Um desmanche à vista

O São Paulo foi eliminado pelo Atlético Nacional de Medellín na noite de ontem, (13), por 2 x 1, após perder no Morumbi por 2 x 0. A eliminação foi marcada pelos erros/rigor da arbitragem contra o time paulista, despertando a ira de jogadores, treinador, dirigentes e torcedores do tricolor.

Mas, a respeito dos erros nada pode ser feito, visto que, vivemos uma crise política no futebol sul-americano, onde fazem de tudo para que os brasileiros não cheguem a final e levem o título continental.

Mas para o São Paulo não é só a eliminação e os erros de arbitragem o problema. O tricolor tinha um time no ano passado, que foi desmanchado em suas principais peças e remontado este ano. Seu principal jogador era Alexandre Pato, que foi negociado com o Chelsea-ING. Rogério Ceni, goleiro, artilheiro, maior ídolo da história são paulina e um grande líder do elenco, aposentou-se e o centroavante Luis Fabiano foi para a China.

Veio 2016 e foi as compras. Nada de exageros no começo do ano, só contratações pontuais. Maicon e Lugano para a zaga, Mena para a lateral esquerda, Kelvin e Calleri para o ataque. Com estas contratações, o tricolor conseguiu sair de uma possível e vexatória eliminação na primeira fase da Libertadores para uma semi-final e melhor time brasileiro na competição, mesmo em meio a atrasos de salários e problemas internos e políticos.

E Edgardo Bauza tem muito neste feito. Blindou o vestiário quando foi preciso e levou o time a semi-final. Errou na escalação no Morumbi, mas isso não apaga seus feitos.

Se analisarmos os 4 times da semi-final da Libertadores, veremos que São Paulo e Boca Juniors são times que reformularam seu elenco, mexeram algumas peças e chegaram longe. Já o Atlético Nacional e o Independiente del Valle, são dois clubes que mantém sua base, jogam juntos a pelo menos 3 anos e tem o entrosamento como arma principal, onde o coletivo supera o individual. Se a classificação do Del Valle se confirmar hoje à noite, teremos uma final entre dois times de entrosamento e que mantém seus elencos, sem sair vendendo todos os jogadores.

E onde quero chegar? O tricolor está prestes a ter outro desmanche. No ano anterior, Pato era o principal jogador e foi embora, sem contar no líder. Este ano, Calleri já disse adeus, fez seu último jogo na eliminação de ontem e Paulo Henrique Ganso está próximo de acertar sua saída para o Sevilla. Dois dos principais jogadores do time, responsáveis juntos por mais da metade dos gols do time, vão embora. Ganso é também um líder em campo, mas, neste quesito, o São Paulo está bem servido. Vimos ontem (e sempre soubemos) o grande líder que é Diego Lugano, seja em campo, nos vestiários, no banco ou na mídia, ele veste a camisa (literalmente). Maicon é outro grande líder. Arrumou a defesa e foi comprado a preço de ouro pelo time paulista, então, vai dar o sangue para honrar o investimento. O tricolor ainda vai perder Rodrigo Caio por alguns jogos, porque o zagueiro vai disputar as Olimpíadas pela Seleção Sub-23. Além disto, a Lazio tem interesse em seu futebol e pode ser que saia, pois a janela européia abriu a pouco tempo.

A questão é que falta uma semana para fechar o mercado e o tricolor só contratou o atacante Gilberto, ex-Vasco, Portuguesa, Santa Cruz e Internacional, que estava no Chicago Fire. Buffarini (San Lorenzo) e Milton Caraglio (Tijuana) interessam, mas tem apenas uma semana para a contratação.

Se recorrer a base, o zagueiro Lyanco e o atacante Luiz Araújo, que já estão integrados ao elenco principal e até já jogaram, o último inclusive ontem, são boas opções para o time de Bauza. De certo o tricolor precisa, no mínimo, de um meia armador, o clássico camisa 10 para o lugar de Ganso, pois Cueva joga pelos lados e Daniel não demonstra bom desempenho e um centroavante matador. Até tem Alan Kardec, que voltou a marcar e tal, mas não chega nem aos pés de Calleri.

A missão de achar substitutos para Ganso e Calleri em uma semana, para tentar a recuperação no Brasileirão e tentar uma vaga na Libertadores ou quem sabe até na Copa do Brasil, será difícil.

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Eric Filardi
Eric Filardi
Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova se anseia. Bem-vindo ao melhor site de futebol. Bem-vindo ao Futebol na Veia. Sou Eric Filardi, paulistano de 27 anos, criado em Taboão da Serra, jornalista pós-graduado em Jornalismo Esportivo e apaixonado por futebol. Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, Peixe, Palestra e Timão. Sou da Colina, Glorioso, Flu e Mengão. Sou brasileiro, hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 x 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões. Sou Clássico das Multidões. Sou Sul, Nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, Raposa, Bavi e Grenal. Sou Ásia e África. Sou Barça e Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas que o estádio incendeia: sou Futebol na Veia.
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