Ana Lorena, coordenadora de futebol da Ferroviária: “Continuar no topo é muito difícil”

Entrevista exclusiva com a coordenadora do time campeão brasileiro feminino, contando detalhes que fizeram a equipe chegar ao posto mais alto do país
Ana Lorena, coordenadora de futebol da Ferroviária: "Continuar no topo é muito difícil"

Trabalhos bem feitos no futebol muitas vezes não tem o reconhecimento necessário. No Brasil, então, nem se fala. Entretanto, o da Ferroviária precisa ser comentado, discutido e aplaudido. Mesmo com todas as dificuldades e perrengues que o Futebol Feminino passa, elas mostram que as mulheres podem chegar longe, com empenho, esforço e dedicação. O Futebol na Veia entrou em contato com a Ana Lorena Marche, coordenadora de futebol da equipe feminina da Ferroviária, para conhecer um pouco mais do projeto das campeãs brasileiras.

Bate-papo exclusivo com Ana Lorena

Conte um pouco mais do projeto da Ferroviária:

“A Ferroviária, surgiu em 2001, em parceria com a prefeitura e ela usava muito o nome da Ferroviária. Porém, era mais gerida pela secretaria de esportes de Araraquara. Entretanto, a partir de 2017, ela entrou e começou a ser comandada pela ferroviária também ou seja uma parceria com ambas as partes. A vinda pra dentro do clube veio principalmente para que se profissionalizasse o futebol feminino dentro dela. Assinando a carteira com as meninas, pudéssemos ter uma comissão técnica, toda dentro, hoje em dia possui uma gestão compartilhada com o masculino. Onde toda a estrutura, departamento médico, análise e desempenho, marketing, mesmos assessores, diretoria, então a gente tem o departamento de futebol Feminino muito bem estabelecido lá dentro com base e profissional Masculino. Aliás, temos um clube muito bem integrado em todas as áreas, ou seja, a gente faz parte de todas as estruturas”.

Qual o principal desafio da equipe no momento, para se manter no topo? 

“Principal desafio é continuar no topo. Principalmente com um orçamento muito menor em relação a Corinthians, Santos, a gente tem esse orçamento menor. Como que a gente vai fazer isso? Profissionalizando, as meninas, com estrutura, sendo um clube formador. Entretanto, a Ferroviária tem esse DNA e pretende continuar assim, formando suas próprias garotas para tentar competir, principalmente financeiramente. Formamos nossas próprias atletas. Utilizando de clube formador, alguns recursos jurídicos pra conseguir formar essas atletas. Aliás, continuar no topo é muito difícil então para isso vamos ter que profissionalizar toda a estrutura, logística e ser o melhor possível, principalmente enfatizar os recursos humanos para ter melhor pessoas formadas”.

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Como funciona o trabalho entre a base e o profissional da equipe?

“Antes de mais nada, como é um projeto vinculado por muito tempo e ainda é pela prefeitura. Dessa forma, nós temos as escolinhas de bairros que são desenvolvidas pela secretaria, elas acontecem em bairros de baixa renda e tem um campo principal que acontece os finais de semana, escolinhas para as meninas de 8-12 anos. Além disso, temos às categorias de base Sub- 15 e 17. Basicamente fundidos o Sub-17, temos algumas meninas ali de 14, 15 anos, que treinam antes e tem as mais velhas que treinam já para o Sub-17 que disputa o paulista e o Brasileiro Sub – 18, essa é a categoria de base, onde nós já tivemos várias meninas convocadas para as seleções de base e muitas das que estão na principal já passaram por aqui. Em suma, um trabalho muito bem feito. Aliás, 40% do nosso elenco principal vem da base”.

Qual a sua perspectiva a respeito do futuro do futebol Feminino?

“A princípio, vejo o futuro do Futebol Feminino muito positivo, estamos vendo crescer,  a visibilidade de termos chegado a final, muitos meios de comunicação vieram atrás, fazer matéria, saber história, então isso já mostra o quanto estamos crescendo, tendo visibilidade e tendo o retorno, aumentando o patrocínio por conta de toda essa visibilidade, não tem como. Dessa forma, Acabamos, tendo esse retorno de patrocínios, eles querendo e expondo suas marcas. Assim, o Futebol Feminino virou um mercado o que é muito positivo, só assim, fazendo girar dinheiro, tendo essa visibilidade é que vamos conseguir ter essa estrutura melhor para as meninas, profissionalizar todas elas, é isso que a gente precisa. Por isso, vejo com bons olhos tudo que tá acontecendo, lógico, ainda mais, com essa Copa do Mundo que foi um diferencial. Afinal, temos boas audiências, as pessoas querendo assistir e consumir, então com isso vamos ter marcas e dinheiro melhorando cada vez mais a modalidade”.

Foto destaque: Instagram/Ana Lorena Marche

Gilvan Junior

Sobre Gilvan Junior

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Gilvan Junior, 20 anos, natural de Feira de Santana, estudante de jornalismo pela FAT. Desde pequeno, meu principal assunto era o esporte. Sempre acompanhado programas, sites, etc. Decidir, partir pra área que me dará a oportunidade de viver daquilo que mais amo. O futebol.


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