Darseneros: conheça a história do River Plate, finalista do Intermedio Uruguaio

Conhecidos como Darseneros, equipe busca seu primeiro título na elite uruguaia, mas já teve um 2º lugar em 1992 e 2007/08 como melhores resultados
Darseneros: conheça a história do River Plate, finalista do Intermedio Uruguaio

Neste domingo (8), às 15h (horário de Brasília), acontece a grande final do Intermedio Uruguaio 2019 entre Liverpool Montevideo River Plate. E nenhuma das equipes, até então, tem um título de expressão em sua história. Ambas já venceram mais de uma vez  a 2ª divisão, mas ainda falta a afirmação. Assim, ela pode vir neste domingo. Para alimentar ainda mais o interesse por esta final, vamos conhecer um pouco mais dos Darseneros.

River Plate (Darseneros): campanha

Os Darseneros não perdem há oito jogos, sendo duas vitórias consecutivas. Chegaram a final após ficarem em 1º lugar no Grupo A (da morte), com 15 pontos, sendo quatro vitórias e três empates. O feito foi ainda mais impressionante porque deixaram para trás os gigantes Nacional e Peñarol, além dos medianos Defensor Sporting e Danubio. Sem contar o tradicional Wanderers. O time ligou a quinta marcha apenas no Intermedio. Até então faziam uma pífia campanha no Apertura, com apenas três vitórias. Por outro lado, são os reis dos empates, totalizando 11. Neste torneio se consolidaram por uma forte defesa, sendo a melhor do Intermedio, com apenas três sofridos. Mas seu ataque é comedido, porém eficiente. São apenas sete gols no torneio, mas o sistema defensivo ajudou. Vale destacar que desde a chegada do técnico Jorge Fossati, ex-Internacional, o time não perdeu e chegou à final.

História

Fundado em 11 de maio de 1932, o clube nasceu de uma fusão do Olimpia Football Club com o Club Atlético Capurro,  com o objetivo de esses dois clubes poderem competir em profissionalismo, uma vez que sua participação foi negada separadamente. Diferentemente do que a maioria pensa, seu nome não é homenagem a equipe homônima argentina, mas, sim, a extinta equipe uruguaia River Plate Football Club, tetracampeão nacional (todos os títulos na era amadora). E este extinto clube, para que pensa que copiou os argentinos, negativo! O clube fora fundado quatro anos antes dos Milionários.

As cores, o apelido e o símbolo

O Capurro usava uma camisa listrada vermelha e branca (como a do River Plate), enquanto o Olimpia (conhecido como “as asas vermelhas” ) usava uma camisa branca com um par de asas vermelhas no peito. Assim, nasceu a ideia do símbolo, com as listras e as asas (não é um bigode, como muitos já confundiram). O apelido vem de Darsena, Doca, em português. Tem a ver com a origem do clube na alfândega e nas docas (espaço onde os navios são descarregados) existentes. Portanto, de Darsena, nasceu Darseneros, ou Doquensens, se quiser abrasileirar.

Subidas e descidas

Durante muitos anos o time viveu de acessos e rebaixamentos. Desceu pela primeira vez em 1942, sendo o segundo time a descer na era do profissionalismo (Bella Vista havia caído no ano anterior), mas conseguiu retornar ao ser campeão da Segunda Divisão no ano seguinte. Portanto, nesse desce e sobe, acumulou cinco títulos da Série B (1967 , 1978 , 1984 , 1991, 2004). Porém, a partir da década de 1990 o clube se consolidou na elite, por mais que ainda tivesse caído em 2003. Já no primeiro ano de sua volta a 1ª divisão fez história. Mantiveram o time campeão de 91 e foram vice-campeões de 1992, sendo até hoje a melhor colocação dos Darseneros. A sequência na elite os fez sonhar mais com o passar dos anos e em 1996 conseguiram participar, pela primeira vez, da Copa Conmebol (equivalente a Sul-Americana da atualidade).

Século XXI: a Era Carrasco

Uma revolução no futebol da equipe surgiria com a chegada do técnico Juan Ramon Carrasco em janeiro de 2007. Com um estilo de jogo super ofensivo, foram elogiados pela imprensa local por terem um “tiki-taka uruguaio” e também “equipe Playstation”, pelo alto número de goleadas. Assim, tiveram o melhor ataque do Apertura 2007-08, com 37 gols, e ainda melhor no Clausura, com 48 gols. Ou seja, 85 gols em 30 jogos. Fizeram ainda mais três gols na final do Clausura, mas levaram cinco e ficaram com o vice para o Peñarol. Mas, de qualquer forma, fizeram história e chegaram pela segunda vez à Copa Sul-Americana. Já haviam jogado em 2008, mas 2009 prometia ser especial e foi. Chegaram a semifinal e chegaram a ter esperança. A enfrentarem a forte LDU, do Equador, venceram no Uruguai por 2 x 1, mas perderam em Quito por incríveis 7 x 0, sendo a altitude um grande fator pela eliminação.

O título da Copa Celeste Olímpica 2012

A Associação Uruguaia de Futebol decidiu, em 2012, criar um torneio para preparar as equipes para o Clausura. Assim, criaram a Copa Celeste Olímpica, que consistia em uma disputa entre todas as equipes da 1ª divisão num mata-mata de jogo único. Dessa forma, o River Plate, sob o comando de Guillermo Almada, chegou até a final e foi campeão em cima do Peñarol por 2 x 1. Este foi o único título darsenero, mas sem grande expressão.

O retorno de Carrasco

Na expectativa de reeditar uma nova era, trouxeram novamente Juan Ramon Carrasco ao comando técnico da equipe. Mas não conseguiram repetir o feito. Caíram no Grupo 2, junto a Rosário Central, da Argentina, Nacional, também do Uruguai, e Palmeiras, do Brasil. Foram três empates e três derrotas e uma lanterna no torneio. Em 2019, pela disputa da Copa Sul-Americana, o clube eliminou o Santos, de Jorge Sampaoli, na primeira fase do torneio, após empatar o segundo jogo em 1 x 1, num Pacaembu vazio.

Foto destaque: Reprodução/Internet

Eric Filardi

Sobre Eric Filardi

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Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova se anseia. Bem-vindo ao melhor site de futebol. Bem-vindo ao Futebol na Veia. Sou Eric Filardi, paulistano de 25 anos, jornalista de formação e apaixonado por futebol.Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, sou Peixe, sou Palestra e sou Timão. Sou da Colina, Botafogo, sou Flu e sou do Mengão. Sou Brasil, sou Hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 a 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões, sou Clássico das Multidões. Sou sul, sou nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, sou Raposa, sou Bavi e sou Grenal. Sou Ásia, sou África, sou Barça e sou Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas, que o estádio incendeia, sou Futebol na Veia.


 

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