Alibaba investirá R$ 550 milhões no futebol feminino da China

Gigante varejista vai doar dinheiro na formação de atletas e no desenvolvimento da Seleção Feminina da China
Alibaba vai investir no futebol feminino da China

Recorde de audiência em Copas do Mundo (12 milhões de telespectadores, segundo dados da FIFA) quando foi país-sede em 2007, a China deve ter um alto investimento em seu futebol feminino nos próximos 10 anos. Isso porque o varejista de comércio eletrônico, Alibaba, tem interesse em injetar parte de sua bolada no futebol feminino do país. Além disso, o Alipay, braço de pagamentos online do Alibaba (que também é dono de sites como o AliExpress), anunciou que vai doar 1 milhão de yuans (aproximadamente 145 milhões de dólares ou R$ 552 milhões) para o desenvolvimento da modalidade praticada por mulheres.

De acordo com a própria assessoria da empresa, a Fundação Alipay, Fundação Jack Ma, Joe Tsai Foundation (PRC), enfatizaram que o dinheiro será destinado a tornar o futebol “mais sustentável e acessível para meninas e mulheres em todo o país”. A empresa reiterou que o valor se trata de fato de uma doação, e não de um patrocínio. Desta forma, não vem com contrapartidas como anúncios no uniforme ou nos jogos. Com isso, o dinheiro será gerido pela Confederação Chinesa de Futebol, em conjunto com a Fundação Alipay e afins.

“Tornar o futebol mais sustentável e acessível para meninas e mulheres em todo o país”

A iniciativa foi do magnata chinês Jack Ma, proprietário do Alibaba. O mercado chinês vem crescendo com o passar dos anos, principalmente no futebol masculino. As bombadas propostas por craques em final de carreira foram os primeiros passos. Porém, posteriormente começaram a apostar em jovens estrelas e a Superliga Chinesa foi se fortalecendo cada vez mais. Por outro lado, a Seleção Masculina da China ainda não obteve grande feitos. Assim, o próximo passo é investir na naturalização de jogadores brasileiros. Contudo, a seleção feminina tem outro feito, até notórios, apesar de aparentar serem desconhecidas.

Seleção Feminina Chinesa

As meninas da China colecionam muitos títulos na história. A começar pela Copa da Ásia Feminina, da qual venceram oito vezes: 1986, 1989, 1991, 1993, 1995, 1997, 1999 e 2006. Também venceram a Universíade, evento multidesportivo internacional, organizado para atletas universitários pela Federação Internacional do Desporto Universitário (FISU). O nome é uma combinação das palavras Universidade e Olimpíada aludindo aos Jogos Olímpicos. A Universíade é muitas vezes referida, em inglês, como “World University Games” ou “World Student Games”. A medalha de ouro foi em 1993.

Mas desde de 2006 não conquistaram mais títulos e vivem numa escassez. Mas já haviam garantido grande campanhas de amplo reconhecimento mundial. Na Copa do Mundo de Futebol Feminino de 1995, ficaram no 4º lugar. Na Copa seguinte, em 1999, foram vice-campeãs. Assim, começaram a marcar o nome na história. Bem como nos Jogos Olímpicos. Foram medalha de prata em 1996. Na Copa do Mundo de Futebol Feminino Sub-20, levaram o 2º lugar em 2004 e 2006. Novamente na Universíade, prata em 2005 e bronze em 2003.

INVESTIMENTO NO FUTEBOL

Não será a primeira vez que o Alibaba e o Alipay relacionam suas marcas ao futebol. Em novembro passado, fizeram um acordo de patrocínio de 200 milhões de euros com a UEFA para ser a empresa de pagamentos oficial nos torneios organizados pela entidade. Contudo, será a primeira relação direta com o futebol feminino. A empresa já investiu no heptacampeão chinês, Guangzhou Evergrande, que contou com diversas estrelas brasileiras nestas conquistas. Inclusive o técnico pentacampeão da Copa do Mundo e atualmente treinador do Palmeiras, Luiz Felipe Scolari, o Felipão, foi tricampeão chinês e campeão da Champions Ásia pelo clube.

O investimento se justifica pelo fato da China ser o país mais populoso do mundo, atualmente com cerca de 1.4 bilhão de pessoas. A Copa na China ainda é recordista de audiência, batendo os 8,5 milhões de 2015, no Canadá, e 1,5 milhão, na Alemanha, em 2011. Isto posto, as empresas devem “direcionar” o dinheiro que será usado para algumas “áreas chave”. Os fundos seriam atribuídos para melhorar o desenvolvimento de jovens jogadoras, o treinamento de técnicos (conhecido como coaching), bem como o bem-estar dos profissionais aposentados, além do fortalecimento da Seleção Chinesa Feminina. E o futebol vem crescendo no país. Na Copa do Mundo masculina do ano passado, a China foi o país com maior número de telespectadores, com 250 milhões de pessoas assistindo (20% da população do país), ainda que a seleção masculina nem sequer tenha se classificado.

Eric Filardi

Sobre Eric Filardi

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Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova se anseia. Bem-vindo ao melhor site de futebol. Bem-vindo ao Futebol na Veia. Sou Eric Filardi, paulistano de 25 anos, jornalista de formação e apaixonado por futebol.Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, sou Peixe, sou Palestra e sou Timão. Sou da Colina, Botafogo, sou Flu e sou do Mengão. Sou Brasil, sou Hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 a 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões, sou Clássico das Multidões. Sou sul, sou nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, sou Raposa, sou Bavi e sou Grenal. Sou Ásia, sou África, sou Barça e sou Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas, que o estádio incendeia, sou Futebol na Veia.

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