Uma trajetória desenhada a passos de formiga: a história da meio campista da Seleção

Miraildes Maciel Mota, vulgo Formiga, apelido dado por um torcedor na infância por ser baixinha e viver correndo pra lá e pra cá, e pela dedicação em campo, é uma jogadora brasileira vice-campeã olímpica e mundial de futebol feminino. A meia da seleção é a única jogadora de futebol do mundo a ter concorrido em cinco Olimpíadas, todas as edições desde que o futebol feminino passou a fazer parte do quadro olímpico.

A conquista do tetra estava fresca na memória dos brasileiros quando Formiga, em 1995, estreou com a amarelinha na Copa do Mundo na Suécia pela seleção feminina de futebol. Na época a pequena tinha apenas 16 anos.

Apesar do rendimento baixo, deixando o Brasil na última colocação do Grupo A e consequentemente eliminado logo na primeira fase, o sonho da jogadora de lutar pelo crescimento da modalidade em solo brasileiro, principalmente em terras tupiniquins (índios que habitavam a Bahia no século XVI) continuou. Um sonho que exigiu trabalho, dedicação e paciência, e que fez dela, 20 anos depois, uma referência no futebol feminino brasileiro e mundial.

A baiana de 37 anos que já conquistou muito respeito ao lado das companheiras de equipe e tem um currículo excepcional, conta com seis Copas do Mundo (1995, 1999, 2003, 2007, 2011 e 2015) e cinco Olimpíadas (1996, 2000, 2004, 2008 e 2012).

As conquistas não pararam por ai, a meio atacante conquistou com a camisa amarelinha três medalhas de ouro em Jogos Pan-Americanos (2003, 2007 e 2015), duas pratas em Olimpíadas (2004 e 2008) e o título do Sul-Americano de 2010.

Defende atualmente a camiseta do São José Esporte Clube (SP), pelo qual ganhou o mundial de clubes em 2014 e três vezes a Taça Libertadores (2011, 2013 e 2014). Títulos importantes, que premiaram a carreira.

Para os Jogos Olímpicos de 2016, a atleta tem o sonho de conquistar um ouro para o Brasil e as noticias só melhoram, após as olimpíadas Formiga pretende se aposentar da seleção, mas não pendurar as chuteiras. Ela quer atuar ainda por clubes brasileiros enquanto conseguir e quando as pernas não aguentarem mais, o sonho da volante é seguir no futebol à beira do gramado.

Em entrevista para o Globo Esporte, ela conta que deseja seguir a carreia como técnica. Mesmo com toda a luta pelo reconhecimento da arte futebolística feminina, ainda acredita que pode contribuir por mais anos com o futebol fora de campo como treinadora.

– Quero ajudar. Ver essa seleção brasileira feminina ganhar um campeonato de expressão. Condições nós temos de ganhar mesmo. Acho que depois que atingirmos um nível do tamanho que sonhamos, até brinco com as meninas que posso ir para o andar de cima (risos). Porque daí meu sonho vai ser realizado. Se não for em campo, que seja fora das quatro linhas ajudando de alguma forma – destacou.

E para mostrar que é bem humorada, ainda diz que talvez possa comandar um time masculino se a oportunidade aparecer.

Foto: Rafael Ribeiro/ CBF

Fonte: Globo Esporte

Carolina Keyko

Sobre Carolina Keyko

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Sou Carolina Keyko Rodrigues, 21 anos, estudante de jornalismo, apaixonada por esportes, música, teatro, gastronomia e fotografia. Já trabalhei como estagiária para a Arquidiocese de São Paulo como gestora de mídias sociais, Estagiária para os Doutores da Web com SEO. Gosto de áreas que me desafiem a escrever, como o futebol, que esta em constantes mudanças, costumo assistir os jogos do Santos com a fanática da minha irmã e acompanho meu pai nos jogos da Portuguesa, pois é, faz parte.

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