Boca Juniors vence Colón, adia decisão da Superliga Argentina e joga pressão no River Plate

- Em Santa Fé, Boca goleou o Colón por 4 a 0
Boca Juniors

River Plate campeão? Não. Pelo menos não neste final de semana. Em Santa Fé, o Boca Juniors goleou, por 4 a 0, o Colón, e adiou para última rodada a definição da Superliga Argentina. Os responsáveis pela postergação apareceram somente na etapa final. Marcaram, respectivamente, Pol Fernández, Eduardo Salvio, Carlitos Tevez e Ramón Ábila.

Com o resultado, o Boca empatou em pontos com o River na ponta da tabela, com 45 pontos. Assim, transferiu a pressão para o maior rival, que, neste sábado, às 19h40 (horário de Brasília), enfrentará o Defensa y Justicia, no Monumental de Núñez.

Além disso, vale ressaltar, o bom início de trabalho de Miguel Angel Russo. Desde que assumiu, no início do ano, o comando técnico do clube Xeneize, melhorou o desempenho da equipe em relação ao trabalho de seu antecessor, Gustavo Alfaro. Não à toa, em seis jogos, foram cinco vitórias, um empate, 15 gols marcados e apenas um sofrido.

Por outro lado, o Colón completou oito jogos sem vitórias. Sendo assim, estacionou na 22ª colocação, com 18 pontos, mesma posição na tabela de Promedios, algo que a rebaixaria neste momento à Primeira Nacional.

1ºTEMPO

A necessidade de ganhar fez com que o Boca Juniors se desorganizasse, deixando de lado a filosofia que vem sendo implantada por Russo. Afobados, os jogadores assistiram ao seu comandante sair uma, duas, três e até quatro vezes do banco de reservas pedindo calma.

Sem vencer haviam sete partidas e com o fantasma do descendo o assombrando, o Colón travava o máximo possível o jogo, afastando o Boca da meta defendida por Burián. Com uma segunda linha de cinco no meio-campo, bem compactada com a primeira, formada por quatro defensores, o técnico Diego Osella complicou a vida dos visitantes.

Além de limitar o raio de atuação de Pol Fernández e Carlitos, desconectava Sebastián Villa e Eduardo Salvio dos demais, isolando ambos os pontas. Por isso, durante toda a etapa inicial, o Boca chegou apenas em uma jogada de Villa, que, aos 45′, acabou carimbando a trave.

2ºTEMPO

Com o título em disputa, Russo não titubeou. Adiantou as linhas, fazendo com que o time alugasse o campo ofensivo. Desse modo, na primeira oportunidade em que a retranca do Colón foi quebrada, o Boca Juniors abriu o placar com Pol Fernández.

Atrás no marcador, os Sabaleros precisaram abdicar da proposta inicial. Assim, quando resolveram sair, o Boca soube aproveitar os espaços. Aliás, diga-se de passagem, após o tento, a equipe de Miguel Russo das partidas anteriores pôde ser reapareceu.

Mais associativo, Villa acionou o “modo Usain Bolt”, percorreu mais de meio campo e serviu Eduardo Salvio, que marcou pela terceira vez seguida. E, claro, na comemoração Toto fez mais uma referência ao anime “Dragon Ball”.

Mais próximo do arco rival, Carlitos, o artilheiro da Era Russo, com cinco gols, fez o terceiro.

Wanchoppe Ábila, em um bicicleta sensacional, botou números finais a partidas.

E AGORA?

Na última rodada, em La Bombonera, o Boca Juniors reencontrará um dos maiores ídolos de sua história: Diego Armando Maradona. No próximo domingo, 8, o Xeneize receberá o Gimnasia y Esgrima. Antes disso, na terça-feira, a equipe encara o Caracas, na Venezuela, na estreia da Copa Libertadores da América 2020.

Por sua vez, o Colón, também no domingo, viaja até Córdoba, onde duelará com o Talleres.

Imagem destacada: reprodução/Eduardo Toto Salvio

Pedro Ferri

Sobre Pedro Ferri

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Pedro Rodrigues Nigro Ferri, 19, nascido em Assis-SP. Jornalista em formação pela Faculdade da Cásper Líbero e um fiel devoto. Católico? Protestante? Não, corinthiano. Sou mais um integrante do bando de loucos e nunca me conheci sem essa doença. Frequentador de arquibancada, sou apaixonado por torcidas. Sabe aquela música do seu time? É, eu canto ela no chuveiro. Supersticioso ao extremo e disseminador da política "NÃO GRITA GOL ANTES DA BOLA ENTRAR!".

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Pedro Rodrigues Nigro Ferri, 19, nascido em Assis-SP. Jornalista em formação pela Faculdade da Cásper Líbero e um fiel devoto. Católico? Protestante? Não, corinthiano. Sou mais um integrante do bando de loucos e nunca me conheci sem essa doença. Frequentador de arquibancada, sou apaixonado por torcidas. Sabe aquela música do seu time? É, eu canto ela no chuveiro. Supersticioso ao extremo e disseminador da política "NÃO GRITA GOL ANTES DA BOLA ENTRAR!".

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