Allez Les Bleus! Em jogo com seis gols, França bate Croácia e é bicampeã da Copa do Mundo

Franceses se aproveitam de cansaço croata no segundo tempo e deslancham; já a equipe do leste europeu encerra o torneio com sua melhor participação na história

O sonho se tornou realidade! Hoje (15), no Estádio Olímpico Lujniki , em Moscou, mais um capítulo foi escrito na história das Copas do Mundo. Melhor para a França, que, com o placar de 4 x 2 em cima da Croácia, conquistou seu segundo título no torneio e poderá colocar mais uma estrela dourada acima de seu escudo. Já os croatas, visivelmente cansados devido às três prorrogações que tiveram de enfrentar, tentaram como puderam, mas não conseguiram sequer estar à frente no marcador. Isso não apaga, no entanto, a excelente campanha da seleção do leste europeu, que chegou à sua primeira final na competição. Na cerimônia de encerramento, Ronaldinho Gaúcho, campeão em 2002 com o Brasil, deu o ar da graça na grande festa na Rússia.

1º TEMPO

A grande final começou bem pegada, com as equipes se estudando e tentando buscar brechas na defesa adversária. No primeiro lance de maior perigo, veio um castigo imerecido para Mandzukic. Aos 17 minutos, Griezmann recebeu de Pavard e, ao sentir a chegada de Brozovic, se jogou no chão. O árbitro, ludibriado pelo camisa 7 francês, marcou a falta. Na cobrança, o herói da classificação croata contra a Inglaterra tentou afastar o perigo, mas mandou contra o próprio patrimônio. 1 x 0 para a França no fundamento que tem sido decisivo no torneio: a bola parada. Foi o único gol contra em uma final de Copa até aqui.

A resposta croata veio aos 27′. Após nova cobrança de falta, o zagueiro Vida ajeitou para o destaque Perisic. O camisa 4 dominou, limpou Kanté da marcação e bateu de canhota no canto esquerdo de Lloris. 1 x 1 e grande euforia dos torcedores em Moscou.

Aos 35′, foi a vez do VAR entrar em ação. Após cobrança de escanteio, a bola bateu na mão de Perisic e saiu. Com muita reclamação por parte dos franceses, o árbitro foi checar e, depois de certa demora, confirmou o pênalti a favor dos azuis. Na cobrança, Griezmann deslocou o goleiro Subasic e colocou a França novamente e vantagem. 2 x 1 e outro gol em bola parada. Foi a primeira participação do recurso de vídeo na história das Copas.

O jogo se arrastou até os minutos finais com as equipes tentando se sobressair na parte tática imposta pelos seus treinadores, mas de nada adiantou. O placar da etapa inicial terminou com empate e promessa de um grande segundo tempo.

2º TEMPO

Como foi dito, a Croácia chegou à final após três prorrogações na fase de mata-mata. São 90 minutos jogados, praticamente um jogo a mais que os franceses, que decidiram suas classificações ao longo do torneio no tempo regulamentar. E parece que o desgaste físico prejudicou o desempenho croata.

Apesar de ter dado o primeiro susto da partida, aos dois minutos, em batida de Rebic para a defesa de Lloris, a Croácia acusou o golpe do condicionamento físico. Quatro minutos depois, Mbappé recebeu de Pogba e partiu pra cima de Vida. O beque bem que tentou alcançar o jovem de 19 anos, mas o atacante foi mais rápido. Chegando à pequena área, chutou para a grande defesa de Subasic com os pés.

A partir dos 13 minutos, o que se viu foi o bicampeonato francês se confirmar. Mbappé fez boa jogada pela direita e cruzou para Griezmann dominar e ajeitar para Pogba finalizar. Na primeira tentativa, o camisa 6 bateu de direita, mas foi travado. No rebote, dessa vez de canhota, não perdoou e colocou no canto de Subasic, que nada pôde fazer. 3 x 1.

Se faltava o dele, não falta mais. Aos 19′, de fora da área, Mbappé bateu de direita, no canto de Subasic, anotando o quarto gol francês e praticamente fechando o caixão croata. 4 x 1.

O goleiro Lloris até tentou colocar ânimos novos à partida. Aos 23′, em tentativa de drible em cima de Mandzukic, o arqueiro acabou entregando a paçoca para o artilheiro, que não perdoou. 4 x 2 e um esboço de reação do time croata. Foi a primeira vez desde 1958 que uma final contou com seis gols nos 90 minutos de jogo.

