Conheça Leonardo Mutton, volante do Grêmio Mauaense

Em mais uma entrevista exclusiva, o Futebol na Veia teve o prazer de conversar com o volante Leonardo Ciossani Mutton, mais conhecido como Mutton, de 22 anos. Formado nas categorias de base do Guarani, o jogador defende, atualmente, o Grêmio Mauaense, da cidade de Mauá (Região do Grande ABC Paulista). A equipe estreia na segunda fase da 4ª divisão do Campeonato Paulista neste sábado (15), atuando em casa (no Pedro Benedetti) diante do América de Rio Preto, às 15h, disputando uma vaga para a Série A3 do Paulistão do ano que vem.

(Mutton com a camisa do Guarani)

A Locomotiva do ABC, como é conhecido o time, terá o XV de Jaú, o União Mogi e o América como adversários no Grupo 5. Nesta etapa da competição, cada equipe disputará seis partidas, sendo jogos de ida e volta com os demais membros do grupo. Os dois melhores avançam para as quartas de final, e apenas os finalistas serão promovidos a Série A3.

Mutton nasceu na cidade de São Bernardo do Campo, na mesma região que se encontra o Mauaense. O volante é o camisa 5 da Locomotiva do ABC, e conta que está vivendo novas experiências na posição. O atleta disse que sempre foi o primeiro volante, aquele que marca e fica à frente da defesa. Entretanto, em seu novo clube desde maio, Mutton vem sendo utilizado também como segundo volante, aquele que sai jogando e ajuda na armação do time. Isso mudou a visão do jogador, que agora afirma ser mais completo.

(Mutton atuando pelo Mauaense)

Confira a entrevista e conheça melhor Mutton:

Guilherme Papa: Fale um pouco sobre sua carreira.
Leonardo Mutton: Acompanhava desde criança meu irmão mais velho (Marcelo Ciossani Mutton) jogar. Iniciei minha vida no futebol aos 7 anos de idade, jogando futsal pela Basf/Suvinil em São Bernardo do Campo. Jogava também futebol de society no “Planet Society”, e prossegui em alguns clubes antes de chegar ao Mauaense. Tive passgem pelo Juventus da Mooca, Brasilis FC, União Suzano, Tanabi e por último Guarani (todos no estado de São Paulo), onde finalizei minha base e iniciei minha carreira como atleta profissional.

G.P: Como e quando você decidiu atuar de volante?
L.M:É engraçado. Eu iniciei como zagueiro, e com o passar do tempo os técnicos foram me pondo um passo à frente. Tive algumas atuações de lateral e foi em 2012, no Brasilis FC, onde passei jogar como volante, e de lá até hoje é a posição em que tenho atuado. Graças a Deus tive uma boa adaptação nessa posição.

G.P: Comente sobre seu estilo de jogo.
L.M: Sou um volante marcador, mas que gosta de sair para o jogo.

G.P: Em quais jogadores do passado e/ou do presente você tenta se espelhar em campo?
L.M: Gosto de ver alguns jogadores da minha posição, como Modric (Real Madrid), Ralf, Paulinho, Elias e Gattuso (ex-jogador do Milan). Gosto das características dele (Gattuso) e do Ralf de sair para o jogo, e para ser elemento surpresa vejo Paulinho, Elias e Modric.

G.P: Como foi a sua transição da categoria de base para o profissional?
L.M: A adaptação foi natural. Ao terminar as categorias de base no Guarani fui emprestado para Tanabi, onde disputei a segunda divisão do Paulista. Foi um período no qual amadureci bastante e tive oportunidade de crescer profissionalmente, e sou grato a Deus pois tenho crescido e me aprimorado cada dia mais.

G.P: Se pudesse voltar no tempo e dar algum conselho para si mesmo, neste momento de transição que você viveu, qual seria?
L.M: Não é bem um conselho, mas sim uma escolha que fiz, que foi de aceitar Jesus como único e suficiente Salvador da minha vida. Sem Deus não sou nada. Se estou vivo é graças a Deus, e duas palavras que levo comigo são perseverança e coragem.

G.P: Cite um momento marcante de sua carreira.
L.M: Foi quando assinei meu primeiro contrato profissional, em 2014. Vi que estava realizando um sonho que tinha desde quando via meu irmão mais velho jogar, e sou grato a Deus por hoje viver do que amo fazer, que é jogar bola.

