A utilização das mídias sociais por Bahia e Vitória como estratégia de marketing

- Mensurando resultados - A importância da comunicação nas quatro linhas

Ainda longe de uma administração esportiva europeia, apresentada como referência mundial, a gestão esportiva no Brasil iniciou sua estruturação em termos administrativos no final do século XX, na medida em que os clubes de futebol começaram a profissionalizar seus departamentos administrativos. No estado da Bahia, apesar da reformulação ainda ser inicial, os clubes do estado, que pertencem a elite do futebol brasileiro, também vêm criando modelos de gestão mais apropriados à geração de receitas e ao estabelecimento de patrocínios mais vantajosos. Uma das características observadas têm sido a criação de uma estrutura mais larga no que se refere à área de comunicação, visando à manutenção, no presente, e à ampliação, no futuro, do número de torcedores e consequente valorização e alcance da marca.

Numa busca incessante de estar onde o seu torcedor está, o Bahia e o Vitória vêm preenchendo cada dia mais as inúmeras possibilidades oferecidas pela internet. Além das já tradicionais mídias sociais, como Instagram, Facebook, Youtube e Twitter, os clubes têm em comum programas de rádio oficial, o Programa do Esquadrão e o Grito Rubro-Negro, com participação ativa do seu torcedor. Este grupo de mídias sociais representa a principal forma de divulgação de informações oficiais para seus fãs e imprensa.

Neste sentido, é possível também atrair patrocinadores para a exposição de suas marcas nos perfis oficiais do clube através das suas mídias sociais, possibilidade esta que surge como alternativa aos milionários espaços publicitários dos uniformes de jogo e proporciona uma opção para marcas ou empresas locais de menor poder aquisitivo. Desta forma, valoriza-se a importância fundamental da utilização das mídias sociais em prol de clubes de futebol, sobretudo, o Esporte Clube Bahia e o Esporte Clube Vitória, possibilitando benefícios que transitam desde o aumento de receita financeira quanto a simples aproximação com o seu público-alvo, os apaixonados torcedores.

Em um mapeamento realizado pelo Ibope|Repucom, em abril deste ano, observou-se o quantitativo de curtidas e seguidores nas páginas oficias dos clubes de futebol. Neste levantamento, o Bahia ocupa a 15ª colocação e o Vitória a 17ª posição, somando 2.757,614 seguidores para o tricolor e 1.738,092 seguidores para o rubro-negro, no ranking digital de clubes brasileiros, somando as quatros principais redes sociais.

Em concordância com os avanços do alcance das mídias sociais dos clubes, observou-se também um crescimento acima do comum do valor da marca nos últimos anos, segundo consultoria realizada pela BDO Brasil. Acompanhando os investimentos no departamento de comunicação institucional, o valor da marca do Bahia passou de R$ 55 milhões, em 2012, para R$ 114,5 milhões, em 2016. Já o valor da marca do Vitória praticamente dobrou, partindo dos R$ 42,3 milhões, em 2012, para R$ 80,2 milhões em 2016.

Embora trilhem um caminho de constante crescimento, os dois clubes de Salvador precisam criar condições de se transformarem em marcas que ofereçam aos torcedores experiências únicas nas redes, capazes de não ficarem na dependência de vitórias e derrotas, porém, buscar atingir um estágio que possibilite estar presente de maneira ativa nos diferentes momentos da vida do seu torcedor.

Apesar do futebol estar diretamente ligado a momentos de lazer, vendo pelo lado do torcedor, independentemente dos resultados em campo, o esporte considerado como paixão nacional proporciona ao espectador uma série de emoções que vão desde o amor absoluto até a raiva passageira. Essa ligação emocional entre o torcedor e o seu time de coração abre espaço para a análise de inúmeras oportunidades que visem a exploração e ampliação de conteúdo nas mídias sociais. Assim, os times que têm ambição de se manter entre os maiores do país necessitam estar profundamente conectados.

Deste modo, valoriza-se a importância das mídias sociais como uma forma democrática, lucrativa e barata para a exploração dos clubes em um cenário desleal quanto as diferenças de receitas entre agremiações que competem nos mesmos campeonatos. Visto isso, os departamentos de comunicação da dupla Ba-Vi se profissionalizaram, deixando de lado o “amadorismo” e partiram para um trabalho organizado e estratégico. No entanto, adotando comportamentos semelhantes no que diz respeito às estratégias de marketing entre as diversas mídias sociais utilizadas, Bahia e Vitória caminham juntos, porém, com significativa diferença quanto a real exploração destes meios.

Colaboração: Lucas Sales

Thiago Figueiredo

Sobre Thiago Figueiredo

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Jornalista, soteropolitano, adepto ao sossego, apaixonado por futebol, samba e conversa fiada. Vitória de coração, Leão no sangue, no peito e na alma.

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