Um passo para trás de olho no futuro

A manhã desta quarta-feira representou um dia histórico para o futebol. Na partida entre Atlético Nacional e Kashima Antlers, pela semifinal do Mundial de Clubes, os árbitros colocados em uma central de vídeo, no estádio, marcaram pênalti para o time japonês. O jogo estava zero a zero e a conversão da penalidade alterou o panorama do jogo.

Em primeira análise, é necessário esclarecer um aspecto, qual seja, para quais circunstâncias o recurso de vídeo pode ser utilizado. São elas:

  • Marcação de penalidades

  • Expulsão de jogadores

  • Verificação se a bola entrou ou não

  • Identificação de jogadores em caso de punição equivocada

Sobre o lance que culminou no pênalti, nenhum dos árbitros se ateve ao fato do jogador japonês Nishi estar impedido. Conforme apontado acima, o vídeo não dá ao árbitro autonomia em casos de posição irregular.

Esta configuração cria um cenário problemático, pois o recurso deveria amparar a comissão de arbitragem em todos os aspectos. Desde o mais simples, como uma reversão em cobrança de lateral, até lances capitais como este. Estabelecer critérios para a utilização do vídeo abre precedentes que trarão complicação à partida. E buscamos soluções. Houve, de fato, o contato na área. Nishi foi tocado e desequilibrado. Mas ignorou-se – ou não foi visto – o impedimento do lateral do Kashima.

A linha da área é fundamental para constatar o impedimento.

Outro fator relevante é o fato de a jogada ter prosseguido. Apenas o lateral japonês reclamou – e nada foi feito de maneira acintosa – e a zaga do Nacional afastou. Passados 45 segundos, o árbitro foi comunicado, através do ponto eletrônico, do contato na grande área.

Mais polêmica. Isto porque a tecnologia, ao meu ver, deve ser utilizada logo após o ocorrido. Imaginemos, pois, que, na sequência da jogada, dentro do período citado acima, em um contra-ataque o Nacional  marcasse o gol. Ou tivesse um pênalti assinalado a seu favor. Como proceder?

A FIFA fez muito bem ao introduzir na disputa do Mundial de Clubes o recurso eletrônico. O futebol não pode mais ser pautado por métodos arcaicos. Fala-se muito da modernização do esporte, portanto, é dever das entidades responsáveis fornecer meios para que isto ocorra. A revolução deve começar fora das quatro linhas.

Uma grande medida foi implementada hoje. Entretanto, é necessário lapidá-la.

André Siqueira Cardoso

Sobre André Siqueira Cardoso

André Siqueira Cardoso já escreveu 313 posts nesse site..

Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

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Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

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