G.P: Qual foi o gol mais bonito que você marcou? E o mais importante?
L.M: Um gol bonito que fiz foi em um campeonato que joguei pelo Brasilis FC. Na ocasião acertei uma falta “do meio da rua” e a bola entrou no ângulo. Agora um gol importante foi um de pênalti na Copa Mercosul. Foi na cobrança de pênaltis que nos sagramos campeão em cima de uma seleção do Paraguai. Na época jogava pela Juventus da Mooca, e usávamos o nome da Sabesp para jogar esse campeonato.

G.P: Como foi sua transferência do Guarani para o Mauaense?
L.M: Meu contrato com o Guarani estava perto do fim, e o Mauaense estava interessado em mim. No início iria fazer um contrato de empréstimo, mas como meu vínculo estava perto do fim e não iria ser utilizado na Série B do Campeonato Brasileiro, eu rescindi amigavelmente e vim para o Mauaense em definitivo, onde o presidente Quinho abriu as portas e sou grato a Deus por poder honrar essa camisa.

G.P: Como foi a recepção da torcida do Mauaense?
L.M: Fui muito bem recebido. Não só pela torcida, mas também pela equipe, comissão e presidente. Lembro que tinha acabado de chegar ao clube e tinha homens, torcedores do Mauaense fazendo um filme sobre o clube. Eles me receberam super bem, e até já tive uma pequena participação do filme. Foi bem bacana me ajudou a me sentir em casa.

G.P: O técnico da equipe é Flavio Borelli, ex-jogador do Palmeiras e do Santo André. Como a experiência do treinador, que assumiu o comando do time no começo deste ano, ajuda o elenco?
L.M: Com certeza ter um ex-jogador como o Flávio Borelli nos ajuda muito dentro e fora do campo. Ele é uma grande pessoa, gosta de contar histórias de quando jogava e sempre procura passar experiências para a nossa equipe. Graças a Deus o retorno tem sido positivo.

G.P: O Mauaense terminou a fase de grupos na 3ª colocação do Grupo 4, com 23 pontos em 12 partidas. Como a boa campanha apresentada foi vista pelo time?
L.M: Posso dizer que temos trabalhado forte. Tínhamos o objetivo de nos classificarmos. Após a conquista do mesmo, traçamos a meta de se classificar na primeira posição, a qual infelizmente não alcançamos. Temos um grupo forte, unido e concentrado, e sim, ficamos felizes por ter alcançado o primeiro objetivo. Agora é continuar focado e buscando algo maior para a glória de Deus.

G.P: Nesta segunda etapa da competição, o Mauaense está na chave do América de Rio Preto, União Mogi e XV de Jaú. Como está sendo o trabalho para conhecer melhor as outras equipes?
L.M: O trabalho é continuar centrado e buscando aprimorar e evoluir, superando nossas limitações para ir cada dia mais além. Conhecemos pouco dos times que vamos enfrentar, tirando o União Mogi que já enfrentamos anteriormente na fase de grupos.

G.P: Na fase de grupos, o Mauaense enfrentou duas vezes o União Mogi, e foi derrotado nas duas ocasiões. Como o elenco vê o retrospecto diante do adversário?
L.M: Temos a consciência que fomos abaixo do esperado nos confrontos anteriores, não tirando os méritos do adversário. Agora é uma nova fase, junto com uma nova história.

G.P: A estreia na segunda fase será neste sábado (15), contra o América. Quais as expectativas do elenco para o confronto?
L.M: As expectativas são as melhores possíveis. Temos trabalhado forte e estamos preparados para o que vier pela frente.

G.P: A última partida oficial do Mauaense foi no dia 01 de julho, quando venceu o Jabaquara por 3×1, em casa. Como a equipe aproveitou o período sem jogos oficiais?
L.M: Procuramos aprimorar a parte física e a parte tática de nossa equipe. Foi um período proveitoso de trabalho.

G.P: Acompanha outros esportes?
L.M: Para ser bem sincero não acompanho muito outros esportes. Até gosto de basquete, vôlei e futebol americano, só que não acompanho muito.

Guilherme Papa

Sobre Guilherme Papa

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Guilherme Papa é estudante, de 21 anos, da turma do 5º semestre de Jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo. Completamente louco por futebol, tem como objetivo transmitir informações do mundo da bola da melhor maneira possível.

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Guilherme Papa é estudante, de 21 anos, da turma do 5º semestre de Jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo. Completamente louco por futebol, tem como objetivo transmitir informações do mundo da bola da melhor maneira possível.

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