Cheirinho de tapetão? Só que não

Parecia até mais uma rima daquela musica “sou assim sem você”, mas não é mais. As cortinas do circo que é o futebol brasileiro se fecharam, e desfecho deste espetáculo foi o fim da dupla STJD e Fluminense, consequência do arquivamento do julgamento do jogo entre o tricolor carioca e o Flamengo. Poderia até ser mais uma vítima deste 2016 que separa todos, mas não é. Na verdade é mais como se o futebol tivesse tido uma parada cardíaca e fosse ressussitado. Quase que mais um campeonato foi vítima do grande amadorismo que persegue os campos do país.

Para nossa sorte, os Deuses do futebol resolveram interferir e nos dar mais uma chance. Futebol é para ser disputado dentro dos gramados, e não nos tribunais. Culpemos o responsável pela lambança – no caso o árbitro Sandro Meira Ricci – mas não vamos avacalhar o campeonato.

Mas será que o árbitro é mais culpado ou vítima do sistema? Os seguidos erros que acontecem é mais a ponta do iceberg do que a origem do problema em si. Há falta de preparo. O profissionalismo que se instalou no país na década de 30 não evoluiu e hoje vivemos uma ilusão. Sem contar a contínua e ridícula insistência em ignorar a tecnologia a favor do esporte. Jamais o futebol perderia o charme se contasse com este auxílio. Seria apenas justo. Seria correto – acabaria com o jeitinho brasileiro e seus tapetões tribunais a fora.

Na entrevista coletiva para anunciar os convocados para os jogos da eliminatória da Copa do Mundo, Tite foi questionado sobre a qualidade duvidosa da arbitragem brasileira. Porém, ao invés de engrossar o coro por mudança, preferiu desconversar. Preferiu não cutucar a mãe CBF.

Parece que o 7 a 1 foi apenas um pesadelo distante e todo aquele discurso de que precisamos passar por renovação era apenas mais uma daquelas promessas de ano novo que todo mundo esquece no dia seguinte.

Enquanto o esporte continuar refém de interesses particulares e monopolizado na mãos de gente irresponsável, só vamos conseguir sentir o cheirinho de vergonha. Tivemos mais uma chance de exigir mudança. É hora de largar as muletas que são os cinco títulos mundias e cobrar por evolução.

Mayara Flausino

Sobre Mayara Flausino

Mayara Flausino já escreveu 33 posts nesse site..

Mayara Flausino, 22 anos, sempre foi apaixonada por esportes. Já tentou ser nadadora, ginasta, jogadora de basquete, vôlei e futsal. No fim, pendurou as chuteiras e decidiu ir para o time dos jornalistas, o qual faz parte desde 2015. Atualmente procura uma vaga no time profissional e luta pelo fim do escanteio curto.


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Mayara Flausino, 22 anos, sempre foi apaixonada por esportes. Já tentou ser nadadora, ginasta, jogadora de basquete, vôlei e futsal. No fim, pendurou as chuteiras e decidiu ir para o time dos jornalistas, o qual faz parte desde 2015. Atualmente procura uma vaga no time profissional e luta pelo fim do escanteio curto.

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