Conheça Gabriel Gonçalves, o zagueiro artilheiro do Parazão 2019

O defensor marcou três vezes na vitória do Bragantino diante do Tapajós, nesta quarta-feira (6).
Conheça Gabriel Gonçalves, o zagueiro artilheiro do Parazão 2019

O jogo entre Bragantino e Tapajós poderia ter sido só mais um no Parazão 2019, mas o zagueiro Gabriel Gonçalves, tratou de deixá-lo um pouco mais especial para quem gosta da competição, e principalmente para ele. Foi dele os três gols da equipe do Tubarão de Caeté na vitória sobre o Boto, por 3 x 2, de virada, no Diogão. Ele concedeu uma entrevista ao Futebol na Veia, contando um pouco mais da sua história e sobre o momento em que viveu na tarde desta quarta-feira, em Bragança.

Como todos sabemos, zagueiro fazer gol não é tão corriqueiro, é algo mais voltado a jogadores ofensivos. Mas Gabriel foi contra a “normalidade” do futebol e conseguiu fazer os seus, e três de uma vez. Um tudo bem, dois já houve algumas vezes, mas três é novidade, e tudo isso na semana do seu aniversário. Na segunda-feira (5), ele completou 26 anos, e como presente a si mesmo fez uma boa atuação e ainda ganhou a bola do jogo. Ele relata que isso é fruto de muito treinamento.

“Às vezes temos a oportunidade para atacar e tem que se concentrar para poder ser letal, porque se a gente errar causa o contra-ataque e precisa voltar 80 metros. Então o zagueiro não vai passear na área, vai para atacar e fazer o gol.”

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Com a vitória e os gols de Gabriel, o Bragantino segue vivo no Grupo A1 do Parazão, com seis pontos. Os tropeços diante de Paragominas e Paysandu, se tornaram passados com a atual sequência de duas vitórias seguidas. Para o nosso entrevistado, o time é bom e vem evoluindo a cada jogo.

“O time vem numa crescente desde lá (o jogo contra o Paysandu), mas é manter os pés no chão, continuar trabalhando, consertar aquilo que há de errado, para continuar subindo.”

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Ele comenta também sobre os motivos que o fizeram vir para a equipe do Bragantino. Gabriel ressalta que o calendário foi um dos principais motivos, que o fez aceitar o convite para jogar no Tubarão.

“A maioria dos jogadores que vieram foi com esse intuito de vir para um time que tem calendário. O Bragantino é clube organizado, tem uma boa estrutura dentro da realidade do futebol paraense e paga em dia.”

A equipe do Bragantino, em 2019, colhe os frutos da boa campanha do Parazão 2018, quando foi 3º colocado e agora, jogará a Copa do Brasil e também o Campeonato Brasileiro da Série D. O primeiro compromisso nacional, será na quarta-feira (13), contra a equipe do ASA-AL. O confronto da semana que vem é considerado o jogo do ano para equipe de Bragança, segundo o zagueiro.

“O jogo do ano para nós. É um jogo que vai nos dar uma visibilidade maior, além dar uma estrutura financeira melhor para o clube e que bom que essas duas vitórias vieram no momento certo, para irmos confiantes.”

Mas nem tudo foram hat-tricks na carreira de Gabriel. Revelado pelo Remo, ele atuou em três Copas São Paulo de Futebol Júnior e conta que não teve muitas oportunidades no profissional, mas pôde jogar apenas um jogo, justo o maior clássico do Norte do país, o Re-Pa. Ele fala das dificuldades de ter uma chance no futebol, e foi longe do Pará que ele conseguiu o seu espaço.

“Meu contrato acabou (com o Remo), já tinha estourado a idade do sub-20, então foi muito difícil me empregar, por conta da falta de experiência. Mas graças a Deus, abriu uma porta que foi o River-PI, é um clube que eu sempre vou ter muito carinho, e lá fui muito feliz: bicampeão estadual, acesso para Série C, eleito melhor zagueiro do estadual duas vezes. Então o momento da saída do Remo, foi o mais tenso, pois havia a dúvida se iria continuar a carreira ou parar por falta de oportunidade.”

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Gabriel também fala da motivação de jogar futebol. Ele lembra que sempre gostou de futebol e pratica desde muito novo. O começo de tudo veio no futsal, mas logo a mudança para o campo apareceu e uma pergunta do pai foi determinante.

“Desde os 12 anos já estava praticando futsal, na AABB e logo depois fui para o Remo, com 15 anos fui para o campo. E aí chega uma hora na vida que você precisa saber o que quer. Então, eu lembro muito bem que apareceu uma oportunidade de jogar no Rio Grande do Sul e meu pai perguntou: é isso que você quer? Se for isso, você vai, se não for você fica para estudar. Decidi ir e desde então não parei mais, até chegar no profissional.”

Para escolher a posição, um fator muito simples: a altura.

“Eu sempre fui o maior, quando eu era categoria de base. Comecei como volante, mas teve um treinador do Remo que me colocou de zagueiro, desde então gostei e permaneci.”

