Ah, a nostalgia…

O técnico Siniša Mihajlović foi demitido na tarde desta segunda feira pela diretoria do Milan. Com isso, em menos de três anos, os rossoneros chegam ao quinto técnico à frente da equipe.  O atual momento do Milan, que não se restringe apenas à atual temporada, faz com que o torcedor tenha saudades da época de ouro da equipe italiana, que hoje dá sinais de estar em outro patamar, muito longe do glamour existente por de trás do futebol italiano. 
 
É verdade que o nível do futebol italiano caiu como um todo. Mas é do conhecimento de todos que o time do Milan era um dos mais fortes de todo o futebol mundial. Entre os anos de 2007 e 2010, os rossoneros puderam montar uma equipe com Dida, Cafu, Nesta, Maldini, Pirlo, Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Seedorf, Shevchenko, Ibrahimovic, Inzaghi e Ronaldo.
Entretanto, hoje, o elenco carece de talento e o Milan já não briga por títulos do primeiro escalão do futebol há anos. Na atual temporada, o clube ocupa a 6ª posição no campeonato nacional. Mas engana-se quem pensa que o fracasso para por aí. Na temporada 2013-14, os rossoneros terminaram na oitava colocação; em 2014-15, amargaram a décima colocação de um campeonato tecnicamente muito fraco.
A situação no Milan está como está por uma série de fatores. Primeiramente porque o clube acomodou-se diante das conquistas dos anos dourados da equipe. Os grandes jogadores consagraram-se, mas envelheceram e acomodaram-se. A carreira destes atletas no futebol era = de sucesso e dificilmente seriam colocados à prova.
Outro fator preponderante para o naufrágio do Milan foi o incipiente investimento nas categorias de base. Em um momento de carência técnica, um dos maiores clubes do mundo não consegue revelar um bom garoto, capaz de encher os olhos do torcedor e honrar a camisa rossonera.
Por fim, os erros da direção foram minando as estruturas do clube. O proprietário do clube, Silvio Berlusconi, envolveu-se em inúmeras polêmicas, tais como suposta participação em esquemas de corrupção, a prostituição de menores de idade e o abuso de poder. E como em toda instituição, o vácuo de poder propicia a ascensão da crise, motivada pela falta de referência interna.
O problema do Milan não se resume a uma demissão de treinador. Prova disso é que nos últimos três anos, cinco técnicos foram demitidos e a equipe, outrora a maior do país, coleciona fiascos no campeonato nacional, ausências na Liga dos Campeões e falta de títulos.
O Milan conhece o caminho da vitória e já esteve por muitos anos no patamar de luxo do futebol mundial. A transformação não é simples e exige uma reforma estrutural, a qual deve atingir não só os princípios do clube – como o modo Berlusconi de enxergar o Milan -, mas também a vontade dos jogadores de fazerem história por um clube tão grandioso como a Associazione Calcio Milan, que já deu inúmeras alegrias ao seu torcedor.
André Siqueira Cardoso

Sobre André Siqueira Cardoso

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Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.


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Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

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