Deyverson completa dois anos no Verdão

O centroavante e camisa 16 do Palmeiras acumula polêmicas e gols, além de dividir opiniões dentro da torcida
Deyverson completa dois anos no Verdão

Deyverson Brum Silva chegou ao Palmeiras em 11 de julho de 2017, a pedido do técnico Cuca, vindo do Deportivo Alavés, e firmando um contrato de cinco anos com o clube paulista. O atleta chegou à equipe para compor elenco e disputar espaço com Borja. Em contrapartida, seu começo foi bem conturbado dentro da equipe e a torcida perdeu a paciência com ele rapidamente.

Sua redenção veio um ano depois, com a chegada de Felipão, que passou a dar mais chances ao jogador em 2018. Apenas neste ano, Deyverson participou de 26 das 38 partidas do Campeonato Brasileiro em que o Verdão foi campeão. Apesar de breve, sua passagem frente a outros jogadores como Dudu, Moisés e Prass, rendeu muitas discussões e polêmicas no que diz respeito ao seu comportamento no clube.

Recentemente um clube Chinês fez uma oferta que poderia fazer o Palmeiras ganhar mais de 60 milhões de reais em cima da venda do atleta, mas a comissão técnica, junto ao clube e os agentes do jogador não chegaram a um consenso sobre a venda. Fato é que, ora a torcida palmeirense pede a saída de Deyverson, ora ele  entra num hall de “queridinhos”, pouco povoado, já que a torcida do Verdão tem a fama de ser muito exigente.

O menino maluquinho

Como ele mesmo disse, com um parafuso a menos, o apelido de “menino maluquinho” caiu como uma luva para Deyverson. Seu comportamento explosivo e, muitas vezes contraditório, já desagradou muita gente. Em contrapartida, fez com que o camisa 16 acumulasse fãs que o defendem, como é o caso do próprio Felipão que, apesar de todas as broncas, confia no futebol apresentado por ele.

Em 2017, o jogador se recusou a bater um pênalti no jogo da Libertadores em que o clube foi eliminado diante do Barcelona de Guayaquil. Depois disso sua moral ficou em baixa, fazendo com que o jogador não fosse relacionado com tanta frequência como titular. Já em 2018, sua fama continuou. Um comportamento exagerado e explosivo dentro de campo fez com que ele somasse mais de sete cartões amarelos, afastando o jogador do time principal.

Piscadinha

O ciclo do Palmeiras em clássicos diante do rival Corinthians não estava em sua melhor condição e o Verdão precisava lavar a alma e vencer o Alvinegro novamente, feito que não acontecia desde o final de 2017. Em setembro de 2018 a equipe venceu o Corinthians por 1 x 0 com gol marcado por Deyverson, que, ao ser substituído, piscou para o banco Alvinegro. A atitude não pegou bem e gerou uma confusão generalizada entre dirigentes das duas equipes e atletas que estavam no banco de reservas.

O Derby rendeu muito mais assunto e dores de cabeça envolvendo o camisa 16. Já em 2019, em jogo válido pelo Campeonato Paulista, disparou uma cusparada no volante Richard, sendo expulso imediatamente e anotando em sua caderneta um gancho de seis partidas sem poder ser relacionado. De castigo, o atacante prometeu colocar a cabeça no lugar e manter o foco no Palmeiras, a partir de então.

O gol de redenção

Ainda em 2018, com a confiança do técnico Felipão, se tornou peça importante da conquista do título do Campeonato Brasileiro. Com a baixa eficiência de Borja, o camisa 16 se tornou titular quase que absoluto, dividindo a frente de ataque com Dudu, Bruno Henrique e Willian Bigode.

Depois da chegada de Luiz Felipe Scolari, o Verdão fez uma campanha quase perfeita, rendendo mais de 20 rodadas de invencibilidade. Com uma defesa bem postada, Deyverson conseguiu contribuir para a campanha vitoriosa do Alviverde. Após tantas polêmicas e discussões causadas pelo “menino maluquinho” e após passe preciso de Willian, o camisa 16 marcou, em cima do Vasco, o gol que deu o título para o Palmeiras em 2018.

Deyverson se mostrava um jogador atento que estava disposto a fazer tudo pelo clube. Como em outras oportunidades, se comportou como um bom centroavante e buscou jogadas até conseguir o gol que a equipe precisava.

Tchau, Palmeiras! Não… pera

Enquanto cumpria a suspensão depois do clássico contra o Corinthians, Deyverson chegou a ser sondado pelo Shenzen FC, da China. O atleta chegou a fazer um vídeo agradecendo e se despedindo da torcida, deixando muita gente preocupada, pois o jogador estava em sua melhor fase. O vídeo viralizou nas redes sociais e rendeu até homenagens por parte dos palmeirenses.

Entretanto, o jogador se desmentiu no mesmo dia, alegando que o vídeo não era real, que foi uma brincadeira que ele fez com amigos e que foi vazada na internet.

“Aquele vídeo que eu fiz foi uma brincadeira com meus amigos. É claro que não vou sair do Palmeiras… Pode ficar tranquilo que o Deyverson fica no Palmeiras. Para trazer muita alegria e mais títulos. Vamos comemorar mais uma vez naquele trio-elétrico, foi sensacional aquela comemoração” – explicou o camisa 16.

Opinião: o Deyverson é a melhor opção do Palmeiras atualmente?

Na posição de centroavante, Deyverson ganhou destaque dentre os seus concorrentes Borja e Arthur Cabral. O jogador tem sido preferido por Felipão e atua em jogos decisivos. Seu desempenho inconstante faz com que sua participação seja contestada por jornalistas e torcedores. Sua fama ruim de ter reações exageradas em faltas inexistentes e jogadas promissoras também atrapalha sua imagem perante a comissão de arbitragem.

Mas não dá para ignorar o fato de que Deyverson é um atleta participativo e que não se omite. Ele corre pelo time, mas peca na qualidade ofensiva e de domínio. Muitas jogadas promissoras não acontecem por causa da sua afobação ao receber a bola. Dentro da área, cabeceando no alto, o camisa 16 é eficaz, mas geralmente ele tenta correr, marcar e armar jogadas.

Deyverson supre a necessidade palmeirense no Campeonato Brasileiro, uma competição por pontos corridos que não tem aquela pressão de ter que fazer gol. Em competições mata-mata como é o caso da Copa do Brasil e da Libertadores, suas habilidades não são suficientes.

Valéria Contado

Sobre Valéria Contado

Valéria Contado já escreveu 129 posts nesse site..

Eu sou a Val Contado, quase jornalista há 3 anos, apaixonada por futebol há 22, desde quando meu pai colocou em mim o uniforme do nosso time do coração. Adepta da arte da resenha, falar e respirar futebol é o que eu mais gosto de fazer.


 

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