Argentina consegue empate emocionante e precisa de milagre para seguir no Mundial Feminino

As escocesas abrem 3, mas argentinas reagem e arrancam empate nos acréscimos, com auxílio do VAR e futuro na competição depende de resultados dos grupos E e F

Quarta-feira (18) agitadíssima de gols no estádio Parc des Princes, na capital francesa. Fechando a fase de grupos da Copa do Mundo de Futebol Feminino, as lanternas do grupo D, Escócia e Argentina, se enfrentaram na obrigação dos três pontos e de olho no saldo de gols. As escocesas abriram o placar no 1º tempo com a Little e os outros cinco gols da partida foram durante a última etapa. Beattie, Cuthbert, Menendez e Bonsegundo duas vezes culminaram no empate por 3 x 3, bastante suado, com interferência do VAR e choro de ambas as equipes no final.

1º TEMPO

Nos 10′ iniciais, a Escócia vinha com uma postura mais ofensiva e a Argentina tentava jogar nos contra-ataques e lançamentos longos, mas logo depois a partida foi equilibrada. Aos 17′, Bonsegundo cruzou da esquerda para a pequena área. Larroquete cabeceou no travessão e no rebote Sole Jaimes chutou, mas a goleira Alexander foi bem na bola. Foi o primeiro lance de perigo, a Argentina parecia mandar no jogo.

Apenas um minuto depois, aos 18′, as escocesas abriram o placar com Little, após bela jogada da atacante Cuthbert, que chegou na área e finalizou. Correa defendeu, a bola voltou para a atacante que cruza para Little completar sem dificuldades. Enquanto a Argentina demonstrava uma visível queda de rendimento e dificuldades de criação, onde não se via Banini e Bonsegundo tabelando. A Escócia começava a intensificar seu ataque optando por jogadas, em velocidade, do meio para a ponta direita, com Cuthbert e Evans. O placar de 1 x 0 foi administrado sem sufoco até o apito final.

2º TEMPO

Na volta do jogo, parecia que as escocesas faziam um jogo e as argentinas, outro. As estreantes na Copa vinham muito mais leves desde o final da primeira etapa, as sul-americanas estavam fisicamente mais frágeis e fazendo escolhas equivocadas. Já aos 3′, após cobrança de escanteio, Larroquete cabeceou errado no pé da Little, que passou para Weir e cruzou da direita, sobrando para Beattie cabecear livremente, 2 x 0 para a Escócia num erro de marcação da Barroso e da Bravo. Era hora de mexer no time e Carlos Borrello não hesitou em tirar a craque Banini, que não conseguia criar, para colocar Menendez.

Aos 22′ a Escócia chegou com perigo, Cuthbert passou pelas zagueiras adversárias e finalizou para ótima defesa de pé esquerdo da Correa, mandando para escanteio. Após a cobrança pela direita, Crichton cabeceia, Correa desviou, a bola tocou na trave e Cuthbert pegou a sobra, ampliando o placar para 3 x 0. Quando tudo parecia perdido para a Argentina e mais próxima a classificação das escocesas – apesar de dependerem de saldo de gols de outras equipes – Borrello faz sua segunda substituição, colocando Ippolito no lugar da centro-avante, Jaimes.

E não é que as substituições surtiam efeito?! O primeiro gol argentino nessa competição sai aos 28′, justamente de uma jogada entre as duas que vieram do banco. Ippolito puxa contra-ataque pelo meio e encontra Menendez na cara do gol, que diminui para as hermanas, um bonito gol. A reação argentina segue firme e aos 33′, depois de saída errada da Escócia, Bonsegundo, oportunista, fica com a bola, gira e dá um belo chute. Por poucos centímetros a bola entra após bater no travessão. A diferença diminui para 3 x 2.

As escocesas começam a ficar nervosas em campo, são advertidas com dois cartões amarelos e a técnica Shelley Kerr faz dois alterações. Aos 42‘, Cometti recebeu na área e sofreu falta da recém-entrada Howard. As argentinas pedem pênalti, árbitra norte-coreana checa o VAR e confirma. Bonsegundo bateu e perdeu, mas o VAR mandou voltar, pois a goleira Alexander se adiantou. Na segunda oportunidade, Bonsegundo carimbou o gol aos 48′ e apesar das jogadoras ficarem insatisfeitas e reclamarem com o pouco acréscimo dado por ter sido todo usado durante o lance do pênalti, na checagem de VAR, de nada adianta e a partida termina em 3 x 3.

E AGORA?

A Escócia encerra sua passagem pela Copa do Mundo da França, visto que só fez um ponto na fase de grupos. Embora tenha sido estreante na competição, conseguiu marcar em todos os jogos, inclusive contra seleções como Inglaterra e Japão. A Argentina, apesar de quase impossível, ainda sonha em avançar às oitavas de final pela primeira vez em Copas do Mundo. Conseguirá tal feito se Camarões x Nova Zelândia e Tailândia x Chile empatarem. Até aqui, segurou o empate contra o Japão e por pouco também não parou as inglesas. Foi um grande e notável avanço das hermanas na sua história do futebol feminino. ¡NO ESTÁ MUERTO QUIEN PELEA!

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Raisa Guglielmi

Sobre Raisa Guglielmi

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Meu nome é Raisa Cavalcanti Guglielmi, 28 anos, nascida em Criciúma-SC e residente em João Pessoa-PB desde os 8 anos de idade. Bacharel em Física pela Universidade Federal da Paraíba, onde, na época, estudei na Universidade de Oslo (Noruega) por um ano. Ano passado, após uma grande repercussão de uma história de amor com o Cruzeiro Esporte Clube, em que vendi diversas coisas para ir à final da Copa do Brasil, no Mineirão, fui chamada para participar de um programa de futebol em uma TV local e, a partir daí, começou a despertar dentro de mim uma paixão pelo Jornalismo Esportivo, unindo ao fato de que jogava futebol desde criança, o que já me aproximava bastante dos esportes. Hoje sou estudante de jornalismo e a cada dia mais encantada pela área. Espero vir a somar à equipe e, principalmente, apoiar e dar visibilidade às minorias.

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Meu nome é Raisa Cavalcanti Guglielmi, 28 anos, nascida em Criciúma-SC e residente em João Pessoa-PB desde os 8 anos de idade. Bacharel em Física pela Universidade Federal da Paraíba, onde, na época, estudei na Universidade de Oslo (Noruega) por um ano. Ano passado, após uma grande repercussão de uma história de amor com o Cruzeiro Esporte Clube, em que vendi diversas coisas para ir à final da Copa do Brasil, no Mineirão, fui chamada para participar de um programa de futebol em uma TV local e, a partir daí, começou a despertar dentro de mim uma paixão pelo Jornalismo Esportivo, unindo ao fato de que jogava futebol desde criança, o que já me aproximava bastante dos esportes. Hoje sou estudante de jornalismo e a cada dia mais encantada pela área. Espero vir a somar à equipe e, principalmente, apoiar e dar visibilidade às minorias.

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