Bruno Ritter: Silêncio e trabalho em busca do sucesso

Volante vascaíno pensou em sair em 2017, mas deu a volta por cima em 2018

Com 1,84 e natural de Criciúma, Bruno Ritter foi contratado para a base vascaína no fim de 2016, após passagens pelo Criciúma e Internacional. Ele valoriza muito a experiência no colorado:

“Aprendi muito nesse período, saí bem cedo de casa e isso me ajudou muito a crescer, me deu muita experiência.”

Sua primeira temporada no Vasco foi a de 2017, mas ele quase não foi aproveitado. Isso se deve muito ao fato de duas grandes promessas estarem no Sub-20 naquele momento: Andrey e Bruno Cosendey eram os volantes titulares e considerados indiscutíveis pelo treinador e torcida.

“Foi um ano difícil, joguei pouco. Cheguei a pensar em sair do Vasco, mas sabia que tinha contrato longo (até final de 2019), e trabalhei forte para buscar meu espaço. Em 2018, joguei a Copa SP e consegui terminar o ano entre os profissionais.”

https://twitter.com/brunooritter/status/1039476062986690560?s=19

Na base, ele foi comandado por dois treinadores diferentes, Marcos Alexandre começou o ano, mas no decorrer da temporada, Marcos Valadares foi contratado para o seu lugar, após uma reformulação na base. Ele conta que o trabalho de ambos foi positivo e que sua relação era excelente com eles. Porém, pela lesão e suspensão de alguns zagueiros, Valadares precisou utilizá-lo como zagueiro. Ele falou sobre a experiência:

“Joguei a Copa do Brasil de zagueiro pelas ausências de jogadores da posição. Foi bom pra mim também, peguei mais tempo de bola, marcação, melhorei o posicionamento, foi uma experiência positiva.”

Pego de surpresa, Ritter foi escalado por Valentim como titular para o jogo contra o Cruzeiro, devido as inúmeras lesões dos volantes profissionais. O menino aprovou a estreia:

“Foi uma partida praticamente perfeita. Óbvio que sempre temos coisas pra melhorar, mas consegui exercer o que o treinador pediu. Infelizmente não consegui repetir contra o Sport, pelo excesso de confiança e também pela lesão que tive e que acabou impossibilitando que eu tivesse uma sequência.”

Fã de Casimiro e Busquets, Ritter se define como um autêntico primeiro volante: “Minha posição é aquela que joguei contra o Cruzeiro mesmo, Valentim me deu total liberdade pra escolher aonde jogar. Sou um primeiro volante, mas não sou bruto, tenho qualidade para fazer a saída de bola e boa visão de jogo. Preciso melhorar a minha chegada ao ataque e também saber diminuir mais os espaços do adversário.”

Totalmente adaptado ao clube e ao Rio de Janeiro, e até sendo reconhecido nas ruas pelos torcedores cruzmaltinos, o garoto aproveita o clima de ano novo, e projeta seu 2019: “Primeiramente fazer uma boa temporada para renovar meu contrato e fazer uma boa carreira no Vasco.”

Com a saída de Desábato para o futebol japonês, Bruno deve ter chance de mostrar seu valor e mira uma possível dupla com Andrey:

“Andrey joga demais! É um cara sensacional. Acho que daria muito certo, assim como no jogo contra o Cruzeiro. O torcedor pode esperar muita determinação e raça da minha parte. Vou trabalhar muito para conseguir meu espaço e ajudar ao Vasco. Espero uma temporada de títulos!”

Ricardo Leite

Sobre Ricardo Leite

Ricardo Leite já escreveu 25 posts nesse site..

Ricardo Leite é carioca de nascimento, tem 24 anos e mora em Rio das Ostras. Apaixonado por seu filho, Rafael, amante de análises táticas e vive futebol intensamente. Colunista no site do MWFutebol e treinador do Itaparica, em Macaé.

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