O futebol feminino ganhou repercussão da imprensa nas últimas semanas no Brasil. Isto porque após dois anos longe das telas, a modalidade voltará a ser televisionada novamente. Anteriormente, só era possível acompanhar o Campeonato Brasileiro Feminino na rede social Twitter, pelo perfil @BRFeminino, que ainda tem o direito de transmitir o torneio por mais dois anos. O anúncio foi feito pela Confederação Brasileira de Futebol, no dia 2 de maio.

Desde 2017, o principal torneio disputado por mulheres no país não era exibido na televisão. Sua última aparição foi no canal de TV a cabo Sportv. Agora, a Rede Bandeirantes será a emissora responsável pelas transmissões da 1ª e a 2ª divisão nacional, pelos próximos três anos. A princípio, segundo o acordo feito com a CBF, a Band escolherá um jogo por rodada, entre a Série 1A e 1B, para ir ao ar.

No último ano as mulheres também tiveram motivo para comemorar. Em 2018, a Rede Globo anunciou que irá cobrir, na íntegra e ao vivo, a Copa do Mundo Feminino, que será disputada em junho de 2019, na França. Esta é a primeira vez na história que a competição será transmitida em rede nacional. 

O retorno a TV aberta é uma tentativa da entidade máxima (CBF), de reafirmar seu compromisso de trazer mais visibilidade para a categoria. O futebol feminino sofre para se expandir no território brasileiro. Baixo investimento por parte das emissoras de televisão, média de público em partidas e a falta de patrocinadores contribuem para elevar a diferença entre as realidades de homens e mulheres, que vivem da prática do esporte. Como consequência, as atletas sofrem para se profissionalizar e com a disparidade de salários, em comparação com jogadores do sexo masculino.

A expectativa é que cada vez mais, iniciativas como estas cooperem para que o futebol feminino alcance um lugar de destaque, tanto no Brasil como no mundo. Lentamente, o cenário avança para uma mudança. Mas como anda a percepção dos telespectadores sobre esse mundo, até então pouco conhecido? Falta reconhecimento e a mudança de pensamento, para quebrar o paradigma de que mulher não foi feita para o futebol.

Izabela Avelar
Izabela Avelar, mineira de 22 anos. Estudante de Jornalismo na UNA, em Belo Horizonte. Amo esportes e em especial a paixão dos brasileiros: o futebol. Tenho apreciado esta arte pelas arquibandas. Agora me aventuro também pelos bastidores. Para as mulheres, não é fácil entrar nesse mundo. Eu decidi enfrentar. Estou em busca do meu espaço. Levar a alegria de forma imparcial. E provar que mulher entende sim de futebol.

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