Chile campeão da Copa América e as coincidências (ou não) desta final

A conquista do Chile nesse domingo (26) do Bi na final da Copa América deixou muito mais curioso os que já são curiosos por naturezas. Não há como negar, os fatos e os 120 minutos de cada partida comprovam: A disputa na final de 2015 foi muitíssimo parecida com esta. E a que damos esse mérito? Treinos extensos e jogadores focados? Mandingas na porta do estádio? Cantar o hino chileno sem errar de trás para frente duas vezes depois de beber um pisco sour?

Vamos começar pelo time vitorioso do atual treinador Juan Antonio Pizzi, que por tradição ou confiança (nunca saberemos) a herança de Jorge Sampaoli, antigo treinador chileno, permaneceu quase intocável e preferiu a atuação muito similar à última estrutura que fez o La Roja levar para casa o primeiro troféu da Copa da América. Com Claudio Bravo defendendo as redes, a lateral direita era do Isla, enquanto Beausejour na posição de lateral esquerdo, Marcelo Díaz, Aránguiz e o gigante Vidal como volantes. Entraram confiantes e ficaram ainda mais com a participação efetiva e ágil de Sánchez, que representou tão bem que ainda, merecidamente pelo esforço em campo, foi eleito o melhor do torneio.

Messi diminuiu as faltas, em 2015 foram quatro recebidas e desta vez sofreu uma, por Díaz, e apesar de o árbitro brasileiro Héber Roberto Lopes ficar na boca dos jogadores e torcedores, de ambos os times, depois de expulsar Díaz aos 27 minutos, Messi não conseguiu brilhar com a bola nos pés. O chororô já veio do campo, após isolar uma cobrança que o fez perder o pênalti decisivo, por cima do gol. O melhor do mundo com certeza teve um dos piores dias do mundo, sem conseguir disfarçar o desapontamento pessoal, vinha muito bem marcado pela partida de 2015 e sentiu-se marcado até fora de campo, no final desta derrota, afirmou em entrevista ao canal “TyC Sports” que não joga mais pela Argentina, e com certo abatimento comunicou um ciclo da carreira que chegou ao fim.

-E agora, quem poderá nos defender? –  Romero fez o que podia, mas jogo é jogo e o estádio em Nova Jersey comemorou em Chicha (bebida típica fermentada, produzida pelos povos indígenas da Cordilheira dos Andes). Os argentinos têm pela segunda vez essa infeliz coincidência com um placar de raça e persistência, e com gosto amargo de derrota. Só Messi para dizer o que é mais dolorido, duas derrotas consecutivas, sendo o responsável pela última delas, ou o chute que levou, na disputa de 2015, de Medel na barriga ainda no primeiro tempo.

Os torcedores disputavam destaque nas arquibancadas para as cores de suas bandeiras em azul e branco, e o que os diferenciavam era o vermelho, talvez o sangue chinelo que deram ao jogo, e o sol da Argentina, a força vital que terá de adormecer o clube até a próxima disputa por esse título, a Copa do Mundo, daqui 2 anos na Rússia. Mas se é em números de torcedores que se ganha um jogo, a Argentina deveria ter levado essa, com 82.026 pessoas a maioria era de Argentinos ou seguidores de Lionel. Enquanto na disputa de 2015 os La Rojanos eram 45.693.

A impressão que fica é que a Argentina foi anulada, apesar de ter bons valores individuais fisicamente estava mais desgastada, o coletivo chileno conseguiu nivelar e superar, e não à toa, voltou vencedor para casa. E mais uma vez, por coincidência ou não, é comemoração para La Roja.

Leticia Soares

Sobre Leticia Soares

Leticia Soares já escreveu 12 posts nesse site..

Letícia Soares, 21 partidas completas pela vida. Estudante de jornalismo, que já estudou gastronomia e que ama também áreas da psicologia. O que isso tudo tem em comum? Nada. Simplesmente descobriu a paixão pelo futebol por um ex-namorado que era fanático pelo jogo. O relacionamento teve fim, mas o amor pela bola, continua prosperando a cada partida que assiste.

BetWarrior


Leticia Soares
Leticia Soares
Letícia Soares, 21 partidas completas pela vida. Estudante de jornalismo, que já estudou gastronomia e que ama também áreas da psicologia. O que isso tudo tem em comum? Nada. Simplesmente descobriu a paixão pelo futebol por um ex-namorado que era fanático pelo jogo. O relacionamento teve fim, mas o amor pela bola, continua prosperando a cada partida que assiste.

Artigos Relacionados

Topo