VAR

A coluna Rasgando o Verbo, vai falar hoje sobre um dos assuntos que mais tem gerado discussões no futebol mundial. Há cerca de quatro anos, o árbitro assistente de vídeo foi introduzido no esporte. Desse modo, o VAR serve para analisar decisões tomadas pelo árbitro principal da partida. Sendo assim, vamos explicar sobre e relembrar algumas polêmicas do assunto no mundo da bola.

HISTÓRIA DO VAR

Em 2016, durante uma reunião, a IFAB, Internacional Football Association Board, orgão que determina regras de jogo, aprovou a utilização do árbitro de vídeo em teste. Desse modo, em 2016, a United Soccer League fez o uso do novo sistema em um jogo de duas equipes reservas da Major League Soccer. Sendo assim, o árbitro principal do jogo, Ismail Elfath, analisou duas faltas durante o jogo. Todavia, depois de consultar o VAR, deu um cartão vermelho e um amarelo nos respectivos lances.

Além disso, também em 2016, a FIFA introduziu um monitor em campo no Mundial de Clubes de 2016. Sendo assim, foi permitido que os árbitros de campo revisassem as jogadas. Posteriormente, já em 7 de abril de 2017, a A-League, Liga de Futebol da Austrália, usou o recurso. Entretanto, a partida entre o Melbouner City e o Adelaide United foi concluída sem o uso do VAR. Contudo, no jogo entre o Wellignton Phoenix e Sidney FC, o árbitro de vídeo identificou a mão na bola.

Dessa forma, entre 2017 e 2018, algumas ligas e torneios ao redor do mundo começaram a usar a nova técnologia. Sendo assim, entram na lista a Major League Soccer, a Bundesliga, a Série A, da Itália e a Taça de Portugal.  Além disso, a Supertaça Cândido de Oliveira, o Campeonato Pernanbucano e a Liga NOS, foram alguns a colocarem em prática o uso do VAR. Posteriormente, a FIFA estreiou o sistema na Copa de Mundo da Russia, em 2018. Todavia, somente em 2019 que o Campeonato Brasileiro e o Paulistão começaram ultilizar o árbitro assistente de vídeo.

PROCEDIMENTO DO VAR

No total, existem 15 tipos de decisões em que os lances podem ser revistos. Sendo assim, em gols, pênaltis, cartão vermelho direto e em confusão de identidades pode usar o sistema. Também, em lances de posição de impedimento, mas somente o que gerou o gol, e em falta não marcada. Contudo, o uso do vídeo não para por aí. Também pode verificar se a bola saiu das quatro linhas ou não ou se a bola entrou inteira no gol.

O VAR pode revisar pênalti erroneamente assinalado ou não assinalado. Além disso, falta ou impedimento antes do pênalti e bola fora de campo antes da jogada de pênalti. Pode haver verificação em expulsões diretas, ou seja sem o uso do segundo cartão amarelo. Também pode ser utilizado em falta de expulsão clara não detectada pelo árbitro principal. Há também a verificação se o árbitro advertir com cartão amarelo ou expulsar um jogador erroneamente.

POLÊMICAS

Não só há críticas do usondo VAR, como também na demora da verificação dos lances. Durante a La Liga desse ano, o . No entanto, alguns torcedores não gostaram da interferência do VAR na partida e fizeram trocadilho com os nomes do Real Madrid e do VAR.

Aqui no Brasil não é diferente quando se trata de polêmicas. O São Paulo, por exemplo, pressionou a CBF para que o responsável do VAR fosse trocado na partida com o Grêmio. Outra coisa que já aconteceu por aqui, foi o erro ao anular um gol da equipe do São Paulo em um jogo contra o Atlético Mineiro. Desse modo, o uso incorreto do sistema de vídeo acabou dando um impedimento onde não existia.

Nesta quinta-feira (15), a CBF adimitiu um erro do VAR que aconteceu na partida entre o Atlético Mineiro e o Flamengo. Nesse caso, diferente da partida entre o clube mineiro e o paulista, o erro foi a favor do Atlético. Além disso, naquele jogo o Flamengo estava em busca da liderança do Campeonato Brasileiro. Vale ressaltar que o líder do torneio é Atlético Mineiro.

OPINIÃO

O VAR pode ajudar, mas também pode atrapalhar. Por ser um sitema relativamente novo, assim como tudo o que é novo pode levar um tempo para a adaptação. No entanto, durante essa adaptação haverá muitos problemas. Além do mais, mesmo que exista o monitor para rever o lance, quem interpreta a jogada é o ser humano. Dessa forma, sabemos que o ser humano está sujeito a cometer erros. Sendo assim, a interpretação vai variar de árbitro para árbitro e a sua decisão prevalece.

Todo modo, existe muito o que melhorar e uma das coisas a serem feitas é dar menos margem para interpretação e mais para a precisão. Também deve haver, não só melhoria na revisão dos lances, como também na diminuição do tempo da revisão. O árbitro assistente de vídeo existe para dimunuir os erros e as polêmicas. Não se pode haver mais erros onde deveria dimunui-los. Então a resposta final é; o VAR, no momento, mais atrapalha do que ajuda em muitas ocasiões.

Foto destaque: Reprodução/Getty Image

 

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Tereza Crescencio
Biografia: Sempre fui uma pessoa muito determinada com o que quero e disposta a aprender. No jornalismo já tive oportunidade de entrevistar várias pessoas, conhecer suas histórias e conta-las. Eu escolhi o jornalismo esportivo por que acho importante que mais mulheres falem sobre o assunto. E eu quero falar sobre isso.

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