Corinthians enfrenta dificuldades ofensivas no início do Brasileirão

Equipe de Fábio Carille é apenas a 15ª que mais finaliza em todo o campeonato

O Corinthians salvo em algumas raríssimas exceções ao longo desta temporada, ainda não exibiu um futebol de alto nível. Dessa forma, o time comandado por Fábio Carille manteve o padrão de atuações medíocres e somou apenas cinco pontos em doze possíveis até então no Brasileirão. Derrotado na estreia pelo Bahia, na segunda rodada, em Itaquera, venceu a Chapecoense. Porém, tornou a tropeçar ao empatar com o Vasco da Gama, por 1 x 1, e não sair do zero frente ao Grêmio, em seus domínios, no último sábado (11).

A situação momentânea da equipe é ilustrada com exatidão pelos números. Nas quatro rodadas iniciais, o Alvinegro finalizou 40 vezes, com uma média de 10 arremates por partida. Isso coloca o Corinthians na 15º posição na tabela de equipes que mais finalizam. Contudo, podemos constatar que o problema não é a quantidade, e sim a qualidade dos chutes. Ocupando a 19ª colocação está o Palmeiras. A equipe de Luiz Felipe Scolari finalizou oito vezes a menos que o atual Tricampeão paulista.

O Palestra balançou as redes rivais oito vezes, que fazem do Alviverde o melhor ataque da competição. Isso se deve a uma maior efetividade dos comandados por Felipão, os quais acertam 56,3% dos disparos. Assim, o time precisa apenas de quatro chutes para fazer um gol, sendo assim o que menos arrematar para marcar um tento. Esse número encontra-se em déficit no clube de Parque São Jorge, uma vez que o Timão acerta a meta inimiga apenas 35% das vezes. O Corinthians necessita finalizar 10 vezes para tirar o grito de gol do torcedor. 15º no quesito. Dos jogadores corinthianos o que mais faz o arqueiro trabalhar é Clayson, tendo acertado em quatro oportunidades, de seis tentadas, o arco rival.

Essa esterilidade ofensiva é provocada por inúmeros fatores. Um importante a ser pontuado é a baixa porcentagem de posse da bola no campo ofensivo. O Coringão nas rodadas disputadas prendeu a posse no terceiro terço do campo 19%, 30%, 23% e 18%, respectivamente. Uma média de 22,5%. A título de comparação, o Grêmio é a equipe na Libertadores da América que mais consegue trabalhar no campo rival. Em seis jogos disputados o Imortal Tricolor possui um média de 28% do tempo de posse dentro do lado rival.

A alta porcentagem no campo defensivo impressiona ainda mais. Isto porque, as trocas de passes entre zagueiros e laterais são muito frequentes. Cássio, Manoel e Fágner são os atletas que mais tempo passam com a bola no pé em todo o elenco. Assim, a equipe possui uma média de 32% do tempo de trabalho com a redonda no próprio campo. Dessa forma, para tentar suprir a deficiência criativa o time passou a usar e abusar dos cruzamentos. Até então, foram levantadas impressionantes 90 bolas, mais de 22 por jogo. Contudo, a equipe acerta menos míseras 26% das tentativas.

Fábio Carille tem um problema evidente que precisa ser solucionado o quanto antes. Até a parada para a Copa América o calendário reserva decisões nas três frentes que a equipe disputa, por isso o torcedor se apega ao bom histórico do treinador em mata-matas. Contudo, frente ao tamanho da improdutividade até isso parece difícil.

*todos os dados foram coletados do site de estatísticas FootStats

Pedro Ferri

Sobre Pedro Ferri

Pedro Rodrigues Nigro Ferri já escreveu 36 posts nesse site..

Pedro Rodrigues Nigro Ferri, 19, nascido em Assis-SP. Jornalista em formação pela Faculdade da Cásper Líbero e um fiel devoto. Católico? Protestante? Não, corinthiano. Sou mais um integrante do bando de loucos e nunca me conheci sem essa doença. Frequentador de arquibancada, sou apaixonado por torcidas. Sabe aquela música do seu time? É, eu canto ela no chuveiro. Supersticioso ao extremo e disseminador da política "NÃO GRITA GOL ANTES DA BOLA ENTRAR!".

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Pedro Rodrigues Nigro Ferri, 19, nascido em Assis-SP. Jornalista em formação pela Faculdade da Cásper Líbero e um fiel devoto. Católico? Protestante? Não, corinthiano. Sou mais um integrante do bando de loucos e nunca me conheci sem essa doença. Frequentador de arquibancada, sou apaixonado por torcidas. Sabe aquela música do seu time? É, eu canto ela no chuveiro. Supersticioso ao extremo e disseminador da política "NÃO GRITA GOL ANTES DA BOLA ENTRAR!".

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