As razões para a demissão de Bruno Lage no Benfica

- Com novo revés na Ilha da Madeira, a permanência do treinador ficou insustentável
Bruno Lage no comando do Benfica (Foto: Reprodução / Filipe Amorim / Global Images)

Nesta segunda-feira (29), após novo revés, o segundo seguido, agora para o Marítimo, o técnico Bruno Lage, do Benfica, pediu demissão. Assim, algo que foi aceito de pronto pelo presidente Luis Filipe Vieira. Dessa forma, no ciclo de um ano e meio a frente dos Encarnados, o treinador foi campeão da Liga NOS em 2018/2019. No entanto, deixa as Águias na vice-liderança e distante de mais uma glória portuguesa. Logo, alguns fatores explicam a saída do mister, que já vinha tendo desgaste com a queda de rendimento desde antes da paralisação pela Covid-19.

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Assim, após um bem sucedido ano em 2018/2019, Bruno Lage iniciou a atual temporada respaldado pelo título nacional. Logo, os números traduziam a manutenção do trabalho, que já vinha com a conquista da Supertaça Cândido de Oliveira em cima do rival Sporting. Além disso, iniciou bem a Liga NOS com uma liderança confortável frente o Porto e a sensação Famalicão. No entanto, na virada do ano, o rendimento em 2020 caiu e os Dragões passaram a diminuir rapidamente a diferença, ao ponto de pouco antes da paralisação, já ocuparem o topo da tabela.

Ainda em 2019, veio a eliminação ainda na fase de grupos da Liga dos Campeões e nova queda precoce na Europa League, que agravou o cenário de instabilidade que já existia na competição nacional. Apesar disso, os primeiros sinais de desgaste já eram sentidos no inicio da temporada, em julho/agosto, quando a diretoria adiava para renovar o contrato do treinador. Assim, algo que só se concretizou depois que o Benfica melhorou na Champions League, mas já próximo ao final do ano. Logo, as quedas inesperadas nos torneios internacionais trouxeram à tona as diferenças entre direção e técnico.

BENFICA NO PÓS-PANDEMIA

Apesar da perda de rendimento antes da paralisação, onde nos últimos oito jogos tinha vencido apenas um, a pandemia acabou por fazer esquecer as dificuldades. Isso porque, com a volta aos jogos, se buscava uma renovação de desempenho. Algo que não aconteceu. Logo no primeiro confronto, com o empate frente o Tondela, um grupo de torcedores apedrejou o ônibus do Benfica e pichou as casas de jogadores e do técnico Bruno Lage. Dessa forma, instaurando o clima de frieza entre torcida e Lage, entre o treinador e jogadores e, pior, entre o mister e a diretoria.

Após o jogo, o presidente Luis Filipe Vieira fez duras críticas ao elenco, que não aceitou de bom grado. Entre as alegações do mandatário estava a falta de vontade e entusiasmo do grupo à conquistar mais um título nacional. Logo, isso gerou descontentamento entre os jogadores, que se sentiram injustiçados, pois estariam a cumprir todas as ordens do treinador. Enquanto isso, internamente, já vinha relatos que a diretoria estava à procura de um novo técnico, inclusive, tendo Jorge Jesus, do Flamengo, como favorito. Por fim, as duas derrotas seguidas, para Santa Clara e Marítimo, sendo aquela a primeira na história do confronto, selaram a queda de Bruno Lage.

BUSCA PELO SUBSTITUTO DE BRUNO LAGE

Agora, o Benfica está a seis pontos do Porto na vice-liderança e começa a ter chances remotas de título, já que os Dragões levam a vantagem no desempate em pontos. Nesse cenário, quem deve comandar os Encarnados até o fim da temporada e tentar um milagre é o auxiliar Nélson Veríssimo, que já treinou a equipe hoje. No entanto, outro nome que surge é do técnico do Benfica B, Renato Paiva. Enquanto isso, os Encarnados buscam um novo comandante e tem em Pochettino a bola da vez, que ficou de responder ao contato ainda nesta data. Por fim, o novo treinador ainda terá a missão de recuperar a equipe à tempo da final da Taça de Portugal contra o Porto.

Foto destaque: Reprodução / Filipe Amorim / Global Images

Ricardo do Amaral

Sobre Ricardo do Amaral

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"Alvíssaras! Sou Ricardo Accioly Filho, pernambucano de 27 anos, advogado e estudante de jornalismo pela Uninassau. Tenho como mote que “no futebol, nunca serão apenas 11 contra 11”; é arte, é espetáculo, humanismo, tem poder de mover multidões e permitir ascensões sociais. Como paixão nacional do brasileiro, o futebol me acompanha desde cedo, entretanto como nunca tive habilidade para praticá-lo, busquei associar duas vertentes de minha vida: o prazer pela leitura e o esporte bretão. Foi nesse diapasão que encontrei no jornalismo esportivo o elo de ligação que me leva a difundir e informar o que, nas palavras de Steven Spielberg, é o “mais belo espetáculo de imagens que já vi”."

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"Alvíssaras! Sou Ricardo Accioly Filho, pernambucano de 27 anos, advogado e estudante de jornalismo pela Uninassau. Tenho como mote que “no futebol, nunca serão apenas 11 contra 11”; é arte, é espetáculo, humanismo, tem poder de mover multidões e permitir ascensões sociais. Como paixão nacional do brasileiro, o futebol me acompanha desde cedo, entretanto como nunca tive habilidade para praticá-lo, busquei associar duas vertentes de minha vida: o prazer pela leitura e o esporte bretão. Foi nesse diapasão que encontrei no jornalismo esportivo o elo de ligação que me leva a difundir e informar o que, nas palavras de Steven Spielberg, é o “mais belo espetáculo de imagens que já vi”."

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