A obra O Lado Sujo do Futebol (2014), de Amaury Ribeiro Jr., Leandro Cipoloni, Luiz Carlos Azenha e Tony Chastinet mostra o futebol mundial nas mãos de apenas dois homens: João Havelange e Ricardo Teixeira.

Foram seis décadas de acordos, contratos, empresas que surgiam da noite para o dia, desvio de dinheiro, propinas, bajulação de várias entidades públicas e privadas.

O livro faz o leitor refletir sobre o esporte mais popular do mundo, o que seria o esporte do povo se tornou um negócio da família.

Entre um mundial e outro, a FIFA e a CBF praticamente não desembolsaram um centavo, pelo contrário embolsaram milhões. Além de abrir um campo de guerra entre as principais marcas esportivas do mundo, também transformou a forma de pensar dos políticos e emissoras de TV.

Nada acontecia se não fosse aprovado por Havelange e Teixeira, mas assim como o império romano as coisas também começaram a ruir entre genro e sogro. Um acidente, uma separação litigiosa, duas CPI’s e a privatização dos estádios da Copa do Brasil 2014, nessa história entram as empreiteiras.

Esta última, causou a revolta da população brasileira e ganhou destaque nos principais jornais do mundo. Estava claro que o futebol era um grande outdoor e que precisava de um público especifico.

O Lado Sujo do Futebol também é um lembrete para os leitores que se esqueceram ou ainda não conhecem o universo lucrativo que simples partidas de futebol se transformaram. E também é uma maneira de manter todos atentos para os próximos mundiais.

Maria Angélica Andrade
Sou Maria Angélica Andrade, moro em São Paulo, tenho 27 anos. Faço Jornalismo e amo esportes em especial futebol. Escrever sobre um esporte tão querido pelos brasileiros é motivo de orgulho e muita responsabilidade.

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