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“Olho pra trás e vejo a estrada que eu trilhei”.

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Passando por todos esses percalços na carreira, Gabriel diz o que mudou do menino que começou no futsal, para o zagueiro artilheiro dos dias atuais.

“Adquiri a maturidade e responsabilidade muito cedo, por ter saído de casa muito cedo. Quando você está longe da família, mora sozinho, precisa se virar. Como profissional, confesso que tive medo da minha carreira encerrar, na dispensa do Remo, fiquei muito triste e achei que tudo aquilo que eu sonhei, iria acabar ali. Mas quando Deus tem um propósito na sua vida, as coisas vão acontecendo, portas abrindo e você aproveita as oportunidades. Batalhei e abri mão de muita coisa, até passar ano novo em avião já passei. Mas essa é a vida que atleta leva, longe de todos, mas quando se tem um sonho e uma meta, a gente acaba abrindo mão de muitas coisas.”

Quando o assunto é ídolos, ele tem o zagueiro Dedé (Cruzeiro) como inspiração, revelado no Volta Redonda, time que Gabriel passou em 2016, e é nele que nosso entrevistado se espelha para seguir a carreira.

“É um cara que gosto de assistir e creio que as características são parecidas. Ele é um zagueiro técnico, que faz gol e também admiro a pessoa dele, por ser uma pessoa humilde. Mas quando fui para o Volta Redonda, pude acompanhar toda a trajetória dele e as pessoas comentam muito sobre ele, isso que eu conhecer um pouco mais. É um cara super humilde e talentoso.”

Sobre sonhos, Gabriel não titubeia em dizer que a meta agora é jogar em um time da Série A do Campeonato Brasileiro.

“Meu maior sonho, é um dia ter a oportunidade de chegar a Série A, não importa o clube ou a cidade. Eu tenho esse objetivo, eu tenho essa meta e penso todos os dias quando vou trabalhar. Tentar fazer com que a minha carreira decole, e eu creio muito que Deus vai me abençoar e eu vou chegar a ter essa oportunidade e realizar esse sonho.”

Mas enquanto a oportunidade não chega, o Gabriel foca no Bragantino, que entrará em campo na próxima quarta-feira (13), contra a equipe do ASA, pela Copa do Brasil. O jogo acontecerá no mesmo Diogão, casa do seu clube, às 16h30 (horário de Brasília). Até lá, a preparação será intensa e quem sabe, se vacilar, o zagueiro artilheiro do Parazão, estará pronto para balançar as redes mais uma vez.

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Ruan Silva

Sobre Ruan Silva

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Meu nome é Ruan Silva da Silva, tenho 24 anos, moro na cidade de Altamira no Pará. Sou graduado na área de Letras, com habilitação em Língua Portuguesa e no momento pós-graduando na área de Linguagem e Ensino, ambos pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Sou deficiente físico, tenho dificuldades na questão da locomoção, que dificulta um pouquinho as coisas, mas nada que impeça de exercer diversas atividades. Sou apaixonado por todos os esportes, principalmente pelo futebol, corintiano e simpatizante de diversos clubes na Europa que não cabem todos aqui e apaixonado também pelo jornalismo esportivo tendo como ídolos, ícones como Galvão Bueno, Luciano do Valle, André Henning, Vitor Sérgio Rodrigues e outros mais. Uma curiosidade minha é que consegui na graduação em um ambiente voltado aos estudos de ensino e aprendizagem, incluir o futebol no principal trabalho dos quatro anos de curso, o TCC. Escrevi sobre Nelson Rodrigues e a Copa de 1950, temas raramente trabalhados numa graduação como essa. Enfim! Sonho em um dia trabalhar efetivamente na área que tanto amo e acredito que posso fazer um bom papel no meio.

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Meu nome é Ruan Silva da Silva, tenho 24 anos, moro na cidade de Altamira no Pará. Sou graduado na área de Letras, com habilitação em Língua Portuguesa e no momento pós-graduando na área de Linguagem e Ensino, ambos pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Sou deficiente físico, tenho dificuldades na questão da locomoção, que dificulta um pouquinho as coisas, mas nada que impeça de exercer diversas atividades. Sou apaixonado por todos os esportes, principalmente pelo futebol, corintiano e simpatizante de diversos clubes na Europa que não cabem todos aqui e apaixonado também pelo jornalismo esportivo tendo como ídolos, ícones como Galvão Bueno, Luciano do Valle, André Henning, Vitor Sérgio Rodrigues e outros mais. Uma curiosidade minha é que consegui na graduação em um ambiente voltado aos estudos de ensino e aprendizagem, incluir o futebol no principal trabalho dos quatro anos de curso, o TCC. Escrevi sobre Nelson Rodrigues e a Copa de 1950, temas raramente trabalhados numa graduação como essa. Enfim! Sonho em um dia trabalhar efetivamente na área que tanto amo e acredito que posso fazer um bom papel no meio.

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