que quer gravar seu nome na história do clube com mais essa conquista.

Em coletiva realizada nesta quarta-feira (14), antes dos inúmeros compromissos da equipe contra o seu ex-clube, Grêmio, ele afirmou:

“Estamos batendo na trave, passamos perto em 2017, caímos nas oitavas. Ano passado caímos na semi. Está na hora de chegarmos na final, de ganharmos. É muito difícil, temos equipes boas na disputa, mas estamos cada vez mais maduros para ganhar a competição, quem sabe neste ano”.

A seleção de Tite

Apesar do excelente desempenho do atacante do Palmeiras em competições de alto nível, o técnico da Seleção Brasileira mais uma vez surpreendeu ao não convocar Dudu para o amistoso. Mesmo assim, a última vez que ele vestiu a amarelinha foi justamente defendendo a seleção comandada pelo atual treinador, em 2017. Na época, o atacante foi convocado e atuou substituindo Douglas Costa que estava lesionado. Entretanto, dessa vez, o treinador escolheu Bruno Henrique, do Flamengo ao invés de Dudu. O jogador do Alvinegro está fazendo uma excelente temporada em sua equipe. Sua convocação não foi, entretanto, uma surpresa.

A decisão de Tite foi contestada por muitos no meio do futebol. O jornalista Antero Greco, por exemplo, criticou em seu Twitter a não convocação de Dudu. Por outro lado, há quem defenda o técnico da Amarelinha citando “omissão” do jogador na hora de bater pênalti.  Em números, Dudu supera Bruno Henrique no quesito ofensividade. Só no Campeonato Brasileiro, foram nove assistências e 61 chances criadas pelo jogador do Alviverde, contra seis assistências e 20 chances criadas pelo jogador Rubro-negro.

Opinião: Merecimento não é tudo, mas já é um bom caminho

Lendo os números de Dudu no Palmeiras, fica claro que ele merecia uma chance. Ainda que fosse para disputar um amistoso, seria interessante para provar que ele pode ser decisivo também na seleção. Todo jogador se esforça para um dia poder representar seu país. Seu trabalho é reconhecido no Brasil, no clube em que atua, e Tite, tendo o repertório que tem no âmbito do futebol sabe disso melhor do que ninguém.

A convocação de Bruno Henrique é irreprimível. Mesmo que Dudu tenha provado que merece e muito uma oportunidade. Entretanto, no mundo da bola, nem sempre a lógica é o melhor raciocínio. Um técnico conta – e muito – com o psicológico do atleta, conta com a sua confiança e seu poder de decisão. Muitos treinadores têm seus homens de confiança (como é o caso do próprio Dudu com Felipão).  Mas ele ainda não está maduro. Não para a seleção. E isso não quer dizer que os convocados estejam.

Para esse amistoso, Dudu seria um desfalque para a equipe. Um dos pontos que   apontou para suas escolhas foi também a questão do equilíbrio nas convocações em times que têm disputas à frente. Mas para competições futuras, o atacante pode ser uma boa opção. Desde sua chegada ao Palmeiras, o Baixola amadureceu muito, tanto dentro, quanto fora de campo. Ele aprendeu a controlar seus impulsos e suas explosões. Precisa conseguir manter-se firme mesmo em meio às críticas – que são normais no mundo do futebol – e continuar com seu alto nível.

Essa não convocação não pode ser um baque para ele e sim uma oportunidade de melhorar ainda mais o seu desempenho. Desse modo, em uma próxima oportunidade ele não será só mais uma opção e sim o jogador perfeito para a posição.

Valéria Contado

Sobre Valéria Contado

Valéria Contado já escreveu 144 posts nesse site..

Eu sou a Val Contado, quase jornalista há 3 anos, apaixonada por futebol há 22, desde quando meu pai colocou em mim o uniforme do nosso time do coração. Adepta da arte da resenha, falar e respirar futebol é o que eu mais gosto de fazer.

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