50ª Copa São Paulo de Futebol Júnior bate à porta

Maior competição brasileira de categorias de base (sub-20) contará com 128 times divididos em 32 grupos em 2019

50ª Copa São Paulo de Futebol Júnior está chegando. O maior torneio de futebol júnior (sub-20) será disputado entre 2 e 25 de janeiro de 2019 e contará com 128 times distribuídos em 32 grupos, sendo três sediados na capital e 29 espalhados pelos municípios de São Paulo. Apenas os dois primeiros de cada grupo avançam para à fase seguinte, que será composta por rodadas mata-matas em partida única e a final será, como de costume, no Estádio do Pacaembu, no dia 25 de janeiro, aniversário da cidade de São Paulo.

História

A denominação do campeonato é pelo fato do certame acontecer no estado paulista. Originalmente a competição era chamada de Taça São Paulo de Juniores e era organizada pela Prefeitura de São Paulo. Porém, em 1987, o então prefeito Jânio Quadros decidiu não arcar com a Taça São Paulo, que não foi realizada naquele ano. Posteriormente, a Federação Paulista de Futebol (FPF) decidiu organizar o evento e vem tocando até hoje.

Disputada desde 1969, a “Copinha”, como é popularmente conhecida, é sinônimo de revelação de craques e muita tradição, atraindo os olhares da imprensa, torcida, empresários e clubes, sendo considerada o principal celeiro de futuros craques do futebol brasileiro. O domínio paulista na competição é absurdo, tendo o estado 29 títulos da competição, com o Corinthians sendo o maior campeão, com 10 títuloso dobro do segundo maior vencedor, Fluminense. Apoiam-se ao Timão na força paulista: São Paulo e Santos (3), Ponte Preta, Nacional e Portuguesa (2) e com um título Juventus, Guarani, América, Paulista, Roma Barueri, Marília e Santo André.

O domínio dos times de São Paulo é tão absurdo que estiveram presentes em 66 finais e 55 semifinais, ficando de fora somente em quatro oportunidades. Nestas ocasiões houve confrontos entre:

  •  Fluminense-RJ x Botafogo-RJ (1971) – Fluminense campeão.
  •  Internacional-RS x Atlético-MG (1980) – Internacional campeão.
  •  América-MG x Cruzeiro-MG (1996) – América campeão.
  •  Flamengo-RJ x Bahia-BA (2011) – Flamengo campeão.

A Copinha também é famosa pelas fortes chuvas durante os jogos, sendo apelidada de Copa São Paulo de Futebol Chuva. Também é destaque pelo alto número de goleadas que acontecem durante o torneio, geralmente aplicadas por equipes de forte poder aquisitivo e amplo projeto de categorias de base, em cima de times do interior e com infraestrutura escassa. Veja as goleadas com mais de 10 gols de diferença:

Cruzeiro-MG14x0Vasco de Itapecerica-SP28 de outubro de 1974
Santana-AP0x14Santo André-SP9 de janeiro de 2010
São Raimundo-AM0x12Juventus-SP9 de janeiro de 2000
Comerciário-MA0x12Internacional-RS10 de janeiro de 2007
Nacional-AM12x0Ypiranga-AP13 de janeiro de 2008
Imagine-TO0x12Vitória-BA8 de janeiro de 2014
Grêmio-RS12x1Ypiranga-PE6 de janeiro de 2008
Ypiranga-AP1x11Flamengo-RJ9 de janeiro de 2008
Jacareí-SP0x10Atlético Paranaense-PR11 de janeiro de 2009
São Paulo-SP10x0Juventus-AC7 de janeiro de 2009
São Paulo-SP10x0Palmas-TO4 de janeiro de 2012
Coritiba-PR10x0União Barbarense-SP2 de janeiro de 2016

Gringos na Copinha

Outra curiosidade da Copa São Paulo é que frequentemente convida times estrangeiros para jogarem a competição. Entretanto, nenhum deles conseguiu ser campeão ou mesmo ir muito longe. O Kashiwa Reysol, na edição de 2014, foi o time com a melhor campanha entre as equipes estrangeiras que participaram da Copinha, chegando até a segunda fase.

As demais não passaram da primeira fase, casos de Providência (1980) e Universidad de Guadalajara (1988), ambos do México; Vélez Sarsfield (1981 e 1982) e Boca Juniors (1993), ambos da Argentina; Bayern de Munique (1985), da Alemanha; Peñarol (1993), do Uruguai; Cerro Porteño (1994 e 1997), do Paraguai; Nagoya Grampus (1994), Tokyo Verdy (1996), ambos do Japão; Al-Hilal (2010), da Arábia Saudita; Pérolas Negras (2016 e 2017), do Haiti; além de duas seleções sub-20: a japonesa, em 1995, e chinesa, em 1997.

Revelações

Com 50 anos de história, já revelou muito craques (ou jogadores de grande prestígio) como: Falcão (Internacional-RS – 1972), Casagrande (Corinthians-SP – 1980), Raí (Botafogo-SP – 1983), Cafu (São Paulo-SP – 1988), Djalminha (Flamengo-RJ – 1990), Dener (Portuguesa-SP – 1991), Rogério Ceni (São Paulo-SP – 1993), Marcos (Palmeiras-SP – 1993), Dida (Vitória-BA – 1993), Deco (Corinthians-SP – 1997), Júlio Baptista (São Paulo-SP – 2000), Kaká (São Paulo-SP – 2001), Robinho (Santos-SP – 2002), Vagner Love (Palmeiras-SP – 2003), Fred (América-MG – 2003) Neymar (Santos-SP – 2009), Oscar (São Paulo-SP – 2009), Lucas Moura (São Paulo-SP – 2010), Casemiro (São Paulo-SP – 2010), Marquinhos (Corinthians-SP – 2012), Malcom (Corinthians-SP – 2014) e Gabriel Jesus (Palmeiras-SP – 2015).

Veja os 32 grupos da Copinha 2019 e onde está seu clube ou o time da sua cidade:

Eric Filardi

Sobre Eric Filardi

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Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova se anseia. Bem-vindo ao melhor site de futebol. Bem-vindo ao Futebol na Veia. Sou Eric Filardi, paulistano de 25 anos, jornalista de formação e apaixonado por futebol.Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, sou Peixe, sou Palestra e sou Timão. Sou da Colina, Botafogo, sou Flu e sou do Mengão. Sou Brasil, sou Hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 a 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões, sou Clássico das Multidões. Sou sul, sou nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, sou Raposa, sou Bavi e sou Grenal. Sou Ásia, sou África, sou Barça e sou Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas, que o estádio incendeia, sou Futebol na Veia.


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