Visão de mercado

- Caso envolvendo lateral Zeca expõe inabilidade santista na hora de negociar

O imbróglio envolvendo o lateral esquerdo Zeca e o Santos já é de conhecimento público. O último episódio desta epopeia pode ser resumido como uma tentativa do presidente santista, José Carlos Peres, de se aproximar do jogador, patrimônio do clube, a fim de negociá-lo de uma forma que não prejudique as partes envolvidas – o comprador, que pode se ver obrigado a pagar a multa rescisória e o vendedor, o Santos, que pode perder os direitos do atleta.

Neste contexto, o Internacional desponta como o favorito para ficar com o jogador. No atual cenário, Flamengo e Grêmio correm por fora, com irrisórias chances de êxito, como revelaram o UOL Esporte e o blog do Ademir Quintino. A vantagem do time Colorado tem relação com a posse de Eduardo Sasha, atleta do clube gaúcho, emprestado ao Peixe até o final do ano.

O presidente santista já manifestou interesse em adquirir o atacante em definitivo. Em 2018, Sasha disputou 16 jogos e marcou seis gols. Com isso, diante da sondagem dos gaúchos por Zeca, a cúpula santista pediu o passe do atual camisa 27 e 2 milhões de euros como compensação financeira. O Inter refutou a ideia inicialmente, mas, segundo Ademir Quintino, as conversas avançaram e estão próximas de um desfecho positivo.

Em primeira análise, a negociação pode ser apontada como benéfica para as duas partes. Para o Santos, por se livrar de um jogador em litígio com a instituição e ainda ser recompensado por isso. Para o Inter, por adquirir um atleta cobiçado, campeão olímpico e que chegaria com status de titular, já que Uendel, grande nome da posição, não tem jogado na atual temporada.

O Peixe deve receber 2 milhões de euros, aproximadamente R$8 milhões. Para um clube com as contas no vermelho, é um bom valor, mas por não representar nada perto da dívida, uma visão de mercado apurada poderia resolver dois problemas em uma única negociação. Pelo menos dentro de campo.

Com Sasha, o Santos ganha um atacante polivalente, esforçado e, até aqui, eficiente. Mas seguiria sem um armador. A solução, inclusive, poderia vir do próprio Internacional, que tem Camilo encostado e ofuscado pelo líder e ídolo D'Alessandro. Em 2018, o Inter esteve em campo por 1530 minutos. Camilo, por sua vez, só atuou por 361, cerca de 23%. O site Transfermarkt, que traz dados sobre os valores de mercado de clubes e jogadores, indica que Camilo, de 32 anos, está avaliado em 1,75 milhão de euro, ou seja, acessível aos moldes da negociação. O empecilho pode ser o relacionamento de Jair Ventura com o meia. Ventila-se que os dois desentenderam-se quando estavam no Botafogo, de onde Camilo saiu brigado.

Sem dinheiro em caixa e com opções cada vez mais escassas, a diretoria santista deveria olhar esta situação da forma mais ampla possível. Porém, este não parece ser o caso. Não só no Santos, mas em todo o Brasil.

André Siqueira Cardoso

Sobre André Siqueira Cardoso

André Siqueira Cardoso já escreveu 313 posts nesse site..

Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

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Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

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