4 razões para não deixarmos de confiar em Gabriel Jesus

Ainda sem marcar na Copa do Mundo, o atacante vem sofrendo críticas de torcedores por conta do jejum
Gabriel Jesus

Fase por fase, é inegável que, tanto por clube quanto pela seleção, Roberto Firmino vive momentos melhor do que Gabriel Jesus. Pelo Liverpool, o nordestino fez uma das melhores temporadas da carreira. Além de ser um dos pilares da equipe que chegou à final da Champions League, o atacante terminou a temporada com números consideráveis pelos ingleses: 27 gols e 17 assistências em 54 jogos. Já o ex-palmeirense balançou as redes 17 vezes e deu cinco passes para gols em 42 partidas pelo Manchester City.

Na Copa do Mundo, saindo do banco em todas as quatro partidas do Brasil, Firmino já tem um gol na competição enquanto o camisa 9 ainda não deixou a sua marca. Contudo, apesar do retrospecto atual, por que ainda podemos confiar em Gabriel Jesus como o centroavante titular da seleção?

#1 – Papel tático importante

(Reprodução/Gazeta Online)

No futebol moderno, por mais que alguns saudosistas ainda cultuem a máxima de que “atacante vive de gols” (o que, por um lado, obviamente não deixa de ser verdade), o seu papel em campo vai além de apenas balançar as redes. Seguindo o esquema de Tite, o “manda quem pode e obedece quem tem juízo” de Gabriel Jesus o obriga a ser tão marcador quanto artilheiro.

Participativo, foi contra o México o jogador brasileiro que percorreu a maior distância em campo (9,4 quilômetros, ao lado de Casemiro), o que não é muito comum para um jogador de sua posição. A estatística ressalta seu empenho na recomposição e na pressão às defesas adversárias.

#2 – Disciplina no plano de jogo que se comprova em números

Enquanto Neymar e Coutinho brilham e Willian cresce jogo após jogo, o camisa 9 se mostra essencial para “fazer o trabalho sujo” na frente. Se movimentando de lado a lado e durante todo o tempo, Jesus é líder de desarmes e interceptações entre atacantes na Copa, segundo o site Footstats. Não à toa o auxiliar de Tite, Sylvinho, chamou o atacante de “trator” em coletiva após a vitória contra os mexicanos.

#3 – Em time que está ganhando não se mexe

Apesar das dificuldades enfrentadas pelo Brasil nos primeiros jogos do torneio, é seguro dizer, pelo que se viu até aqui, que a equipe é uma das mais equilibradas da Copa. Além de sete gols marcados, o time teve suas redes vazadas apenas uma vez. Enquanto a defesa se apresenta com extrema segurança (mesmo com as mudanças forçadas nas laterais), o ataque mostra nítida evolução. O entrosamento do quarteto de frente somado ao importante papel dos volantes dão cada vez mais frutos.

Assim como Gabriel, Neymar, Paulinho e Willian já foram alvos de diversas críticas durante a Copa. Mas deram a volta por cima e contam com o apoio da massa. Então, por que não depositarmos a nossa confiança também no atacante? Sua importância em campo não deve ser ocultada por conta do jejum de gols.

#4 – Retrospecto positivo

(Reprodução/Vanderlei Almeida/AFP)

Titular absoluto desde a chegada de Tite à Seleção, Gabriel Jesus tem bons números com a camisa mais pesada do futebol mundial: 10 gols (com sete nas Eliminatórias, foi o artilheiro do Brasil) em 20 jogos. Longe de ser um jogador qualquer, o atleta ainda é novo e tem potencial para ser um dos grandes atacantes do planeta. Ele não só conta (e muito) com o apoio e a confiança do técnico gaúcho, como também já provou que não sente o peso da amarelinha.

Bruno Piai

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