O duelo em clima de revanche pela semifinal de 1998 se arrastou pelos minutos finais com certa insistência por parte da Croácia, mas o desgaste físico era grande, mesmo para um time que se mostrou guerreiro na competição. Já a França somente tratou de assegurar o seu bicampeonato. E os gritos de “olé” que permeavam o Estádio Olímpico Lujniki desde os 28 minutos se transformaram em mais festa quando, aos 50′, o árbitro encerrou a partida. Segundo título na galeria dos Les Bleus, igualando-se a Argentina e Uruguai, que enfrentou nas oitavas e quartas, respectivamente.

TERCEIRA FINAL EM VINTE ANOS

Na última quinta-feira (12), a França celebrou os vinte anos da primeira e, até então, única conquista de título mundial. À época, venceu o Brasil de Ronaldo por 3 x 0, gols de Zidane, duas vezes, e Petit. Duas décadas mais tarde, mais uma estrela é colocada na camisa acima do escudo francês.

ZAGALLO, BECKENBAUER, E… DESCHAMPS!

Com a conquista à beira do gramado, o técnico francês Didier Deschamps, campeão mundial em 1998 como capitão, escreve seu nome na história com o título conquistado em Moscou. Ele, agora, pertence a um seleto grupo de ex-jogadores que conquistaram o mundo atuando e treinando. Os outros são Zagallo e Beckenbauer. Enquanto o brasileiro detém os títulos de 1958 e 1962 como atleta e 1970 como treinador, o alemão repetiu a dose sendo vencedor no campo em 1974 e à beira do gramado em 1990.

OS PRÊMIOS DOS MELHORES

Camisa 10 da histórica campanha croata em Copas, Luka Modric foi escolhido pela FIFA como o craque do torneio. Já o campeão Mbappé, de apenas 19 anos foi eleito a revelação da competição. O belga Courtois, que conquistou o terceiro lugar contra a Inglaterra, foi nomeado o melhor goleiro. Já o atacante Griezmann foi designado como o melhor jogador da partida. Por fim, o atacante inglês e quarto lugar Harry Kane encerrou a melhor participação de seu país desde 1990 como o artilheiro da competição, com seis gols.

https://twitter.com/FIFAWorldCup/status/1018546521501925377

SUPREMACIA EUROPEIA

Desde a Copa de 1962, com o título do Brasil no Chile, o torneio sempre revezou entre o continente campeão. Sul-americanos e europeus alternavam entre si quem era o grande vencedor, mas, de 2006 pra cá, isso mudou. O que se vê é um grande predomínio da Europa, começando pela Itália no ano citado, passando pela Espanha em 2010, Alemanha em 2014 e agora a França em 2018.

E AGORA?

Com o título, a França conquistou o bicampeonato. Os franceses ainda tinham o vice de 2006, quando perdeu para a Itália. Já a Croácia conseguiu sua melhor campanha na história. Até aqui, o desempenho máximo dos croatas tinha sido o terceiro lugar em 1998, na Copa da França.

MELHORES MOMENTOS

Sobre Samuel Lima

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"O garoto que gostava de ficar na banheira quando jogava bola na 4ª série cresceu. A partir da 6ª série, passou a elaborar as jogadas, a ter uma melhor visão de jogo, uma melhor visão de mundo. A vida de jogar bola parou há algum tempo, mas a visão de jogo permanece. E é essa mesma visão que ajudará esse jovem de 21 anos a elaborar as ideias relacionadas a esse esporte que está muito além das quatro linhas convencionais de um campo de futebol. Da minha querida Inácio Monteiro para o mundo da bola, com prazer, Samuel!"

Samuel Lima
"O garoto que gostava de ficar na banheira quando jogava bola na 4ª série cresceu. A partir da 6ª série, passou a elaborar as jogadas, a ter uma melhor visão de jogo, uma melhor visão de mundo. A vida de jogar bola parou há algum tempo, mas a visão de jogo permanece. E é essa mesma visão que ajudará esse jovem de 21 anos a elaborar as ideias relacionadas a esse esporte que está muito além das quatro linhas convencionais de um campo de futebol. Da minha querida Inácio Monteiro para o mundo da bola, com prazer, Samuel!"

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