Argentina e Japão ficam sem marcar, mas Las Pibas conquistam feito histórico na Copa do Mundo

Partida mais fraca tecnicamente da Copa do Mundo Feminina termina com Argentina conquistando seu primeiro ponto na competição

Encerrando a 1ª rodada do Grupo D, Argentina e Japão empatam por 0 x 0, na tarde de segunda, no estádio Parc des Princes, em Paris. Pode-se dizer que, até agora, essa foi a partida tecnicamente mais fraca de toda a competição. Um jogo de Força x Técnica, onde a força se sobressaiu e anulou 100% a habilidade japonesa, que deixou a desejar em campo. Argentina, que adotou a retranca do 4-5-1, fez o dever de casa, segurando o Japão, que tem um título mundial (2011) e um vice-campeonato (2015), e conquistando seu primeiro ponto em Copa do Mundo. Com esse resultado, Argentina e Japão dividem o 2º lugar da Chave D, atrás da Inglaterra que venceu a Escócia, nesse domingo (9), por 2 x 1.

1º TEMPO

Apesar da maior posse de bola ser do Japão, além de maior precisão nos passes, os primeiros 45′ foram de dificuldades para ambos os lados. As asiáticas pressionavam, mas sem objetividade e com problema de penetração no sistema defensivo adversário. Já as sul-americanas se contentavam com o jogo morno no contra-ataque. O trunfo das argentinas foi a marcação em cima, principalmente pelo meio, obrigando as japonesas a atacarem pelas laterais, embora sem eficiência.

Las Pibas buscavam jogadas com a meia Banini, que foi escalada na direita, mas por sua qualidade e versatilidade, a craque do time, em muitas vezes, aparecia pela esquerda. Uma curiosidade do primeiro tempo foi que quem mais fez falta foi a Sole Jaimes, atacante da Seleção Argentina. Se ela não concretizasse uma finalização ou não chegasse a tempo na jogada, não perdia a viagem.

2º TEMPO

No início da última etapa, mais uma vez, a atitude e postura da Argentina era totalmente defensiva, ao mesmo tempo que dificultava os espaços para o Japão abdicava totalmente de avançar. Aos 4′, Yokoyama chutou de fora da área, Correa espalmou, Susawa pegou a sobra e finalizou sem perigo por cima do gol. Faltava repertório para as japonesas. Após o cruzamento de Shimizu, que vinha em velocidade pela direita, aos 10′, Hasegawa recebeu na área e finalizou de perna esquerda, para fora. Foi a maior chance de abrir o placar até então.

Todas as oportunidades que Las Pibas tinham de atacar, passavam por Banini, e, aos 19′, de um contra-ataque, a meia lançou para Sole Jaimes, que limpou a marcação, mas foi travada na finalização. Aos 22′, Bonsegundo também tentou avançar num contra-ataque, era a primeira vez em toda a partida em que as argentinas trocavam passes no ataque.

A partir daí, a atmosfera do jogo mudou, era um segundo tempo com mais agilidade e intensidade, a parte disciplinar das albicelestes era impecável. Entraram em jogo com o objetivo de não perder e dentro das suas limitações técnicas, e na dependência de uma atleta, foram extremamente competentes. Ótima leitura de jogo das Hermanas. Nos acréscimos, o Japão pressionou mais e chegou foi com perigo pela esquerda, cruzou a bola na área e Hasegawa chegou na segunda trave para concluir. Correa, bem posicionada, defendeu e salvou a Argentina.

E AGORA?

Próximos confrontos do grupo D estão marcados para sexta-feira, às 10h, com o embate entre Japão x Escócia, em Rennes, e, às 16h (horário de Brasília), a Inglaterra, que está na cabeça do grupo e é uma das favoritas ao título, enfrentará a Argentina, no Stade Océane, em Le Havre.

 

Raisa Guglielmi

Sobre Raisa Guglielmi

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Meu nome é Raisa Cavalcanti Guglielmi, 28 anos, nascida em Criciúma-SC e residente em João Pessoa-PB desde os 8 anos de idade. Bacharel em Física pela Universidade Federal da Paraíba, onde, na época, estudei na Universidade de Oslo (Noruega) por um ano. Ano passado, após uma grande repercussão de uma história de amor com o Cruzeiro Esporte Clube, em que vendi diversas coisas para ir à final da Copa do Brasil, no Mineirão, fui chamada para participar de um programa de futebol em uma TV local e, a partir daí, começou a despertar dentro de mim uma paixão pelo Jornalismo Esportivo, unindo ao fato de que jogava futebol desde criança, o que já me aproximava bastante dos esportes. Hoje sou estudante de jornalismo e a cada dia mais encantada pela área. Espero vir a somar à equipe e, principalmente, apoiar e dar visibilidade às minorias.

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Meu nome é Raisa Cavalcanti Guglielmi, 28 anos, nascida em Criciúma-SC e residente em João Pessoa-PB desde os 8 anos de idade. Bacharel em Física pela Universidade Federal da Paraíba, onde, na época, estudei na Universidade de Oslo (Noruega) por um ano. Ano passado, após uma grande repercussão de uma história de amor com o Cruzeiro Esporte Clube, em que vendi diversas coisas para ir à final da Copa do Brasil, no Mineirão, fui chamada para participar de um programa de futebol em uma TV local e, a partir daí, começou a despertar dentro de mim uma paixão pelo Jornalismo Esportivo, unindo ao fato de que jogava futebol desde criança, o que já me aproximava bastante dos esportes. Hoje sou estudante de jornalismo e a cada dia mais encantada pela área. Espero vir a somar à equipe e, principalmente, apoiar e dar visibilidade às minorias.

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