Uma morte não é normal

O assassinato do torcedor botafoguense não pode ser levado como algo rotineiro de um clássico

Mais uma vez a morte de um torcedor é levada pela sociedade como uma normalidade, e isso jamais pode acontecer. Vimos um episódio extremamente decepcionante no último domingo, 12, antes do clássico entre Botafogo e Flamengo, válido pela quarta rodada do campeonato carioca.

Vemos uma má vontade da mídia esportiva em destacar, com ÊNFASE, o assassinato de Diego Silva do Santos, de 28 anos, que teve sua vida subtraída por um grupo de bandidos, de marginais, de facínoras, que se aproveitaram do ambiente futebolístico e apaixonante que cercava o estádio Nilton Santos para matar, para barbarizar. É claro que a crise política e administrativa, que o Rio de Janeiro atravessa, colaborou, e muito, para o acontecimento dessa truculência.

A polícia militar carioca, responsável pela segurança do jogo, deixou de cumprir o que cumpria antes da crise: escoltar ambas as torcidas, antes, durante e depois dos jogos. Nas horas antecedentes da chegada dos bandidos de facções, ou torcidas, organizadas a PM não conseguiu mandar um efetivo de escolta completo, devido a protestos (semelhantes aos do Espírito Santo). E adivinhem no que deu? MORTE!

Segundo informações do 3º BPM (Mèier) três torcedores botafoguenses foram baleados por passageiros de um carro que passou por eles. Diego, que levou um tiro no peito, chegou a ser levado ao hospital, porém não resistiu. Jean Marques, 22 anos, e Pedro Henrique, 20 anos, levaram um tiro no braço esquerdo e passam bem.

Como dito acima a sociedade leva esse assassinato como algo normal da rotina de um clássico. O que não é! Entra-se em questão aquelas velhas expressões: “quem brigou primeiro?” ou “tanto faz, ele era de organizada também”. Isso não interessa. Barbárie é barbárie. Mesmo bandidos flamenguistas tenham revidado um suposto ataque de botafoguenses.

Uma coisa é certa: não podemos deixar a violência tomar conta do futebol. Se os administradores, tanto dos clubes quanto dos Estados, não agirem com rigor e VONTADE os filhos de muitos casais não conhecerão um estádio de futebol e quem sairá perdendo nisso? O próprio FUTEBOL.

 

Meus pêsames, Diego!

BetWarrior


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Leonardo José
Leonardo José
Sou o Leonardo José, jovem alagoano, estudante de jornalismo e esquerdista, sim. O esporte, a filosofia e a sociologia correm em minhas veias simultaneamente. Louco pelo futebol latino. Prefiro Libertadores à Champions League. No Brasil, clássicos como CSA x CRB, Sampaio Corrêa x Moto Club e ABC x América-RN são bem mais emocionantes que Flamengo x Vasco, Cruzeiro x Atlético-MG e Corinthians x Palmeiras. Para você, leitor, não se cansar lendo minha biografia, finalizo dizendo que "todos os detalhes e os bastidores da vida precisam ser olhados com atenção".Twitter: @leo_silva997

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