A primeira decisão

Na noite de hoje, 10, em um Pacaembu com cerca de 32 mil torcedores, o Santos de Dorival Júnior tem a primeira grande decisão do ano. Das ambições santistas, o Paulistão fica em último plano, mas uma eliminação precoce seria um ingrediente a mais para uma receita já conturbada, ora pelo clima político, ora pelo fraco desempenho da equipe. Isto posto, que fique claro: contra o Ponte Preta de Gilson Kleina, o Peixe tem sua primeira decisão. Mais do que isso, o resultado de hoje será um divisor de águas para o elenco alvinegro.

O duelo pelas quartas de final do Paulistão colocará o Santos à prova. Isto porque, com exceção dos duelos contra Sporting Cristal e The Strongest, pela Libertadores, e Palmeiras, na Vila, pelo estadual, o desempenho da equipe foi aquém das expectativas: o futebol rápido e letal das últimas duas temporadas deu lugar a um padrão de jogo moroso, previsível e apático.

Dorival Júnior não pôde contar com força máxima em muitas ocasiões, é verdade, mas em se tratando de uma equipe que, guardada as devidas proporções, abriu os cofres para se reforçar e ambicionar maiores conquistas, prender-se a este tipo de argumento é incoerente. Ou fútil.

O Santos precisa vencer por dois gols de diferença para garantir a classificação no tempo normal. Vitórias por um gol de diferença levarão a decisão para as penalidades.

A Ponte Preta tentará repetir o feito de 2012, quando eliminou o Corinthians e classificou-se para as semifinais do estadual. Na ocasião, o confronto foi definido em jogo único. Desta vez, por ter feito o dever de casa, o time de Campinas joga pelo empate. Gilson Kleina, entretanto, sabe que sua equipe não pode acomodar-se com a vantagem e abdicar do ataque, pois isso traria o Santos para dentro de seu campo defensivo.

–  É uma equipe ofensiva, agressiva, que vai vir dentro. Não podemos abdicar (do ataque), achar que só podemos defender. Temos que encontrar o equilíbrio certo. Dentro dos nossos domínios, fomos uma equipe forte. Se tiver uma postura dessa também nos jogos fora de casa, tenho certeza que entramos em um caminho de fazer bons jogos decisivos e buscar a classificação – disse o técnico Gilson Kleina ao Globoesporte.com.

Pottker comemora gol que colocou Ponte em vantagem

O treinador não contará com o excelente volante Fernando Bob, suspenso por três cartões amarelos. Há duas alternativas para substituição: Wendel, também volante, para compactar as linhas defensivas; Renato Cajá, se a opção for propor o jogo. Gilson Kleina não quer um time fechado, mas sabe que uma escalação com apenas um homem de marcação, diante de uma equipe cujo DNA apregoa uma postura ofensiva, pode ser um tiro no pé.

O Santos, por sua vez, sabe que precisa se impor, mas sem dar brechas para o eficiente contra-ataque do rival, que tem em Pottker sua arma mais letal. Ademais, os erros devem ser mínimos e as peças devem provar seu valor: em Campinas, o lado esquerdo, formado por David Braz e Jean Mota, foi inoperante; Lucas Lima foi anulado por Fernando Bob e, por consequência, Ricardo Oliveira não municiado.  

Torcida santista promete grande festa para empurrar o time na noite desta segunda-feira

Empurrado por seu torcedor, o Santos joga para convencer, se classificar, mas sobretudo aliviar a pressão indevida que recai sobre os ombros de elenco, direção e comissão técnica. Se classificado, a equipe sairá com o moral elevado, motivado para enfrentar o Independiente Santa Fe pela Libertadores, mas também o arquirrival Palmeiras, na semifinal do Paulistão.

André Siqueira Cardoso

Sobre André Siqueira Cardoso

André Siqueira Cardoso já escreveu 313 posts nesse site..

Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

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Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

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