Uma aula sobre táticas na classificação da Juventus

- Em Wembley, Tottenham e Juventus protagonizaram o jogo mais equilibrado e emocionante das oitavas de final
Juventus

Quando a UEFA sorteou os confrontos das oitavas de final da Liga dos Campeões, poucos apostaram que o duelo entre Tottenham, que chegava a esta fase apenas pela segunda vez, e Juventus, finalista em duas das últimas três edições, como o mais atrativo. Contudo, analisando os dois jogos, não é um exagero dizer que as duas equipes protagonizaram, até agora, o duelo mais equilibrado e emocionante do mata-mata.

No primeiro jogo, em Turim, o Tottenham mostrou um poder de reação espetacular, mesmo após estar perdendo por dois gols de diferença e jogando contra uma das mais pesadas camisas da Europa. Por isso, os ingleses, treinados pelo ótimo Pochettino, voltaram para a terra da Rainha com um resultado confortável.

O duelo das táticas

Na tarde desta quarta-feira, outro jogão. As equipes entraram em campo com duas formações táticas bastante distintas.

Como de praxe, o treinador argentino dos Spurs usou e abusou da amplitude. Ademais, uma das maiores virtudes deste time é a qualidade do meio-campo: o belga Dembelé esbanja categoria e é auxiliado pela dupla Eriksen e Dele Alli, igualmente qualificados. Do outro lado, Massimiliano Allegri esboçou sua equipe no histórico catenaccio italiano: três zagueiros, meio-campo povoado e um futebol pragmático.

Com a bola rolando, o Tottenham engoliu a Juve na primeira etapa. A amplitude e a velocidade dos donos da casa fizeram com que o sul-coreano Son saísse, por diversas vezes, no mano a mano com Barzagli, aberto pela direita. Na faixa central, Alex Sandro estava perdido e o meio-campo apenas ocupava espaço.

Neste sentido, quando Son abriu o placar, parecia que a Juve estava rendida. Com um esquema defensivo, virar o jogo seria uma árdua tarefa. Então, Allegri mostrou virtudes: desmontou o catenaccio ao sacar Benatia e colocar Lichtsteiner. Além disso, Asamoah entrou na lateral-esquerda, no lugar do sumido Matuidi, e Alex Sandro foi jogar aberto, como um ponta.

Em três minutos, a Juve virou. Com gols de Higuaín e Dybala, a dupla argentina.

É importante destacar que o primeiro gol começou nos pés do lateral Lichtsteiner, em uma das primeiras jogadas de ultrapassagem pelo lado direito. O que era compreensível, já que o beque Barzagli não tem o cacoete de um ala.

Depois de ter o placar a seu favor, a Juve fez o que o futebol italiano faz de melhor: montar o ferrolho para se defender.

O Tottenham tentou, acertou a trave do lendário Buffon, mas não balançou as redes.

O time inglês caiu de pé.

A camisa e a tradição fizeram a diferença.

André Siqueira Cardoso

Sobre André Siqueira Cardoso

André Siqueira Cardoso já escreveu 313 posts nesse site..

Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

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Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

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