A Vigilância Sanitária multou a Conmebol pela aglomeração na final da Libertadores. Pois, no último sábado (30), Palmeiras e Santos disputaram a decisão do torneio no Maracanã. O jogo teve a presença de cerca de 5 mil pessoas na arquibancada. Contudo, o Instituto afirma que não cumpriram as medidas de proteção à vida. Em suma, a infração corresponde ao Art. 30 inciso XXV do decreto 45585, de 27 de dezembro de 2018. O valor da multa é de R$ 14.060,74.

A INFRAÇÃO

A princípio, a final do torneio continental aconteceria com portões fechados. Mas, dias antes da partida, a Conmebol divulgou a participação de 5 mil pessoas no evento. Entre eles estavam os responsáveis por fazer o jogo acontecer e convidados. Inclusive, este segundo grupo era composto por pessoas convidadas por patrocinadores e dirigentes da entidade, além de autoridades da cidade, estado e país.

No entanto, apenas um setor do estádio estava aberto. Logo, gerou grande aglomeração na final. A maioria dos torcedores não respeitou os distanciamento e o uso de máscaras. Com isso, a Vigilância Sanitária enquadrou a infração no Art. 30. De tal forma que alega infrações de natureza sanitária. A penalidade é de multa e interdição.

Art.30: I – “fazer funcionar estabelecimentos sujeitos ao controle, à vigilância e à fiscalização do órgão sanitário municipal, sem LSF, LSAR ou REPA, suas revalidações anuais, bem como sem LSAT ou ASP”.

Foto: Reprodução/Paraíba Online
Estádio do Maracanã na final da Libertadores. Foto: Reprodução/Paraíba Online

POSICIONAMENTO DA CONMEBOL

Como a Vigilância Sanitária multou a Conmebol, a entidade se defendeu. Disse que os organizadores colocaram faixas na cadeira para separar a torcida. Além disso, explicou que os convidados precisaram apresentar um exame PCR negativo. A data de validade do exame era de até 96 horas antes da partida. Durante o jogo, o sistema de som do Maracanã anunciou recomendações, porém, não adiantou. Em meio a euforia, torcedores se abraçaram e tiraram a máscara. Ou seja, o regulamento não foi cumprido.

À primeira vista, foi noticiado que a multa era para o Maracanã. No entanto, a administração do estádio informou que a infração vai para a Conmebol. Pois ela era a responsável pela partida. O Maracanã apenas teve de assumir a multa oficialmente. Mas só porque a entidade não possui CNPJ no Brasil.

Foto destaque: Reprodução/Globo Esporte/André Durão

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Carlos Soares
Além da enorme paixão pelo esporte, eu sempre tive facilidade com a comunicação no geral. É uma habilidade que me destaca em qualquer ambiente que esteja. O desejo de fazer jornalismo surgiu devido a vontade de fazer com que essa aptidão possa me proporcionar grandes desafios em minha carreira profissional, principalmente na área esportiva. Ao ingressar na faculdade e estagiar na área, descobri diversas abordagens diferentes que o jornalismo pode ter e a quantidade de histórias que estão esperando para serem contatadas. O que fez eu me interessar ainda mais pela profissão e querer desempenhar um fazer jornalístico objetivo e de qualidade.