Brasileirão 2015: O que devemos esquecer:

Fim de ano chegando e mais um Campeonato Brasileiro se encerrou. Foram 380 jogos, 897 gols, média de 2,49 por jogo, e 7 meses de discussão se foi pênalti ou não. A edição de 2015 teve o Corinthians como o grande campeão. O clube paulista ganhou com 3 rodadas de antecedência, quebrou o recorde de pontos desde da era dos pontos corridos (81 pontos) e teve a maior média de público, com 34.149 pagantes. Olhando assim foi um bom campeonato; mas apenas para o Corinthians.

O nível técnico do campeonato piora a cada ano, o resultado disso foi a incessante briga contra o rebaixamento. Na ultima rodada eram 5 times brigando contra 3 vagas. Goiás, Vasco e Avaí acabaram entrando na indesejável vaga e se juntaram ao Joinville para a disputa da série B do ano que vem. O primeiro time fora da zona, o Figueirense, nem precisou dos 45 pontos que se calcula todo ano, com apenas 43 pontos conseguiu escapar. A disparidade é tanta que a diferença do campeão para o vice foi de 12 pontos!

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Eventos ruins não atraem público, com o futebol não é diferente. Com um nível técnico tão baixo e jogos sonolentos a média de publico do brasileirão não passa de 17.051 pagantes. A média de ocupação dos estádios é de apenas 40%. Quando se imaginou uma partida entre Santos e São Paulo ter público de pouco mais de 5 mil? Ou de um Fluminense e Vasco com pouco mais de 11 mil? Hoje um Fla-Flu com 25 mil pagantes é considerando um bom público. Tudo bem que os horários dos jogos e o preço dos ingressos não ajudam, mas o esporte mais popular do país deveria chamar mais atenção do público.

Além do baixo nível técnico e da falta de público, outra lembrança negativa fica por conta da arbitragem. Toda rodada havia um lance polêmico, em muitas delas pênaltis que envolviam lance de bola na mão. A nova determinação da FIFA, aliada ao despreparo e ao amadorismo dos árbitros, causaram atuações catastróficas. Resta aos torcedores rezar para que a temporada que vem os juízes estejam mais preparados.

Outro ponto negativo foi a dança dos técnicos. Nessa edição, apenas o campeão não demitiu seu treinador – Coincidência? . Foram 28 demissões de treinadores, muitos deles com passagens por 2 clubes. Sem continuidade no comando, mais difícil é para conquistar o titulo.

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Publico pequeno; falhas de arbitragem; baixou nível técnico e alta demissão de treinadores são algumas características do que foi o brasileirão 2015. Resta aos amantes do futebol torcer pela melhora do futebol e da arbitragem, além da mudança de filosofia dos clubes, dando continuidade ao trabalho. Assim, será possível atrair mais público. Por ora basta esperar ansiosamente pela edição de 2016.

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Sobre João Pedro Pinheiro

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Minha paixão por futebol começou já na barriga da minha mãe. Nasci no ano do tetra, 23 de Outubro de 1994, no mesmo dia que nasceu Pelé e meu ídolo Léo Moura. Aos 20 anos larguei a faculdade de arquitetura no meio do caminho para fazer o que eu amo, falar e debater sobre esportes. Atualmente, com 21 anos, estou cursando faculdade de jornalismo.

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João Pedro Pinheiro
Minha paixão por futebol começou já na barriga da minha mãe. Nasci no ano do tetra, 23 de Outubro de 1994, no mesmo dia que nasceu Pelé e meu ídolo Léo Moura. Aos 20 anos larguei a faculdade de arquitetura no meio do caminho para fazer o que eu amo, falar e debater sobre esportes. Atualmente, com 21 anos, estou cursando faculdade de jornalismo.

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